domingo, 27 de janeiro de 2013

Cartão de Pagamento da Defesa Civil chega a 106 municípios em 19 estados brasileiros


O Cartão de Pagamento de Defesa Civil, criado em 2011, chegará até o final deste mês a 106 municípios em 19 estados brasileiros. O programa transfere para os governos estaduais e municipais mais de R$ 315 milhões para ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais.  Para os estados foram destinados R$ 256 milhões, o equivalente a 81% do valor total, e os municípios receberam R$ 59 milhões, o que corresponde a 18,7 %. O uso do cartão é permitido apenas em situações de emergência e estado de calamidade pública reconhecidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração Nacional. O cartão deve ser utilizado para a aquisição de material e a contratação de serviços destinados a ações de defesa civil. As compras parceladas, o saque de dinheiro em espécie e o uso no exterior são proibidos. Toda movimentação dos municípios e estados com os cartões pode ser conferida online, seguindo o princípio da transparência. As informações são da Agência Brasil.

Lista com os primeiros nomes das vítimas de Santa Maria


Primeira lista com o nome dos mortos já identificados é divulgada. São 141. Estamos com todos os repórteres em SP e no RS cobrindo o caso. E gostaríamos de contar com a ajuda de vocês. Caso conheçam o perfil no Facebook de algum dos nomes abaixo, por favor, postem o link. A finalidade é a reportagem e a checagem de fatos. Estamos preparando uma cobertura grande e vamos cobrar as autoridades para que tragédias assim não ocorram novamente.

Alan Rembem de Oliveira

Alaxandre Anes Prado

Alisson Oliveira da Silva

Allana Willers

André Cadore Bosser

Andressa Ferreira Flores

Andressa Thalita Farias Brissow

Ângelo Nicolosso Aita

Augusto Cesar Neves

Augusto Malezan de Almeida Gomes

Augusto Sergio Krauspenhar da Silva

Benhur Retzlaff Rodrigues

Bernardo Carlo Kobe

Bruna Brondani Pafhalia

Bruna Eduarda Neu

Bruno Kraulich

Carlitos Chaves Soares

Carlos Alexandre dos Santos Machado

Carolina Simões Corte Real

Cássio Garcez Biscaino

Clarissa Lima Teixeira

Daniel Knabbem da Rosa

Daniel Sechim

Daniela Betega Ahmadw

Danilo Brauner Jaques

Danriei Darin

David Santiago de Souza

Débora Chiappa Forner

Deives Marques Gonçalves

Dionatham Kamphorst Paulo

Douglas da Silva Flores

Elizandor Oliveira Rolin

Emerson Cardoso Pain

Evelin Costa Lopes

Fábio José Cervinski

Felipe Vieira

Fernanda Fischer

Fernando Michel Devagarins Parcianello

Fernando Pellin

Flávia Decarle Magalhães

Franciele Araujo Vieira

Franciele Viziole

Gabriela Corcine Sanchotene

Gabriela dos Santos Saenger

Geni Lourenço da Silva

Giovane Krauchemberg Simões

Guilherme Fontes Gonçalves

Guino Ramom Brites Burro

Gustavo Ferreira Soares

Heitor Santos Oliveira

Heitor Teixeira Gonçalves

Helio Trentin Junior

Henrique Nemitz Martins

Herbert Magalhães Charão

Hericson Ávila dos Santos

Igor Stefhan de Oliveira

Jacob Francisco Thiele

Jaderson da Silva

Janaina Portella

João Carlos Barcellos Silva

João Paulo Pozzobom

José Luiz Weiss Neto

Julia Cristofari Soul

Juliana Moro Medeiros

Juliana Oliveira dos Santos

Juliana Sperone Lentz

Kelli Anne Santos Azzolin

Larissa Terres Teixeira

Leandra Fernanda Toniolo

Leandro Avila Leivas

Leandro Nunes da Silva

Leonardo de Lima Machado

Leonardo Machado de Lacerda

Leonardo Schoff Vendrúsculo

Letícia Ferraz da Cruz

Lincon Turcato Carabagiale

Louise Victoria Farias Brissow

Luana Behr Vianna

Lucas Leite Teixeira

Luciano Ariel Silva da Silva

Luciano Tagliapetra Esperidião

Luiz Fernando Riva Donate

Luiza Alves da Silva

Luiza Batistela Bottow

Maicon Afrolinario Cardoso

Maicon Douglas Moreira Iensen

Maicon Francisco Evaldt

Marcelo de Freitas Salla Filho

Maria Mariana Rodrigues Ferreira

Mariana Comassetto do Canto

Mariana Moreira Macedo

Marina Kertermann Kalegari

Martins Francisco Mascarenhas de Souza Onofre

Marton Matana

Matheus de Lima Librelotto

Matheus Engert Rebolho

Mauricio Loreto Jaime

Melissa do Amaral Dalforno

Michele Dias de Campos

Micheli Froehlich Cardoso

Miguel Webber May

Mirella Rosa da Cruz

Natiele dos Santos Soares

Odomar Gonzaga Noronha

Otacílio Altíssimo Gonçalves

Pamela de Jesus Lopes

Paulo Batistela Gato

Pedro de Oliveira Salla

Raquel Daiane Fischer

Rhuan Scherer de Andrade

Ricardo Dariva

Ricardo Stefanello Piovesan

Roger Dallanhol

Rogério Cardoso Ivaniski

Ruan Pendenza Callegari

Sabrina Soares Mendes

Shaiana Tauchem Antoline

Silvio Beurer Junior

Suziele Cassol

Tailan Rembem de Oliveira

Taís da Silva Scaplin de Freitas

Tanise Lopes Cielo

Thailan de Oliveira

Thiago Amaro Cechinatto

Tiago Dovigi Cegabinaze

Vagner Rolin Marastega

Vandelcork Marques Lara Junior

Vinicios Greff

Vinicios Paglnossim de Moraes

Vinicius Silveira Marques de Mello

Vinissios Montardo Rosado

Viviane Tólio Soares

Andressa Ferreira Flores

Bruna Eduarda Neu

Carlos Alexandre dos Santos Machado

Francielli Araujo Vieira

FrancileVizioli

Julia Cristofali Saul

Maria Mariana Rodrigues Ferreira

Pâmella de Jesus Lopes

Sandra Leone Pacheco Ernestohêde

Estadão

Dilma decreta luto oficial de três dias pelas vítimas da tragédia em Santa Maria


A presidenta Dilma Rousseff decretou neste domingo (27) luto oficial de três dias pelas vítimas do incêndio em uma boate em Santa Maria (RS). A presidenta esteve nesta tarde em Santa Maria para prestar solidariedade aos familiares das vítimas e também foi ao Hospital de Caridade de Santa Maria visitar pessoas feridas no incêndio. Mais cedo, a presidenta concedeu entrevista coletiva em que lamentou a tragédia e pediu união para superar este momento de dor.

A lição da tragédia em Santa Maria


O que ocorreu em Santa Maria, infelizmente, é uma tragédia anunciada, nós não precisamos ter dons premonitórios para ver que isso está prestes a ocorrer em grande parte das boates do país e em muitos locais de eventos.
Um exemplo real e prático do que estou dizendo é o caso de uma amiga, arquiteta, que foi levar seu filho ao teatro, ao chegar no local deparou-se com algumas aberrações:
1º. um único acesso;
2º. o teatro para crianças encontrava-se no 1º pavimento, até aí não há problemas, desde que se respeitasse a acessiblidade e as recomendações do Corpo de Bombeiros. Respeitou-se? resposta, NÃO;
3º. o acesso para o primeiro pavimento dá-se por uma escada helicoidal, aquela tipo caracol, pois é, nada acessível, perigoso não apenas para crianças ou portadores de necessidades especiais, mas para qualquer pessoa que precise utilizá-las;
4º. para se ter acesso ao último nível das cadeiras é necessário, pasmem: baixar uma escada embutida para então subir, detalhe, essa minha amiga levou sua mãe, idosa, junto com seu filhinho para assistir a peça, imaginam a cena?;
5º. como mãe, cidadã e profissional da área (arquiteta) minha amiga fez uma denúncia ao Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Prefeitura do Recife (Dircon) perguntem-me se o local foi interditado? Não, foram feitos até agora questionamentos básicos ao estabelecimento e o teatro, famoso aqui em Recife, continua funcionando, isso é uma tragédia anunciada.
Saindo desse caso, vamos às boates, podem dar uma volta no Recife Antigo, em Boa Viagem e não vão encontrar algo muito distinto da boate de Santa Maria, infelizmente isso é comum no país inteiro, estabelecimentos com apenas um acesso, sem portas de emergências que abram pra fora, sem uso de materiais que evitem a propagação do fogo ou da fumaça, sem a quantidade suficiente de extintores e sem pessoal treinado para situações de pânico. Evidente que temos exceções, tanto de órgãos públicos que cumprem seu papel, como de donos de estabelecimentos conscientes e responsáveis que tomam todas as precauções, mas não são a maioria.
Algumas boates tem um teto tão baixo que consigo tocar com as mãos, e olhe que não sou nenhum Michael Jordan. A irresponsablidade dos donos dos estabelecimentos, somadas a ignorância e a também irresponsabilidade dos órgãos públicos responsáveis por fiscalizar, não apenas isso, mas também por dar o alvará de funcionamento a esses locais, simplesmente é uma declaração de tragédia futura, com data, números de registros e autorização públicas para acontecer.
Perdoem-me os parentes e amigos das vítimas, que sob quaisquer aspectos, nesse caso específico são apenas vítimas de fato, não apenas dessa tragédia terrível, mas também, do descaso dos donos de estabelecimentos e dos órgãos responsáveis pela fiscalização e autorização do funcionamento desses locais de eventos.
Espero sinceramente que isso seja um ponto de partida para uma melhoria geral na especificação de segurança desses locais, na fiscalização periódica pelas entidades responsáveis, não podemos ver uma cidade apenas como o que se arrecada de IPTU ou ISS, se Recife pretende ser uma cidade turística, antes de tudo, tem de aprender a ter mais cuidado com os seus cidadãos.
Desejo de coração que essas vítimas não tenham morrido em vão.
Por Robson Lopes

Os trunfos de Eduardo Campos


Para a sucessão presidencial de 2014, a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) não tem apenas dificuldades. Ele tem trunfos da maior importância em uma campanha presidencial. Ser candidato a presidente é uma operação política de alta complexidade, envolvendo apoios de setores que tem grande impacto na opinião pública.
O primeiro deles é a imprensa: rádio, TV, revistas e jornais. Das revistas, a mais importante do país é a Veja, que é abertamente anti-Lula, anti-Dilma e, sobretudo, anti-PT. A Veja está fechada com Eduardo Campos.
A segunda revista mais importante do país é a Época, que em uma sucessão presidencial pesa mais que a Veja porque faz parte do Grupo Globo, da família Roberto Marinho.
Se a época põe Eduardo na capa, como fez no último número, significa que a Família Marinho fechou com Eduardo Campos, o que envolve a poderosa rede de rádio CBN, o jornal O Globo e a TV Globo. A terceira revista é a Isto É, que está fechada com Eduardo Campos.
Portanto, em matéria de apoio da mídia, Eduardo Campos está voando em céu de brigadeiro.

Artistas e intelectuais têm grande peso junto à opinião pública. Eduardo Campos tem um grande trunfo junto aos artistas. Seus tios, Guel Arraes, o pintor Maurício Arraes e José Almino têm força, respeito e condições de reunir as grandes expressões da intelectualidade brasileira para ouvir Eduardo Campos.
Durante o seu governo, Eduardo Campos só teve êxito, transformando Pernambuco em um importante polo de investimento e desenvolvimento.
Este perfil permitiu ao governador Eduardo Campos se aproximar do grande capitalismo brasileiro em São Paulo. O governador não terá dificuldade na parte financeira da campanha.
Finalmente outro trunfo fundamental. Governador de Pernambuco por oito anos, nenhum escândalo marcou sua gestão. Nenhuma roubalheira. O governador é ficha limpíssima, inatacável sob o ponto de vista ético.
Com todos esses trunfos, a candidatura de Eduardo Campos não é um balão de ensaio. É uma realidade irreversível.

Maurílio Ferreira Lima é ex-deputado federal e radialista.

Tragédia similar em Buenos Aires gerou mudanças em boates


O incêndio que deixou 194 mortos em 2004 na boate República Cromañón, em Buenos Aires, similar ao que ocorreu neste domingo (27) em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, provocou uma série de mudanças na segurança das casas noturnas da capital argentina.

As medidas incluíram mais sinalização interna nas discotecas indicando a saída de emergência; menos tolerância no tocante ao limite de público autorizado para cada local e a colocação de cartazes indicando a quantidade de pessoas permitidas no recinto.

Locais com mais de um andar devem também atualizar, regularmente, informações sobre a resistência do prédio, segundo documento da Agência Governamental de Controle publicado (AGC) no site do governo da cidade de Buenos Aires.

As medidas foram definidas após reunião com empresários do ramo, músicos, arquitetos, engenheiros e os grupos que representam os pais das vítimas daquela tragédia na República Cromañón. Cabe à AGC verificar que as normas de segurança estão sendo cumpridas, de acordo com informações oficiais.

Na imagem acima, uma homenagem às vítimas da tragédia. Calçados dos mortos, adolescentes, em sua grande maioria, foram pendurados em frente à antiga boate.

Com informações da BBC Brasil.

Juiz que libertou Cachoeira diz que penas altas não resolvem nada


"Pena alta não resolve nada. O sujeito fica amargurado e sai da prisão pior do que entrou". A afirmação é do juiz federal Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que será aposentado no dia 17 de abril por atingir o limite de idade de 70 anos.
Em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, o juiz, que se considera polêmico por natureza, afirma que concede mais Habeas Corpus do que nega. "Entendo que a prisão preventiva só deve ser decretada quando estritamente necessária. Como antecipação de pena, sou contra", diz.
Entre as decisões de Tourinho Neto estão duas liminares para soltar o empresário Carlinhos Cachoeira, condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pela Justiça Federal em Goiânia. Além disso, em 2002 ele também suspendeu a prisão de Jader Barbalho, que era então governador do Pará. Em 2009, ele também suspendeu o afastamento do então governador de Rondônia, Ivo Cassol.
Na entrevista, o desembargador explica o que o motivou a soltar Cachoeira. "Concedi o Habeas Corpus pois não havia necessidade de ele ficar numa prisão. E concedi a ordem quando o juiz o condenou a 39 anos e 8 meses e decretou uma prisão provisória por dois anos. Não existe prisão preventiva com tempo marcado", conta.
Veja abaixo a entrevista concedida para a Folha de S.Paulo.
Folha - O senhor é tido como um juiz polêmico. Para muitos, é independente e corajoso; outros o criticam pela facilidade com que concede Habeas Corpus e breca investigações.

Tourinho Neto - 
Polêmico acho que sou. É da minha natureza... [risos]. Geralmente, dou mais Habeas Corpus do que nego. Entendo que a prisão preventiva só deve ser decretada quando estritamente necessária. Como antecipação de pena, sou contra. Quanto a brecar investigações, não é verdade.
Folha - Por que uma mulher que furta margarina fica presa e Cachoeira recorre em liberdade?
Tourinho Neto - 
Quanto a furtos de pequeno valor, evidentemente é uma excrescência juiz determinar a prisão preventiva. Quanto a Cachoeira, eu neguei o primeiro Habeas Corpus. Naquele momento, ainda havia conturbação da ordem pública. Depois, concedi outro Habeas Corpus, pois não havia necessidade de ele ficar numa prisão. E concedi a ordem quando o juiz o condenou a 39 anos e 8 meses e decretou uma prisão provisória por dois anos. Não existe prisão preventiva com tempo marcado.
Folha - Não pesou a periculosidade? Juízes sofreram ameaças...

Tourinho Neto - 
Não. A jurisprudência diz que se o réu está em liberdade e é condenado, pode apelar em liberdade.
Folha - Não é ironia um réu acusado de fazer "grampos" ser beneficiado porque as interceptações da polícia foram consideradas provas ilícitas?
Tourinho Neto - 
O juiz não fundamentou a decisão. Só pode haver a interceptação quando não há outro meio de investigar.
Folha - O juiz Alderico Rocha Santos, de Goiás, sugeriu que o senhor teria praticado improbidade.
Tourinho Neto - 
Entrei com queixa-crime e reclamação perante a corregedoria. Ele disse que eu estava favorecendo Cachoeira.
Folha - Em 2002, o mesmo juiz havia anunciado que iria processá-lo por criticar a prisão preventiva de Jader Barbalho.

Tourinho Neto - 
O governador tinha sido preso e algemado. Concedi a ordem e disse que a decisão dele foi "esdrúxula". Ele achou que era uma ofensa. É aquele afã de prender...
Folha - Em 2009, o senhor reverteu decisão que cassava o mandato do então governador Ivo Cassol. Recentemente, a Justiça cassou mandato do senador, sob a acusação de improbidade.

Tourinho Neto - 
Governador é julgado pelo STJ. Não entrei no mérito.
Folha - O senhor poderia citar políticos e empresários que foram condenados graças à sua caneta?
Tourinho Neto - 
Condenados... Eu não me lembro. Mantive a condenação do "comendador" [João Arcanjo Ribeiro], de Mato Grosso. Mas reduzi a pena.
Folha - O senho realmente acredita que a ministra Eliana Calmon pretendia "destruir a Justiça"?

Tourinho Neto - 
Eu disse isso. Quando ela afirmou que havia "bandidos de toga", desmoralizou a Justiça. Eliana estava "abafando" [risos]. Ela é fantástica. Ninguém ousava falar contra Eliana. Nem a imprensa.
Folha - Em 2010, o sr. absolveu o desembargador do TJ-RJ Roberto Wider, acusado de chefiar a máfia dos cartórios. Em fevereiro, o CNJ aposentou compulsoriamente o juiz.

Tourinho Neto - 
Não havia então prova consistente para afastá-lo.
Folha - O colegiado julgou que havia provas. O senhor manteve o voto?
Tourinho Neto - 
Mantive. Achei que era o caso de censura.
Folha - O senhor pretende advogar?

Tourinho Neto -
 É a única coisa que sei fazer. Não vou advogar causas como, por exemplo, estupro, tráfico de pessoas, sequestro.
Folha - O senhor defenderia Cachoeira?

Tourinho Neto - 
Seria impossível [risos].

Dono da Boate Kiss, em Santa Maria, se apresenta à polícia

A Agência Brasil noticiou, há pouco, que o dono da boate onde um incêndio vitimou 231 pessoas, em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo (27), se apresentou à polícia para prestar esclarecimentos. Apesar de a agência de notícias não ter revelado o nome do proprietário, amigos do empresário, ao pedir que ele manifestasse apoio às famílias das vítimas, deixaram escapar: Kiko Spohr.

As informações sobre o comparecimento do empresário ao distrito policial foram divulgadas pela delegada titular de Restinga Seca, Elizabete Shimomura, responsável por atender a ocorrência, por volta das 3h da manhã de hoje.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o estabelecimento não possuía alvará de prevenção a incêndios e já havia sido notificado.

Elizabete Shimomura disse que o trabalho de retirada de corpos da boate já terminou e que agora o Instituto Geral de Perícias recolhe material genético para identificar os corpos. "A grande maioria dos corpos vai ser facilmente identificada pelas famílias, já que estão intactos. Provavelmente, boa parte das pessoas morreu por asfixia, poucos estão queimados."

Os corpos estão sendo levados para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, onde as famílias foram cadastradas para identificação das vítimas.

Com informações da Agência Brasil.

Morte !


Morte, morte, morte, morte, morte. É impressionante como o Brasil, que se escandaliza com as matanças em escolas e cinemas nos EUA, se acostumou com histórias cinematográficas de assassinatos em toda a parte do país.
O dono de um restaurante do litoral paulista esfaqueia e mata um cliente por causa de R$ 7. Um cliente faz o contrário no DF: liquida a tiros o dono de um "self-service" que não admitia restos no prato.
Uma moça em final de gravidez leva um tiro e morre. Por causa de uma mochila barata, uma adolescente é atingida, sem chance de socorro, em um bairro nobre paulistano.
Já uma menininha com uma bala na cabeça, mas com chance de sobreviver, espera por oito horas o cirurgião que não vem e acaba morrendo num hospital no Rio.
Um cidadão é morto, na frente da mulher e da enteada, por uma garota de 15 anos. Nada menos que 56 mulheres foram assassinadas no Paraná no ano passado.
E, numa periferia de Brasília, a cena macabra: as cabeças de um casal gay expostas no meio da rua, enquanto a casa deles vira cinzas.
Em São Paulo, os índices são chocantes: em 2012, os homicídios cresceram mais de 15% no Estado e 34%, numa versão, ou 40%, em outra, na capital. E são materializados nas chacinas e nas mortes em sequência de policiais.
O governo Alckmin gaba-se de que os índices ainda estão entre os melhores do país, mas isso não ameniza o fato de que a tendência de queda foi interrompida e de que a meta de 10 homicídios por 100 mil habitantes não foi atingida.
É preocupante para um candidato à reeleição em 2014, com Lula a mil por hora no seu encalço, mas é desesperador para a população que não sabe mais como morar, dirigir, andar --ou seja, como viver.
A jabuticaba, azeda como ela só, é que a onda de violência no país coincide com recordes de arrecadação de impostos: mais de R$ 1 trilhão.

Eliane Cantanhêde para a Folha


sábado, 26 de janeiro de 2013

Senador defende direito de Eduardo Campos ser candidato


Depois de DEM, PSDB e PPS manifestarem o desejo de ver o governador Eduardo Campos (PSB) encampando uma candidatura de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência, ontem foi a vez do PSol. A defesa foi feita pelo senador Randolfe Rodrigues (AP). Pernambucano de nascimento, mas com carreira política consolidada no Amapá, o parlamentar esteve no Recife para participar da Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Para ele, uma disputa socialista seria importante para o país. 


“Oxalá que seja assim! É bom que Eduardo seja (candidato). Ele não será uma alternativa para o PSol, mas será muito bom para a democracia. Tem que haver eleição de dois turnos e um amplo debate para o Brasil”, disse Rodrigues, que, curiosamente, também tem planos para disputar a Presidência, em 2014. Isso, ele lembra, ainda está sendo discutido com o partido e será definido até abril. “O PSol tem que apresentar alternativa para o país”, enfatizou, acrescentando que o seu partido representará uma alternativa pós-PT.

Diário de Pernambuco

Morre um dos personagens da história de Lula


Faleceu, no município de Caetés, um importante personagem da história política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). José Francisco dos Santos, popularmente conhecido como “Zé de Né”, foi o homem que, em 1952, transportou em seu caminhão Dona Lindu e seu filho, o pequeno Lula.


Ex-vereador em Garanhuns, Zé era dono de uma propriedade em Caetés, terra natal no ex-presidente. Pai de oito filhos, todos radicados em São Paulo, José Francisco costumava passar temporadas na capital paulista junto aos seus familiares.
O corpo de Zé de Né está sendo velado em Caetés, onde será sepultado, às 17h.

Com informações do blog de Roberto Almeida.

Sobre o papel do jornalista na sociedade


Que estória mais maluca é esta de que "aos jornalistas cabe o papel de ser oposição ao governo e à própria oposição".
Aos jornalistas cabe o papel de se ater aos fatos.
Jornalista, no geral, não tem formação para opinar a sério sobre absolutamente nada, desde esportes até ciência e tecnologia. Exceto alguns jornalistas especializados que tem origem, formação e experiência em esportes e ciência e tecnologia.
Acho que o jornalista, em sentido estrito, tem um papel fundamental na sociedade que é trazer ao público o que esta acontecendo em toda parte.
Só relatar a informação exatamente como o fato aconteceu já é uma tarefa extremamente complexa e nobre.
Quando um fato supostamente favorável à sociedade aconteceu, é preciso dar o mesmo destaque que um fato supostamente desfavorável. Quem julga que o fato é de fato favorável ou desfavorável é o distinto público.
Jornalista não pode ficar torcendo para que o governo de ocasião permaneça no poder ou para que o julgamento de supostos criminosos oriundos do governo favoreçam a oposição.
O jornalista não está entendendo que o distinto público já percebeu que esta torcida para um lado ou para o outro só desmoraliza o jornalista e a imprensa como instituição.
O distinto público está de saco cheio da imprensa, em especial a imprensa brasileira.
Se o jornalista ou um determinado órgão de imprensa quer fazer oposição ao governo ou à oposição que tenha a honestidade de  informar ao distinto público sobre suas preferências.
Garanto que o distinto público será grato por isto.
Por Luis Nasiff