sexta-feira, 12 de outubro de 2012

São Paulo inicia debates sobre o futuro dos jornais -2


Dois modelos de negócio serão discutidos: o "paywall" poroso (como o que o "New York Times" e a Folha adotam, em que parte do conteúdo é gratuita e outra parcela é paga) e o totalmente gratuito, seguido pelo "El País".
Considerado um dos melhores jornais da Europa, o "El País" demitiu 128 jornalistas e aposentou 21 na terça-feira passada.
Os profissionais decidiram entrar em greve, e o comitê sindical acusou Cebrián, presidente do grupo Prisa, que controla o jornal, de ter recebido cerca de € 13 milhões em salários no ano passado.
Cebrián está escalado para debater no sábado qual será o modelo de negócio sustentável no futuro.
Já o "New York Times" anunciou em julho que obteve mais recursos com assinantes das versões impressa e digital do que com publicidade. Foi o primeiro sinal de que o "paywall", adotado no ano passado pelo "Times", tinha dado resultado: o jornal tem cerca de 500 mil assinantes digitais e 700 mil da versão impressa.
A tentativa de governos de controlarem jornais e a ameaça do crime organizado contra jornalistas também estão na agenda da assembleia.
O presidente da SIP, Milton Coleman, ex-editor do "Washington Post", frisa que a morte de jornalistas é uma das maiores ameaças à liberdade de imprensa.
Segundo contas de Coleman, mais de 30 jornalistas foram mortos no continente americano desde o início de 2011. Oito dessas mortes ocorreram no Brasil, de acordo com a entidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário