O secretário de Educação de Sarandi, Antonio Manoel Mendonça Martins, foi preso temporariamente nesta terça-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por supostamente participar de um esquema de fraudes em licitações. O município pertence à Região Metropolitana de Maringá (RMM). Ele deve permanecer preso por cinco dias, prazo no qual será ouvido pela justiça.
“Ele, como secretário, tinha participação nas fraudes de licitações. Seria um dos líderes, com poder de deliberação, já que assinava os documentos de diversas situações”, declarou o tenente Gustavo Rodrigo Rodrigues da Costa Silva, do Gaeco de Londrina.
A prisão fez parte da Operação Quadro Negro, deflagrada na última semana, que já havia prendido em Sarandi dois empresários e um funcionário da mesma pasta. O tenente do Gaeco informou que a operação ainda busca mais um envolvido no esquema.
Outros seis envolvidos foram presos em outras cidades, entre eles o ex-prefeito da Lapa Paulo Furiati. O coordenador do Gaeco do Paraná, promotor Leonir Batisti, disse que empresários de institutos de educação aliciavam prefeituras, oferecendo serviços como consultoria e pesquisas. A licitação era direcionada a essas empresas a preços acima dos praticados pelo mercado (sobrepreço). Segundo as investigações, os serviços eram desnecessários ou sequer eram, de fato, prestados.
“A indicação é de que o esquema partia dos empresários, que chegavam às prefeituras e ofereciam os projetos”, disse Batisti. “O propósito do esquema era a retirada de dinheiro dos cofres públicos, por meio do direcionamento dessas licitações. Aparentemente, os serviços contratados eram necessários, mas, na prática, eram só para desviar dinheiro”, completou.
Segundo o Gaeco, fraudes em duas cidades foram comprovadas, além de Sarandi, na Lapa, município da região metropolitana de Curitiba. No caso da Lapa, o ex-prefeito e outras cinco pessoas foram presas, entre empresários e servidores municipais.
Batisti disse que a licitação realizada no município da região metropolitana já foi concluída e serviu de modelo para fraudes em outras cidades. Ele ainda informou que os presos serão indiciados por peculato e fraude em licitação. O Gaeco vai apurar, caso a caso, se os acusados também vão responder por corrupção ativa ou passiva.
Gazeta de Maringá
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