segunda-feira, 8 de abril de 2013

MP denuncia vereadora por forjar o próprio sequestro


O Ministério Público no Paraná (MP-PR) ajuizou, nesta segunda-feira, denúncia para apurar falsa comunicação de crime e fraude processual, atribuídos à vereadora Ana Maria Branco de Holleben, do PT de Ponta Grossa, no interior do Paraná. A vereadora desapareceu no dia 1º de janeiro, logo após a cerimônia de posse dos vereadores da cidade, e não participou da sessão da Câmara que elegeu a nova Mesa Diretora do Legislativo Municipal. O motorista de Ana Maria registrou que a vereadora havia sido sequestrada, dando detalhes da abordagem dos supostos sequestradores, mas a 13ª Subdivisão Policial da cidade concluiu que a parlamentar forjou o próprio sequestro.
Consta da denúncia, oferecida com base em dois inquéritos policiais, que, para justificar ausência na votação para eleição da mesa diretora da Câmara de Ponta Grossa, a vereadora simulou o próprio sequestro. São denunciadas, além de Ana Maria, outras cinco pessoas: Idalecio Valverde da Silva, Branca Branco de Holleben, Reginaldo da Silva Nascimento, Susicleia Rocha Valverde da Silva e Adauto Valverde da Silva.
De acordo com a denúncia, de autoria do promotor de Justiça Jânio Luiz Pereira, os denunciados “voluntariamente e conscientes da ilicitude e reprovabilidade das próprias condutas, todos vinculados entre si, simularam crime de sequestro, alterando e inovando artificiosamente o estado de coisa e pessoa, a fim de produzir prova em processo penal, ainda não iniciado, e induzir a erro autoridade policial, juiz e perito criminal, bem como provocaram a ação de autoridade policial comunicando-lhe a ocorrência de crime que sabiam não ter se verificado”.

O motorista Adauto Valverde da Silva é acusado de falso testemunho e os outros denunciados, incluindo a vereadora, são acusados de falsa comunicação de crime e fraude processual.
Segundo a promotora, a vereador simulou o sequestro para não participar da eleição do presidente da Câmara porque “embora tivesse assumido o compromisso de votar no vereador Paulo Cenoura, de oposição ao governo municipal, decidiu não votar no referido candidato para beneficiar Marcelo Careca. Mas, também não poderia votar no outro candidato por ele ser de partido aliado ao prefeito. Assim, simulou o sequestro para poder se ausentar da votação sem se prejudicar politicamente”. 

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