sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ibope aponta que confiança do brasileiro na política desabou em 2015

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O nível de confiança dos brasileiros nas instituições políticas desabou neste ano, depois de ter ficado praticamente estável em 2014, segundo pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira (30). As maiores quedas do chamado Índice de Confiança Social se deram em relação à presidente da República e aos partidos políticos, seguidos de perto pelo Congresso Nacional.
O índice é medido desde 2009, sempre no mês de julho, e mede a confiança da população em 18 instituições e quatro grupos sociais.
Até 2012, não houve grandes variações nos números. Em julho de 2013, após a onda de manifestações de protesto nas maiores cidades do país, a confiança caiu em relação a todas as instituições - entre elas empresas, bancos, polícia e até igrejas.
Em 2015, porém, a queda foi seletiva: quase todas as instituições não ligadas ao mundo político mantiveram suas "notas" ou se recuperaram levemente, enquanto governo, partidos e parlamentares ampliaram seu desgaste.
A confiança na presidente, por exemplo, caiu pela metade desde 2014: era de 44, em uma escala de zero a 100, e passou para 22. Em 2010, último ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o índice estava em 69 - mais do que o triplo do valor atual.
A segunda maior queda afetou os partidos - seu índice de confiança passou de 30 para 17 entre 2014 e 2015. O que não mudou foi sua posição no ranking: desde 2009, as agremiações partidárias aparecem sempre na última posição entre as 18 instituições pesquisadas.
A terceira maior queda foi a do Congresso Nacional, cujo índice passou de 35 para 22. Isso coloca os parlamentares na penúltima posição do ranking de 2015, em situação de empate com a presidente.
Saúde
Fora do universo político, a única perda significativa de confiança foi registrada pelo sistema público de saúde (queda de 42 para 34). Já as escolas públicas se mantiveram estáveis (56 em 2014 e 57 em 2015).
Segundo o Ibope, há "muita confiança" em uma instituição quando seu índice é superior a 66. Entre 34 e 66 há "alguma confiança", e "quase nenhuma confiança" quando o índice é inferior a 33. Estão nessa última situação todas as instituições políticas do país.
A pesquisa revelou desgaste significativo dos prefeitos, muitos dos quais buscarão a reeleição no ano que vem. O índice de confiança da categoria caiu de 42 para 33. Em relação a 2011, ano anterior ao das eleições municipais de 2012, a redução é ainda maior: 19 pontos.
O primeiro colocado no ranking de confiança de 2015 foi o Corpo de Bombeiros, instituição que até melhorou seu índice em relação ao ano passado, de 73 para 81. Em seguida aparecem igrejas (71), Forças Armadas (63) e meios de comunicação (59).
A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 22 de julho, em 142 municípios de todas as regiões do país. Foram ouvidas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
UOL

Instituto Lula diz que foi alvo de 'ataque político' com bomba na quinta-feira

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O Instituto Lula informou por meio de nota à imprensa nesta sexta-feira, 31, ter sido alvo de um "ataque político com artefato explosivo" na noite de quinta-feira, 30.
Segundo a nota, o objeto foi arremessado contra o prédio do instituto de dentro de um carro por volta das 22h. Não houve feridos. A bomba danificou o portal da garagem do prédio, local de trabalho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não houve nenhuma mensagem ou pichação.
O Instituto Lula disse que já comunicou as polícias civil e militar, além do secretário de Segurança Pública do Estado de S. Paulo e o ministro da Justiça, sobre o incidente e que espera que os "responsáveis sejam identificados e punidos".
Em maio deste ano, a sede do diretório municipal do PT em São Paulo também foi alvo de uma bomba.
Estadão/Fotos: G1


F. Gomes x Rodrigues: a luta entre as famílias em Sobral

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A eleição para prefeito de Sobral, no ano que vem, tem tudo para ser a mais interessante do Interior cearense. O candidato governista deve ser Ivo Gomes (Pros), que será naturalmente o franco favorito. Em condições normais, a oposição nem gastaria muita energia numa disputa em Sobral contra um Ferreira Gomes. Mas não é o que acontece. O bloco anti-Ferreira Gomes está articulado, forte, com recursos. Organizado, sobretudo, em torno de outra família: os Rodrigues, que buscam disputar a hegemonia no maior município da Zona Norte.

Moses Rodrigues (PPS) já surpreendeu ao ser o deputado federal mais votado no Município em 2014. Teve seis mil votos de vantagem em Sobral sobre o ex-prefeito Leônidas Cristino (Pros), que concorria com apoio do então governador Cid Gomes. Atualmente, pressiona para tirar o PPS da base de apoio ao prefeito Roberto Cláudio (Pros) em Fortaleza.

O pai de Moses, Oscar Rodrigues, assumiu a presidência do PMDB de Sobral em maio passado, com as bênçãos de Eunício Oliveira (PMDB). Ele é empresário e dono das Faculdades Inta. No sábado passado, outro filho de Oscar, Daniel Rodrigues, que ocupa cargo na diretoria das faculdades, assumiu a presidência do PRB no Município. São assim três partidos em Sobral que estão sob controle doméstico dos Rodrigues.

Na última eleição municipal, o desempenho da oposição já foi impressionante. O hoje deputado estadual Dr. Guimarães (PV) conseguiu 42,7% dos votos válidos, contra 50,3% do prefeito Veveu Arruda (PT). Margem apertadíssima para os padrões dos Ferreira Gomes no reduto.

Ivo, em qualquer cenário, chega como forte favorito no ano que vem. Porém, a oposição se articula com muita força. Amparada por um grupo financeiramente poderoso e com respaldo de Eunício Oliveira, o bloco trabalha para, pelo menos, ter um bom desempenho no Município. E, assim, construir uma base forte para o senador peemedebista na sucessão estadual de 2018. Com todo simbolismo que envolve a eleição no reduto político do ex-governador.

É mais uma família que tenta assumir o controle da política sobralense. Desta vez, espalhada por três partidos.

O POVO

Passagem de ônibus Juazeiro a Fortaleza sobe a partir de 1º de agosto

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A passagem de ônibus intermunicipal vai ficar mais cara. Empresas que operam este serviço de transporte no Ceará vão reajustar suas tarifas em 8.24%. A alta está sendo homologado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce).
A passagem de Juazeiro do Norte a Fortaleza, em um ônibus convencional, passará de R$ 53,30 para R$57,70; Iguatu-Fortaleza, passará de R$ 43,55 para R$ 47,13.
O processo já passou pela coordenadoria Econômico-tarifária da Arce e está na coordenadoria de Transportes para dar sequência à homologação.
Pelo contrato de concessão, o reajuste deve ocorrer todo dia 1º de agosto de cada ano. A medida está prevista na cláusula 10.5 do contrato de concessão dos oito lotes de linhas intermunicipais, assinado entre cinco empresas e o Detran-CE, homologado anteriormente pela Arce.

Flávio Pinto

Dilma veta extensão de reajuste do salário mínimo para aposentadorias

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A presidenta Dilma Rousseff vetou a extensão da política de reajuste do salário mínimo a todos os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A correção do mínimo é calculada pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a inflação medida  pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com o veto, os benefícios do INSS acima de um salário mínimo continuarão sendo reajustados pela da variação do INPC. A proposta foi aprovada pelo Senado em junho mas, segundo a Agência Brasil, Dilma sancionou o texto parcialmente, com veto apenas à extensão do cálculo a todos os benefícios do INSS. O veto foi publicado nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União.  O texto voltará ao Congresso Nacional, que pode derrubar a decisão da presidenta. Na justificativa do veto, Dilma argumentou que a vinculação de todos os benefícios do INSS ao salário-mínimo é inconstitucional. Além disso, segundo Dilma, o veto não fere a garantia constitucional de que os benefícios não sejam inferiores a um salário-mínimo. De acordo com o Ministério da Previdência, a extensão das regras do mínimo para todos os aposentados e pensionistas teria impacto de R$ 9 bilhões nas contas da Previdência em 2015. 

Novas rádios no Ceará

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O Ministério das Comunicações já publicou no Diário Oficial da União, a concessão de FMs Educativa para o Estado do Ceará, beneficiando, anotem aí, os municípios de: Acaraú, Beberibe, Brejo Santo, Caririaçu, Cedro, Farias Brito, Jaguaretama, Nova Olinda, Solonópole, Tamboril, Tejuçuoca e Ubajara.

Eunício Oliveira emplaca quinta indicação para cargos no Governo Federal

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O ex-secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, será o novo responsável pela Companhia Docas do Ceará, órgão federal ligado a Secretaria de Portos da Presidência da República. A informação foi divulgada pelo Blog do Eliomar e confirmada pelo próprio ex-secretário. A nomeação deve ser publicada no Diário Oficial na sextam 31. 
Pinheiro foi secretário de Recursos Hídricos na gestão Cid Gomes(Pros). Aliado do senador Eunício Oliveira (PMDB), deixou o governo quando o PMDB rompeu com o governo para lançar candidatura própria ao governo do Estado. Ele também foi um dos coordenadores da campanha de Roberto Cláudio (então no PSB) em 2012.

A indicação é mais uma vitória do Eunício na queda de braço pelos cargos federais no Estado. O PMDB e o PT disputavam o posto. Enquanto Eunício trabalhava por Pinheiro enquanto o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), tentava emplacar Ilário Marques (PT), ex-prefeito de Quixadá.

Está é a quinta indicação que Eunício consegue emplacar neste segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). Anteriormente, ele já havia indicado o presidente do BNB, Marcos Holanda, o novo desembargador do Tribunal Regional da 5ª Região, Cid Marconi e o superintendente federal de Pesca, Aquicultura e Pesca no Ceará, Aloisio Carvalho. Além destes, seu genro, o advogado Ricardo Fenelon Júnior, foi indicado para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que gerou polêmica. 

Eunício vem tendo seus pleitos atendidos pelo Planalto nesta segunda gestão. De acordo com o portal da revista Época, eles não são de graça. O senador tem sido peça importante na articulação da base governista no Senado. Líder do PMDB no Senado, o cearense estaria desempenhando papel importante no recrutamento de senadores para a base aliada - entre eles, estariam Lúcia Vânaia (PSDB), e Wilder Morais (PSDB) e Blario Maggi (PR). Eunício ainda é cotado para suceder Renan Calheiros (PMDB) na Presidência do Senado.
O POVO

Lula vai ao povo...

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Depois de se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quarta-feira (29) o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que o petista planeja tirar do papel nas próximas semanas sua série de viagens pelo Brasil. Lula, que já pediu publicamente para a presidente Dilma Rousseff "conversar com o povo", planeja discutir a atual crise em suas viagens e levar uma mensagem de otimismo a seus interlocutores. "Ele disse que acha que há espaço para a volta do crescimento no curto prazo. Vai sair, vai debater o Brasil. Eu acho que ele vai ter muito trabalho", comentou o presidente da Força Sindical. Miguel Torres fez campanha para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014 e é aliado do deputado Paulinho da Força (SD-SP), defensor do impeachment, e fez questão de diferenciar as gestões de Lula e Dilma. "O Lula sempre foi aberto ao diálogo, a Dilma não conversa nem nas agendas positivas. Ela convida na véspera, parece que é para a gente nem ir", reclama.

Dilma abre o cofre e libera R$ 4,9 bi aos parlamentares

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O Palácio do Planalto autorizou a liberação, até dezembro deste ano, de R$ 4,9 bilhões, correspondentes a restos a pagar de emendas parlamentares de 2014 e anos anteriores. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a primeira parte do montante, de R$ 700 milhões, foi liberada na semana passada e o restante deverá ser pago até outubro, conforme anunciado pelo líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT). Ainda de acordo com Folha, no Planalto a expectativa é de que o pagamento seja realizado apenas no fim do ano. A demora na liberação das emendas é um dos entraves na articulação política do governo. De acordo com Folha, o problema era relatado constantemente pelo vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

ONU avisa: População do Brasil vai diminuir a partir de 2050

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Apesar das projeções indicarem que a população mundial vai chegar a 11 bilhões em 2100, a partir do meio do século o Brasil seguirá na direção contrária do resto do mundo e terá a população “encolhida”. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) desta quinta-feira (29), a Índia ultrapassará a China como país mais populoso do mundo nos próximos sete anos, e a Nigéria tomará o lugar dos Estados Unidos como o terceiro maior país do mundo em 35 anos. Já o Brasil, que hoje tem cerca de 207 milhões de habitantes, deve alcançar 228.663 habitantes em 2030, 238.270 em 2050, mas reduzirá para 200.305 em 2100. Segundo a projeção, a queda em nascimentos levará o país a ocupar a sétima posição em 2050 e a 13° em 2100. O documento Revisão da Projeção Mundial 2015, produzido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, indica que no período entre 2015 e 2050, metade do crescimento da população mundial deve concentrar-se em nove países: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda.

Projeto de Tasso sobre fundações privadas é sancionado pela presidenta Dilma

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A Presidente Dilma Rousseff sancionou projeto do senador Tasso Jereissati que moderniza e agiliza o funcionamento de fundações privadas. Publicada no Diário Oficial da União, na terça-feira (28), a Lei 13.151, de 28 de julho de 2015, resultante de projeto apresentado ainda no primeiro mandato do senador, amplia o rol de atividades a que se destinam as fundações, antes limitadas a fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. Agora elas também poderão atuar em áreas como saúde, educação, segurança alimentar e nutricional, proteção do meio ambiente, pesquisa científica e desenvolvimento de novas tecnologias, direitos humanos e promoção da ética, cidadania e democracia.
Constituídas pela vontade de um doador, que destina um patrimônio voltado para a execução de um daqueles fins, as fundações são regidas pelo Código Civil e por leis específicas, e são obrigatoriamente fiscalizadas pelo Ministério Público , conferindo-lhes transparência e controle pela sociedade. A sanção do texto abre precedente benéfico ao país, pois torna possível a celebração de convênios e contratos de parceria com o poder público, ampliando a possibilidade de atendimento aos cidadãos de todas as regiões do Brasil.
A Lei também confere agilidade às eventuais alterações estatutárias, fixando prazo para que o Ministério Público se manifeste, e permite que os administradores destas Fundações possam ser remunerados a valor de mercado, facilitando a contratação de profissionais qualificados, especialistas em gestão, visando o melhor desempenho, sempre sob a chancela do Ministério Público, evitando abusos e distorções.
Ao propor o projeto, Tasso Jereissati se baseou em exemplos de sucesso no exterior, em que grandes universidades, museus, bibliotecas e, até mesmo, hospitais são fundações ou são custeados por elas.

(Assessoria do senador)

“É muito importante essa cooperação entre os estados”, diz Camilo Santana após reunião com Dilma e governadores

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O governador Camilo Santana participou na tarde desta quinta-feira, no Palácio da Alvorada, em Brasília, de reunião com a presidenta Dilma Rousseff e 26 governadores do País. O encontro começou por volta das 16h15, com um pronunciamento da presidenta, e durou mais de três horas. "É muito importante essa unidade entre os governadores, essa cooperação entre os estados. Manter um diálogo é sempre interessante. O país numa situação de instabilidade não interessa a ninguém”, afirmou Camilo.



Em seu discurso de abertura, a presidenta ressaltou a importância da união entre as unidades da federação. “Nesse novo Brasil, nenhum governante pode se acomodar. Sabemos que muita coisa precisa melhorar. Nós devemos cooperar cada vez mais, independentemente das nossas afinidades políticas", citou Dilma.


Após a reunião, foram criados grupos de trabalhos entre os estados para discutir vários assuntos, entre eles segurança e saúde. “Nós todos aqui temos todas as condições de superar essas dificuldades”, disse a presidenta, ao cita os índices de violência do País.



O encontro contou ainda com a presença dos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardoso (Justiça), Arthur Chioro (Saúde), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Edinho Silva (Comunicação), Guilherme Afif Domingos (Micro e Pequenas Empresas) e Gilberto Kassab (Cidades).





Governadores



Pela manhã, os governadores se reuniram por cerca de três horas em um hotel da capital federal para debater os assuntos que seriam discutidos com a presidenta Dilma Rousseff. Foram 17 gestores estaduais presentes no encontro.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dois prefeitos são expulsos do PMDB no Ceará

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O Conselho de Ética do PMDB expulsou mais dois integrantes nesta quarta, 30. Os prefeitos de Santa Quitéria, Fabiano Lobo, e de Nova Russas, Gonçalo Diogo, foram defenestrados da legenda por infidelidade partidária.

De acordo com o advogado Fernando Ferrer, integrante do colegiado, nenhum dos dois compareceu ao julgamento. Os relatórios apresentados pelos relatores Vitor Pinheiro e Carmén Lucia foram aprovados por unanimidade. Gonçalo Diogo já havia anunciado a intenção de deixar o partido. Entretanto, de acordo com Ferrer, o conselho não recebeu o pedido de desfiliação. 

Apesar das expulsões, nenhum dos dois correm o risco de perder o mandato. De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), os mandatos majoritários (senadores, prefeitos, governadores e presidente, além dos eventuais vices) pertencem ao seus titulares. Os mandatos proporcionais (vereadores, deputados estaduais e federais), ao contrário, pertencem às legendas. Para Marlon Cambraia, presidente da Comissão de Ética, “a decisão do STF mitigou o trabalho das comissões de ética de qualquer partido”.

Os julgamentos contra prefeitos ocorrem exatamente uma semana após a expulsão de Carlos Mesquita do PMDB. Na quinta-feira, 23, a comissão de ética do PMDB do Ceará se reuniu para julgar o vereador. A expulsão do parlamentar foi aprovada em relatório apresentado pelo advogado Fernando Férrer. De acordo com Mesquita, sua expulsão se deu por “não querer ser escravo de coronéis”.

Os processos geraram um mal-estar dentro do partido. Na quarta, 29, o deputado federal Danilo Forte os classificou como macartismo. Para Forte, os processos “afastam aquelas pessoas que poderiam ingressar no partido, e não o fazem por medo deste macarthismo, dessa perseguição”. O termo “macartismo” se refere à perseguição ideológica encabeçada pelo senador americano Joseph McCarthy durante a Guerra Fria contra supostos simpatizantes do comunismo. Virou sinônimo de perseguição política.

Defensores da ação reagiram. "Um deputado federal deve zelar pelo cumprimento do regimento partidário", afirmou Ferrer. Gaudêncio Lucena, vice-prefeito e vice-presidente do PMDB cearense declarou que "quando um político se sente confortável para fazer uma declaração dessa, acredito que é extremamente necessária a intervenção da comissão de ética para fortalecer nosso partido". Para ele, a fala de Forte foi uma "excrescência".

O POVO

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Corrupção leva do Brasil R$ 200 bilhões por ano

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Através de atos de corrupção, são desviados por ano no Brasil cerca de R$ 200 bilhões, mostra o Procurador da República junto à Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol.  “Com essa quantia – avalia ele – sanaríamos as finanças do SUS, triplicaríamos o investimento em Educação e quintuplicaríamos na segurança, retirando 10 milhões de pessoas da miséria, sem outros programas”. Eis o retrato de uma situação que não existiria, se os gestores do País não permitissem que a corrupção, que já foi quase amadorística, se espraiasse, contaminando a política, a administração e a economia. No  contexto, há detalhes inimagináveis. É o caso de a presidente Dilma culpar a Operação Lava Jato “pela queda do PIB nacional”, como se quisesse dizer que seria melhor que a referida operação, que recuperou quase R$ 900 milhões para os cofres da nação não existisse... Dizendo não estar falando novidade, o procurador Dallagnol diz que todos os males gerados pela corrupção, são frutos de duas falhas imperdoáveis dos governantes: a impunidade e a leveza das penas aplicadas aos  achacadores do que é do povo. Para ele, a esperança é que o MPF consiga, para já, os 1,5  milhão de assinaturas para a sua proposta de 10 pontos, destinada a punir exemplarmente os corruptos e corruptores não importa qual a origem. Um dos pontos básicos desse decálogo é a impedir que os partidos dêem legenda a desonestos, nos passos da “Ficha Limpa”, grande vitória do MPF, CNBB e povo.

Fernando Maia

Romário vai à Suíça e diz que conta de R$ 7,5 milhões não é sua

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O ex-jogador de futebol e senador Romário (PSB-RJ) disse nesta quarta-feira (29) que foi até Genebra, na Suíça, e confirmou que não é o titular de uma conta com saldo de 2,1 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,5 milhões), como publicou a revista "Veja" recentemente. "Galera, bom dia! Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões", escreveu Romário em seu Twitter. Segundo a revista, o jogador não declarou à Receita Federal ter conta no exterior com saldo superior a US$ 100 mil, como manda a lei. A conta também não aparece em sua declaração oficial de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2014. O ex-jogador admitiu à publicação ter aberto contas na Holanda e na Espanha na época em que atuou no futebol desses países e afirmou não se lembrar se havia fechado essas contas. No entanto, disse que nunca fez movimentações nelas. Depois de dizer no Twitter que não é o dono da conta, Romário mandou outro recado. "Agora, aqueles que devem, podem começar a contar as moedinhas, porque a conta vai chegar de todas as formas. Eu não finjo ser decente, não faço de conta ser sério e pareço ser correto. Eu sou!!!", escreveu.

Estadão

Moro aceita denúncia contra presidente da Odebrecht e outros executivos

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O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta terça-feira (28) a denúncia contra o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outras 12 pessoas. O grupo passa da condição de investigado para réu em processo por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro nacional e internacional. Moro justificou em despacho que a aceitação da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) é motivada pela consistência das provas apresentadas. "Há, em cognição sumária, provas documentais significativas da materialidade dos crimes, não sendo possível afirmar que a denúncia sustenta-se apenas na declaração de criminosos colaboradores", pontuou. Os réus são, além de Odebrecht: o doleiro Alberto Youssef; o ex-diretor da Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar; o suspeito de lavar dinheiro de propina da Odebrecht, Bernardo Schiller Freiburghaus; o funcionário da Petrobras, Celso Araripe d'Oliveira; o ex-diretor da Odebrecht, Cesar Ramos Rocha; o sócio-gerente da Freitas Filho Construções Limitada, Eduardo de Oliveira Freitas Filho; o ex-diretor da Odebecht, Márcio Faria da Silva; o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa; o ex-diretor da Odebrecht, Paulo Sérgio Boghossian; o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro José Barusco Filho; o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque; e o ex-diretor da Odebrecht, Rogério Santos de Araújo.

El Niño pode ser o mais forte dos últimos 50 anos e Nordeste poderá sofrer com uma das piores secas de todos os tempos

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As previsões para o El Niño deste ano começaram a mudar a medida em que o fenômeno vem ganhando força e agora, segundo informa a meteorologista sênior do instituto norte-americano AccuWeather, Kristina Pydynowski, esse pode ser o mais forte dos últimos 50 anos. As últimas previsões indicam ainda que o fênomeno poderia durar até o verão de 2016 na América do Sul e primavera do ano que vem na América do Norte. De acordo com o NOAA - departamento oficial de clima do governo dos EUA - há 80% da chance desse cenário se confirmar. A instituição afirma ainda que há uma previsão de 90% de que o fenômeno dure, pelo menos, até o próximo inverno americano, que se inicia em dezembro. 
A imagem abaixo, do NOAA, mostra as anomalias de temperaturas (em graus Celsius) no oceano Pacífico em 9 de julho deste ano. A área do retângulo branco aponta as águas da região equatorial do Pacífico acima da média, presentes também na parte leste do oceano, no oeste da Califórnia (EUA), na península de Baja, no México. Enquanto isso, temperaturas mais baixas foram observadas em partes do oeste equatorial do Pacífico. 
El Niño - NOAA
"O El Niño apresentou uma força estável ao longo do último mês e agora está se aproximando para ganhar ainda mais resistência. Há uma convicção crescente de que esse será um dos mais fortes dos últimos 50 anos, e o fenômeno atinge seu pico, normalmente, durante o período de dezembro a fevereiro", disse Brett Anderson, meteorologista também do Accuweather. "O El Niño mais forte desde o início do século 20 aconteceu entre os anos de 1997 e 1998", completou.
Para o Nordeste a situação será terrível caso se confirme as previsões, poderemos ter a pior seca consequentemente dos últimos 50 anos. Que Deus nos proteja !

Bebê de três meses fica cego após foto com flash muito próximo

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Um bebê de três meses de idade ficou cego após olhar de perto para o flash de uma câmera. A foto foi feita a 25 cm dos olhos da criança, por um amigo dos pais do menino. Médicos afirmaram que o bebê teve redução parcial da visão do olho esquerdo e perda total do direito. A notícia foi publicada hoje no jornal chinês People’s Daily.

A lesão ocorreu porque a luz intensa queimou a mácula, região da retina muito sensível à luz, e responsável por distinguir cores e detalhes de objetos. Crianças estão mais expostas ao risco de perder a visão por grande incidência de luz. Até os seis anos de idade, a visão não está completamente formada e a pupila fica mais dilatada.

O ftalmologista João Pacini, que trabalha em um centro de visão em Brasília, diz que nunca viu um caso como ocorrido na China, mas presenciou muitos casos de lesões na retina de crianças por falta de cuidado dos pais com a exposição à luminosidade.

“Não se pode colocar o berço logo abaixo da luz do quarto. A criança não tem discernimento para desviar o olhar, encara a lâmpada por muito tempo e pode queimar a retina”, explicou Pacini. O especialista também alerta para outras situações corriqueiras: luz solar ou lasers usados em palestras. A recomendação é sempre a mesma: não olhar durante muito tempo para a fonte luminosa. 

Mas ninguém precisa começar a fugir dos flashs das câmeras com medo de perder a visão. Mesmo bebês podem ter contato com a luz do aparelho, basta distância adequada. Pacini recomenda no mínimo três metros de espaço entre a criança para proteger a visão.

Correio Brazilinse

Datena é candidato a prefeito de São Paulo

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O apresentador de TV, José Luiz Datena, será candidato à prefeitura de São Paulo em 2016. De acordo com o site Uol, o apresentador vai para o PP – depois de ter mantido conversas com PSDB e PSB. Datena afirmou, nesta terça-feira (28) que vai compor a chapa com o deputado estadual e delegado Antonio Assunção de Olim, como seu vice, segundo ele, duas personalidades identificadas pela sociedade brasileira com a segurança pública. Consultado, Datena afirma ainda que, mesmo se for procurado, não haverá espaço para coligações com outros partidos. Sobre a responsabilidade de governar a cidade, assegura que poucos conhecem tão bem os problemas de São Paulo como ele.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Estuprador é abusado sexualmente dentro da cadeia de Icó

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Um detento, acusado de estupro, foi abusado sexualmente por outro interno que dividia a cela com ele, no último domingo, 26, na Cadeia Pública de Icó. A Polícia Civil informou que o detento abusado realizou exames de corpo delito e o agressor foi transferido para a Penitenciária Industrial Regional do Cariri. 

Segundo informações da Polícia Civil de Icó, o agressor estava preso pelo crime de latrocínio. A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) informou que ele já havia sido colocado na triagem da cadeia por problemas de convivência com os demais internos, mas no mesmo dia agrediu o outro interno. 


CPI do BNDES

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Dezessete partidos têm uma semana para indicar os deputados que vão começar, em agosto, a analisar denúncias envolvendo empréstimos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas e empreiteiras, nos anos de 2003 a 2015. A data da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, autorizada pelo presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no último dia 17, está marcada para o dia 6 de agosto, segundo a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.


Se as legendas que terão representação no colegiado (PMDB, PP, DEM, PRB, PRTB, PSC, PTB, SD, PT, PR, PR, PSD, PROS, PSDB, PSB, PPS, PDT, PSL) não apontarem os nomes para a composição da CPI, Cunha pode indicar quais serão os membros. A maior disputa, nesta fase do processo de instalação, é em torno da presidência e relatoria da comissão. EM

Operação Lava Jato agora na Eletronuclear

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Em Brasília, ninguém esperava que a Operação Lava Jato iniciasse tão cedo investigações fora dos limites da Petrobras. A expectativa inicial de políticos e autoridades era que a investigação ainda fosse se restringir durante muito tempo aos escândalos de corrupção na estatal. Mas a fase deflagrada hoje com investigação de propina em contratos da Eletronuclear para construção de Angra 3 acendeu a luz amarela no mundo político da capital. E mostra que o setor elétrico também entrou no foco da investigação.
No PMDB, o clima é de preocupação com a nova fase da Lava Jato. Avaliação feita por alguns caciques da sigla nesta manhã é que as investigações nas obras de Angra 3 terá o partido como foco. Isso porque lá atrás, o ex-presidente da Camargo Correa, Dalton Avancini, já indicava que a propina era direcionada ao partido.

Desde o início, os primeiros relatos da investigação já apontavam que o esquema era bem mais amplo e sinalizava para a existência de corrupção generalizada, não só nas empresas estatais, mas até mesmo em bancos públicos.

Nas palavras de um ministro, surpreso com a nova fase da operação, a investigação da Lava Jato passou a atuar ao mesmo tempo em todas as direções.

Blog do Camarotti

Deputados irão defender Lula no Congresso Nacional

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“Mexer com a Dilma tudo bem, mas com o Lula não!” Um senador do PT teria dado a declaração à coluna Painel, da Folha de S. Paulo, para defender o ex-presidente da provável ofensiva orquestrada pela oposição no Congresso. Parlamentares petistas devem ir às tribunas da Câmara e do Senado para atacar tucanos como Aécio Neves e Cássio Cunha Lima. A estratégia será cobrar que a Lava Jato aprofunde investigações sobre a relação das empreiteiras com governos do PSDB em estados como São Paulo e Minas Gerais. Segundo a publicação, o ataque a Lula pode ser um dos últimos fatores que reagruparão a esquerda, que hoje está dispersa e crítica ao governo Dilma.

Municípios vão parar atividades por um dia no Ceará

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Prefeituras cearenses vão fechar as portas por um dia para protestar contra a crise que tem atingido diretamente os cofres municipais. A paralisação dos servidores acontece na próxima sexta-feira, 31, e apenas a emergência dos hospitais municipais funcionará normalmente. Para discutir detalhes do movimento, a Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece) reúne-se com representantes das cidades em Assembleia Geral hoje pela manhã. 

O encontro de hoje será de mobilização e decisões importantes. Nele, Carta em Defesa dos Municípios Cearenses será assinada, para ser entregue ao Governador Camilo Santana (PT-CE) e à Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O número de municípios que vão participar do protesto também será fechado. Evanildo Simão, presidente interino da Aprece, afirma que 150 já confirmaram e que é espera aderência de 170. Roberto Cláudio (Pros-CE) ainda analisa reivindicações para decidir se Fortaleza estará entre eles.

Com o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares, governos estadual e federal e população, o protesto, segundo, Simão é um “grito de socorro” dos prefeitos. O novo pacto federativo está no centro das reivindicações, junto com temas como saúde, educação e seca. Os prefeitos cearenses argumentam que o motivo da crise é a quantidade de programas federais injetados nas cidades, com receitas menores que as despesas, e redução dos recursos, principalmente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Dificuldade em manter postos de saúde feitos em parceria com os governos estadual e federal e falta de envio de remédios às cidades estiveram entre as principais reclamações.

Cortes em quadros, principalmente terceirizados, estão entre as formas de cortar gastos. Dentro da programação do movimento, está prevista a conversa dos prefeitos com a população, para esclarecer sobre as dificuldades enfrentadas na gestão. “É hora do prefeito justificar o que está acontecendo, esclarecer de quem realmente é a culpa. Não adianta eles carregarem isso, porque a culpa não é deles”, explica Rafaele Saraiva, coordenadora técnica da Aprece. Ela também afirma que, por causa da crise, “muitos prefeitos pensam em entregar os cargos”.
 
Paralisação
Mesmo com a sexta-feira de paralisação, a movimentação nos municípios que aderirem à greve de um dia será intensa. A programação constará de coletiva para a imprensa de cada cidade e atos para informar sobre o movimento à sociedade. Estão prevista ainda visitas às câmaras municipais para que os gestores consigam apoio dos vereadores.

Serviço

Assembleia da Aprece
Quando: 28/7
Hora: 9 horas
Local: Aprece - Rua Maria Tomásia, 230, Aldeota
Mais informações: (85) 4006-4008
O POVO

Quatro presos fogem da cadeia de Nova Russas

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Simonio Rodrigues e Aílton Alves (parte superior), Diego "Satanás" e Elan Gonçalves (parte inferior) 
Quatro presos fugiram no fim da tarde deste domingo (26) da Cadeia Pública de Nova Russas, a 316 km de Fortaleza. De acordo com a administração da cadeia, os quatro detentos fugiram depois de escavarem um buraco na parede.
Segundo a Polícia Militar, uma equipe da cadeia plantonista só viu o buraco duas horas após fuga.
De acordo com a PM, três dos fugitivos respondiam por crimes de roubo e o quarto é acusado de tráfico de drogas e homicídio. Até a manhã desta segunda-feira (27), ninguém foi recapturado.
A polícia buscas os os fugitivos Aílton Alves Morais, natural de Nova Russas, de 27 anos; Diego de Lima Firmino, nascido em 1997; Elan Gonçalves do Nascimento Silva, natural de Nova Russas, de 25 anos; e Simónio Rodrigues da Silva, agricultor de 23 anos.
G1

FHC rejeita encontro com Lula

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O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso rejeitou a realização de um encontro particular com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A hipótese de reunião foi divulgada pela imprensa na semana passada e teria sido uma iniciativa de Lula, preocupado com a baixa popularidade e a crise econômica que marcam o governo Dilma.

“O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”, escreveu o tucano em seu perfil no Facebook no último sábado (25).

Outros membros do PSDB também rejeitaram o encontro reservado. “O verdadeiro diálogo capaz de ajudar o Brasil a superar a grave crise em que se encontra já está ocorrendo. Ele ocorre nas ruas, nos locais de trabalho, nos espaços familiares”, destacaram os líderes do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e na Câmara, Carlos Sampaio (SP), em nota

Eunício defende que PMDB saia da aliança para construir candidatura própria

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Em entrevista o Valor Econômico desta segunda-feira (27), o senador Eunício Oliveira declara que  o governo conseguirá aprovar os projetos que completam o ajuste fiscal, como o que reduz a desoneração da folha salarial de empresas, embora tenha críticas ao modelo aprovado na Câmara e o de repatriação de capital.


Cotado para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado no biênio 2017-2018, Eunício defende a responsabilidade do PMDB com a governabilidade, mas cobra a definição de ações resultantes do ajuste para beneficiar a população.

Leia a entrevista na íntegra:

Valor: O PMDB ocupa a Vice­-Presidência da República, com Michel Temer, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, rompeu com o governo e o presidente do Senado, Renan Calheiros, nem sempre age como aliado. Setores do partido sonham com impeachment da presidente, que levaria Temer ao governo. Que aliado é esse? 
 
Eunício Oliveira: A crise política nasceu quando o PT criou candidatos nas eleições de 2014 em Estados onde o PMDB tinha candidaturas consolidadas. O PT uniu­-se a terceiros para derrotar o maior aliado. Isso aconteceu no Brasil inteiro. Mesmo assim, aprovamos a renovação da aliança na convenção, mas com margem muito estreita de votos. Depois, o PT resolveu disputar a presidência da Câmara com Eduardo Cunha, que venceu. Isso deixou sequelas profundas na relação congressual. Criaram outra crise ao entregar o maior orçamento da história dos ministérios [Educação] para o ex­-governador do Ceará [Cid Gomes] e outro importante ministério [Cidades] para o ex-­prefeito Gilberto Kassab, desbancando o PMDB e fazendo reforma ministerial focada na criação de uma nova força política para destruir o PMDB. 
 
Valor: O PT criou as condições para a má vontade com o governo? 
 
Eunício: O PMDB foi humilhado na reforma ministerial. Quando se esperava o Ministério da Integração ou o das Cidades, foi imposto o Ministério da Pesca ­ com todo respeito a Helder Barbalho, quadro excepcional do partido. Tudo isso gerou um caldo de crise. Um aglomerado de crises, uma atrás da outra. Depois, à crise política juntou-se a crise econômica. E não havia diálogo em relação à questão econômica. Mais tarde a presidenta Dilma Rousseff resolveu fazer a interlocução direta com os líderes. A crise econômica trouxe a presidenta para um patamar muito baixo de popularidade. Nem todo mundo se propõe a dizer isso, mas foi esse o pivô do desgaste da relação. 
 
Valor: E leva gente do partido a pensar no impeachment? 
 
Eunício: Mesmo tendo sido criadas essas questões no Ceará, no Rio e em outros Estados, eu, como líder, nunca deixei de apoiar a governabilidade. A responsabilidade do PMDB não é com o governante de plantão. É com o Brasil. Estou há 43 anos filiado a esse partido, o único da minha vida. Não temos DNA de golpismo, de oportunismo. Quiseram colocar no PMDB a pecha de partido oportunista. Nós não somos oportunistas. Não somos golpistas. Dentro do PMDB, nós não tratamos de impeachment, porque queremos chegar ao poder, queremos ter o presidente da República, mas pelo voto direto. Não por um golpe. 
 
Valor: Impeachment é golpe? 
 
Eunício: Não tem pressuposto para impeachment neste momento. O que existe, e ninguém pode esconder, é uma crise política e uma crise muito forte de popularidade da presidente. Mas popularidade sobe e desce. No regime presidencialista, popularidade não é pressuposto para derrubar presidente. Num regime parlamentarista, seria. Não há condições legais, constitucionais, para impeachment. 
 
Valor: E eventual rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU)? 
 
Eunício: Isso é previsão, especulação. O PMDB não pode, com a responsabilidade que tem, defender impeachment com base em especulação. Não queremos no Brasil a história do 'quanto pior, melhor', que se agrave a crise econômica, que se alastre o desemprego. O Brasil já teve 30% de desemprego e inflação de 80%. Não queremos que volte a isso. Inflação é o imposto mais perverso para a classe mais pobre. 
 
Valor: Renan comparou o ajuste fiscal a "cachorro correndo atrás do rabo", que "não sai do lugar". Concorda? 
 
Eunício: Justiça se faça, o ministro Joaquim Levy fez uma mudança drástica no comportamento [do governo] em relação à coisa pública, ao dinheiro público. Além do diálogo, da facilidade com que se discutem as questões econômicas hoje com ele. O PMDB aceita discutir todas as questões de interesse do Brasil e da governabilidade, para que o país possa continuar gerando renda, emprego e riqueza para as pessoas. O que temos cobrado [do governo] é que não podemos fazer um ajuste pelo ajuste. Falta dizer o que vem depois do ajuste, do arrocho, da reoneração de empresas. Qual será a contrapartida. Ajuste tem que ter começo, meio e fim, porque queremos que sirva para animar a economia logo ali na frente. Se não houver animação na economia, não vai haver investimento, crescimento, geração de emprego e de renda. E é isso que o PMDB não quer. Quer colaborar para que o processo se reverta a favor da população. Tenho que saber por que ficar aprovando medidas duras, desgastando o Parlamento. 
 
Valor: O PMDB apoia a redução da meta de superávit primário anunciada pelo governo? 
 
Eunício: Sim. Já havia uma proposta nossa, do PMDB, de reduzir para 0,4% e 0,15%. Infelizmente, é essa a realidade. "Não tem pressuposto para impeachment neste momento. Não há condições legais, constitucionais" 
 
Valor: Está no Senado projeto que reduz a desoneração da folha salarial de empresas, que faz parte do ajuste. PMDB vota a favor? 
 
Eunício: Tenho divergência de fundo, mas respeito e vou ajudar a aprovar. Mas, no momento de crise, em que é preciso incentivar as empresas, vai reonerar setores que estão em dificuldade? O momento da reoneração é inoportuno, ruim, mas é necessário fazer, porque o governo não fecha as contas se isso não acontecer. Mas temos muitas dúvidas com relação ao modelo que a Câmara aprovou. Como desonerar um setor e deixar outros onerados? Chegou­-se a discutir no governo fazer correção por meio de Medida Provisória, mas é muito ruim. Estamos sempre abrindo mão daquilo que é nossa obrigação. 
 
Valor: O Senado pode mudar o texto e devolver à Câmara? 
 
Eunício: É uma possibilidade, mas diante das dificuldades do país e da necessidade de pagamento de contas, como do programa Minha Casa Minha Vida, a gente tem que fazer entendimento. Já disse isso para o Levy. Propus uma discussão generalizada, para mexer com todos os setores que estão desonerados, onerando um pouco todos, mas não onerando tanto alguns. Cria mal estar desonerar um setor que está com resultado positivo da economia e onerar outro que tem resultado negativo. 
 
Valor: Outro projeto que o governo quer aprovar e está no Senado é o que permite a repatriação de capital, com multa e imposto. Será aprovado? 
 
Eunício: Acho que sim. Numa crise dessa, prefiro aprovar a cobrança de imposto daqueles que não pagaram do que criar imposto para pagar conta daqueles que sonegaram. 
 
Valor: O que acha da posição de Eduardo Cunha (PMDB­-RJ), que rompeu com o governo, deu sinal de levar adiante pedido de impeachment e autorizou a criação de duas CPIs ­ para investigar empréstimos do BNDES e os fundos de pensão das estatais? 
 
Eunício: A posição dele não pode ser a do presidente da Câmara ou a do PMDB. É posição do deputado Eduardo Cunha. Inteligente como é, entendo que jamais vai usar a instituição para vingança ou retaliação. Se os fatos se comprovarem diferente, lamento. Mas não acredito que faça. Uma instituição não pode brigar com a outra. O PMDB é um só. A decisão de sair de uma aliança na qual se tem o vice-­presidente tem que ser das instâncias partidárias. Michel não pode ser demitido. Foi eleito e tem mandato até o final dos quatro anos. 
 
Valor: Mas o PMDB sairá antes, para lançar candidato a presidente em 2018, segundo toda a cúpula. Quando será? 
 
Eunício: Nós vamos sair dessa aliança. O Supremo tem uma súmula dizendo que as coligações se extinguem na data da diplomação. Discordo, porque aliança tem ir até o final do mandato. Mas, pela decisão do Supremo, no dia em que Dilma se diplomou, a coligação estava extinta formalmente. O que existe é coligação política. O PMDB vai sair em algum momento, porque precisa disputar a Presidência da República. Em 2018 não vamos apoiar candidato do PT. Pelo menos a partir de janeiro do ano da eleição, o PMDB tem que sair da aliança para construir sua candidatura. 
 
Valor: A decisão de Eduardo Cunha aumenta a responsabilidade do Senado com a governabilidade? 
 
Eunício: Sim, sim, claro que sim. Mas o PMDB é um só. O Senado tem menor número de componentes, pessoas maduras, passadas por governos de Estado. É um poder moderador maior. 
 
Valor: Mas impôs derrotas importantes ao governo, como a aprovação do reajuste do Judiciário, que Dilma vetou, e a extensão da política de reajuste do salário mínimo às aposentadorias com valor superior. 
 
Eunício: O Congresso, na ânsia de afirmar-­se na opinião pública, cometeu exageros, como votar sem debater, sem discutir, aprovar de afogadilho. Por exemplo, a PEC da bengala, passando de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria do servidor. Nem sei a quem isso contrariou ou beneficiou. 
 
Valor: Mudar a articulação política do governo ajudaria a melhorar a relação com o Congresso? Há muitas críticas ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). 
 
Eunício: Com a ida de Michel, a articulação melhorou muito. E vejo o Mercadante como pessoa muito esforçada, interessada em fazer com que o Brasil dê certo. É dedicado, trabalhador. Não vejo como mudança de nomes pode melhorar essa questão. 
 
Valor: O que acha das críticas à indicação do seu genro Ricardo Fenelon Júnior pela presidente para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)? 
 
Eunício: Não quero discutir isso, até porque a indicação não foi minha. Foi feita pelo ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que é do meu partido. Pode consultar. Há crítica de que é novo, mas uma pessoa de 29 anos não é tão nova mais assim. Quanto à crítica de formação, alguém que é formado e tem mestrado numa universidade importante dos Estados Unidos não se pode dizer que não tem qualificação. Mas a indicação foi do ministro Padilha. E, segundo ele, pela qualificação. Não é todo dia que se encontra um mestre disposto a trabalhar na área pública. É do processo político e é direito das pessoas fazerem as discussões que acharem conveniente.

Detenta é executada com arma artesanal dentro de presídio no Ceará

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Uma presa morreu durante uma briga no Instituto Penal Auri Moura Costa, no município de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde desta segunda-feira (27), após uma briga com outra detenta. 
De acordo com a Perícia Forense, o corpo de Joelma de Souza Silva (23) foi encontrado com várias marcas de perfurações, possivelmente feitas por um cossoco (uma espécie de arma artesanal). Entretanto, nenhum objeto foi encontrado na área de convivência onde o crime aconteceu. 
A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que a briga foi interrompida por agentes penitenciárias e as duas presas foram encaminhadas para uma enfermaria dentro da unidade. Entretanto, devido a gravidade dos ferimentos, ela não resistiu. A causa da briga será investigada. A outra detenta, identificada como Débora Araújo Dantas, foi socorrida e passa bem. 
A Perícia Forense tenta encontrar a arma utilizada pelo crime. Segundo Socorro Portela, diretora da Divisão de Homicídios, oito detentas serão escutadas ainda nesta segunda. Além delas, as agentes penitenciárias que participaram da ocorrência serão escutadas. 
Joelma estava no Auri Moura desde fevereiro deste ano. Ela respondia por homicídio.
CNEWS
 

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