O Cartão de Pagamento de Defesa Civil, criado em 2011, chegará até o final deste mês a 106 municípios em 19 estados brasileiros. O programa transfere para os governos estaduais e municipais mais de R$ 315 milhões para ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. Para os estados foram destinados R$ 256 milhões, o equivalente a 81% do valor total, e os municípios receberam R$ 59 milhões, o que corresponde a 18,7 %. O uso do cartão é permitido apenas em situações de emergência e estado de calamidade pública reconhecidos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração Nacional. O cartão deve ser utilizado para a aquisição de material e a contratação de serviços destinados a ações de defesa civil. As compras parceladas, o saque de dinheiro em espécie e o uso no exterior são proibidos. Toda movimentação dos municípios e estados com os cartões pode ser conferida online, seguindo o princípio da transparência. As informações são da Agência Brasil.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Lista com os primeiros nomes das vítimas de Santa Maria
Primeira lista com o nome dos mortos já identificados é divulgada. São 141. Estamos com todos os repórteres em SP e no RS cobrindo o caso. E gostaríamos de contar com a ajuda de vocês. Caso conheçam o perfil no Facebook de algum dos nomes abaixo, por favor, postem o link. A finalidade é a reportagem e a checagem de fatos. Estamos preparando uma cobertura grande e vamos cobrar as autoridades para que tragédias assim não ocorram novamente.
Alan Rembem de Oliveira
Alaxandre Anes Prado
Alisson Oliveira da Silva
Allana Willers
André Cadore Bosser
Andressa Ferreira Flores
Andressa Thalita Farias Brissow
Ângelo Nicolosso Aita
Augusto Cesar Neves
Augusto Malezan de Almeida Gomes
Augusto Sergio Krauspenhar da Silva
Benhur Retzlaff Rodrigues
Bernardo Carlo Kobe
Bruna Brondani Pafhalia
Bruna Eduarda Neu
Bruno Kraulich
Carlitos Chaves Soares
Carlos Alexandre dos Santos Machado
Carolina Simões Corte Real
Cássio Garcez Biscaino
Clarissa Lima Teixeira
Daniel Knabbem da Rosa
Daniel Sechim
Daniela Betega Ahmadw
Danilo Brauner Jaques
Danriei Darin
David Santiago de Souza
Débora Chiappa Forner
Deives Marques Gonçalves
Dionatham Kamphorst Paulo
Douglas da Silva Flores
Elizandor Oliveira Rolin
Emerson Cardoso Pain
Evelin Costa Lopes
Fábio José Cervinski
Felipe Vieira
Fernanda Fischer
Fernando Michel Devagarins Parcianello
Fernando Pellin
Flávia Decarle Magalhães
Franciele Araujo Vieira
Franciele Viziole
Gabriela Corcine Sanchotene
Gabriela dos Santos Saenger
Geni Lourenço da Silva
Giovane Krauchemberg Simões
Guilherme Fontes Gonçalves
Guino Ramom Brites Burro
Gustavo Ferreira Soares
Heitor Santos Oliveira
Heitor Teixeira Gonçalves
Helio Trentin Junior
Henrique Nemitz Martins
Herbert Magalhães Charão
Hericson Ávila dos Santos
Igor Stefhan de Oliveira
Jacob Francisco Thiele
Jaderson da Silva
Janaina Portella
João Carlos Barcellos Silva
João Paulo Pozzobom
José Luiz Weiss Neto
Julia Cristofari Soul
Juliana Moro Medeiros
Juliana Oliveira dos Santos
Juliana Sperone Lentz
Kelli Anne Santos Azzolin
Larissa Terres Teixeira
Leandra Fernanda Toniolo
Leandro Avila Leivas
Leandro Nunes da Silva
Leonardo de Lima Machado
Leonardo Machado de Lacerda
Leonardo Schoff Vendrúsculo
Letícia Ferraz da Cruz
Lincon Turcato Carabagiale
Louise Victoria Farias Brissow
Luana Behr Vianna
Lucas Leite Teixeira
Luciano Ariel Silva da Silva
Luciano Tagliapetra Esperidião
Luiz Fernando Riva Donate
Luiza Alves da Silva
Luiza Batistela Bottow
Maicon Afrolinario Cardoso
Maicon Douglas Moreira Iensen
Maicon Francisco Evaldt
Marcelo de Freitas Salla Filho
Maria Mariana Rodrigues Ferreira
Mariana Comassetto do Canto
Mariana Moreira Macedo
Marina Kertermann Kalegari
Martins Francisco Mascarenhas de Souza Onofre
Marton Matana
Matheus de Lima Librelotto
Matheus Engert Rebolho
Mauricio Loreto Jaime
Melissa do Amaral Dalforno
Michele Dias de Campos
Micheli Froehlich Cardoso
Miguel Webber May
Mirella Rosa da Cruz
Natiele dos Santos Soares
Odomar Gonzaga Noronha
Otacílio Altíssimo Gonçalves
Pamela de Jesus Lopes
Paulo Batistela Gato
Pedro de Oliveira Salla
Raquel Daiane Fischer
Rhuan Scherer de Andrade
Ricardo Dariva
Ricardo Stefanello Piovesan
Roger Dallanhol
Rogério Cardoso Ivaniski
Ruan Pendenza Callegari
Sabrina Soares Mendes
Shaiana Tauchem Antoline
Silvio Beurer Junior
Suziele Cassol
Tailan Rembem de Oliveira
Taís da Silva Scaplin de Freitas
Tanise Lopes Cielo
Thailan de Oliveira
Thiago Amaro Cechinatto
Tiago Dovigi Cegabinaze
Vagner Rolin Marastega
Vandelcork Marques Lara Junior
Vinicios Greff
Vinicios Paglnossim de Moraes
Vinicius Silveira Marques de Mello
Vinissios Montardo Rosado
Viviane Tólio Soares
Andressa Ferreira Flores
Bruna Eduarda Neu
Carlos Alexandre dos Santos Machado
Francielli Araujo Vieira
FrancileVizioli
Julia Cristofali Saul
Maria Mariana Rodrigues Ferreira
Pâmella de Jesus Lopes
Sandra Leone Pacheco Ernestohêde
Estadão
Dilma decreta luto oficial de três dias pelas vítimas da tragédia em Santa Maria
A presidenta Dilma Rousseff decretou neste domingo (27) luto oficial de três dias pelas vítimas do incêndio em uma boate em Santa Maria (RS). A presidenta esteve nesta tarde em Santa Maria para prestar solidariedade aos familiares das vítimas e também foi ao Hospital de Caridade de Santa Maria visitar pessoas feridas no incêndio. Mais cedo, a presidenta concedeu entrevista coletiva em que lamentou a tragédia e pediu união para superar este momento de dor.
A lição da tragédia em Santa Maria
O que ocorreu em Santa Maria, infelizmente, é uma tragédia anunciada, nós não precisamos ter dons premonitórios para ver que isso está prestes a ocorrer em grande parte das boates do país e em muitos locais de eventos.
Um exemplo real e prático do que estou dizendo é o caso de uma amiga, arquiteta, que foi levar seu filho ao teatro, ao chegar no local deparou-se com algumas aberrações:
1º. um único acesso;
2º. o teatro para crianças encontrava-se no 1º pavimento, até aí não há problemas, desde que se respeitasse a acessiblidade e as recomendações do Corpo de Bombeiros. Respeitou-se? resposta, NÃO;
3º. o acesso para o primeiro pavimento dá-se por uma escada helicoidal, aquela tipo caracol, pois é, nada acessível, perigoso não apenas para crianças ou portadores de necessidades especiais, mas para qualquer pessoa que precise utilizá-las;
4º. para se ter acesso ao último nível das cadeiras é necessário, pasmem: baixar uma escada embutida para então subir, detalhe, essa minha amiga levou sua mãe, idosa, junto com seu filhinho para assistir a peça, imaginam a cena?;
5º. como mãe, cidadã e profissional da área (arquiteta) minha amiga fez uma denúncia ao Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Prefeitura do Recife (Dircon) perguntem-me se o local foi interditado? Não, foram feitos até agora questionamentos básicos ao estabelecimento e o teatro, famoso aqui em Recife, continua funcionando, isso é uma tragédia anunciada.
1º. um único acesso;
2º. o teatro para crianças encontrava-se no 1º pavimento, até aí não há problemas, desde que se respeitasse a acessiblidade e as recomendações do Corpo de Bombeiros. Respeitou-se? resposta, NÃO;
3º. o acesso para o primeiro pavimento dá-se por uma escada helicoidal, aquela tipo caracol, pois é, nada acessível, perigoso não apenas para crianças ou portadores de necessidades especiais, mas para qualquer pessoa que precise utilizá-las;
4º. para se ter acesso ao último nível das cadeiras é necessário, pasmem: baixar uma escada embutida para então subir, detalhe, essa minha amiga levou sua mãe, idosa, junto com seu filhinho para assistir a peça, imaginam a cena?;
5º. como mãe, cidadã e profissional da área (arquiteta) minha amiga fez uma denúncia ao Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Prefeitura do Recife (Dircon) perguntem-me se o local foi interditado? Não, foram feitos até agora questionamentos básicos ao estabelecimento e o teatro, famoso aqui em Recife, continua funcionando, isso é uma tragédia anunciada.
Saindo desse caso, vamos às boates, podem dar uma volta no Recife Antigo, em Boa Viagem e não vão encontrar algo muito distinto da boate de Santa Maria, infelizmente isso é comum no país inteiro, estabelecimentos com apenas um acesso, sem portas de emergências que abram pra fora, sem uso de materiais que evitem a propagação do fogo ou da fumaça, sem a quantidade suficiente de extintores e sem pessoal treinado para situações de pânico. Evidente que temos exceções, tanto de órgãos públicos que cumprem seu papel, como de donos de estabelecimentos conscientes e responsáveis que tomam todas as precauções, mas não são a maioria.
Algumas boates tem um teto tão baixo que consigo tocar com as mãos, e olhe que não sou nenhum Michael Jordan. A irresponsablidade dos donos dos estabelecimentos, somadas a ignorância e a também irresponsabilidade dos órgãos públicos responsáveis por fiscalizar, não apenas isso, mas também por dar o alvará de funcionamento a esses locais, simplesmente é uma declaração de tragédia futura, com data, números de registros e autorização públicas para acontecer.
Perdoem-me os parentes e amigos das vítimas, que sob quaisquer aspectos, nesse caso específico são apenas vítimas de fato, não apenas dessa tragédia terrível, mas também, do descaso dos donos de estabelecimentos e dos órgãos responsáveis pela fiscalização e autorização do funcionamento desses locais de eventos.
Espero sinceramente que isso seja um ponto de partida para uma melhoria geral na especificação de segurança desses locais, na fiscalização periódica pelas entidades responsáveis, não podemos ver uma cidade apenas como o que se arrecada de IPTU ou ISS, se Recife pretende ser uma cidade turística, antes de tudo, tem de aprender a ter mais cuidado com os seus cidadãos.
Desejo de coração que essas vítimas não tenham morrido em vão.
Por Robson Lopes
Os trunfos de Eduardo Campos
Para a sucessão presidencial de 2014, a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) não tem apenas dificuldades. Ele tem trunfos da maior importância em uma campanha presidencial. Ser candidato a presidente é uma operação política de alta complexidade, envolvendo apoios de setores que tem grande impacto na opinião pública.
O primeiro deles é a imprensa: rádio, TV, revistas e jornais. Das revistas, a mais importante do país é a Veja, que é abertamente anti-Lula, anti-Dilma e, sobretudo, anti-PT. A Veja está fechada com Eduardo Campos.
A segunda revista mais importante do país é a Época, que em uma sucessão presidencial pesa mais que a Veja porque faz parte do Grupo Globo, da família Roberto Marinho.
Se a época põe Eduardo na capa, como fez no último número, significa que a Família Marinho fechou com Eduardo Campos, o que envolve a poderosa rede de rádio CBN, o jornal O Globo e a TV Globo. A terceira revista é a Isto É, que está fechada com Eduardo Campos.
Portanto, em matéria de apoio da mídia, Eduardo Campos está voando em céu de brigadeiro.
Artistas e intelectuais têm grande peso junto à opinião pública. Eduardo Campos tem um grande trunfo junto aos artistas. Seus tios, Guel Arraes, o pintor Maurício Arraes e José Almino têm força, respeito e condições de reunir as grandes expressões da intelectualidade brasileira para ouvir Eduardo Campos.
Artistas e intelectuais têm grande peso junto à opinião pública. Eduardo Campos tem um grande trunfo junto aos artistas. Seus tios, Guel Arraes, o pintor Maurício Arraes e José Almino têm força, respeito e condições de reunir as grandes expressões da intelectualidade brasileira para ouvir Eduardo Campos.
Durante o seu governo, Eduardo Campos só teve êxito, transformando Pernambuco em um importante polo de investimento e desenvolvimento.
Este perfil permitiu ao governador Eduardo Campos se aproximar do grande capitalismo brasileiro em São Paulo. O governador não terá dificuldade na parte financeira da campanha.
Finalmente outro trunfo fundamental. Governador de Pernambuco por oito anos, nenhum escândalo marcou sua gestão. Nenhuma roubalheira. O governador é ficha limpíssima, inatacável sob o ponto de vista ético.
Com todos esses trunfos, a candidatura de Eduardo Campos não é um balão de ensaio. É uma realidade irreversível.
* Maurílio Ferreira Lima é ex-deputado federal e radialista.
* Maurílio Ferreira Lima é ex-deputado federal e radialista.
Tragédia similar em Buenos Aires gerou mudanças em boates
O incêndio que deixou 194 mortos em 2004 na boate República Cromañón, em Buenos Aires, similar ao que ocorreu neste domingo (27) em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, provocou uma série de mudanças na segurança das casas noturnas da capital argentina.
As medidas incluíram mais sinalização interna nas discotecas indicando a saída de emergência; menos tolerância no tocante ao limite de público autorizado para cada local e a colocação de cartazes indicando a quantidade de pessoas permitidas no recinto.
Locais com mais de um andar devem também atualizar, regularmente, informações sobre a resistência do prédio, segundo documento da Agência Governamental de Controle publicado (AGC) no site do governo da cidade de Buenos Aires.
As medidas foram definidas após reunião com empresários do ramo, músicos, arquitetos, engenheiros e os grupos que representam os pais das vítimas daquela tragédia na República Cromañón. Cabe à AGC verificar que as normas de segurança estão sendo cumpridas, de acordo com informações oficiais.
Na imagem acima, uma homenagem às vítimas da tragédia. Calçados dos mortos, adolescentes, em sua grande maioria, foram pendurados em frente à antiga boate.
Com informações da BBC Brasil.
Juiz que libertou Cachoeira diz que penas altas não resolvem nada
"Pena alta não resolve nada. O sujeito fica amargurado e sai da prisão pior do que entrou". A afirmação é do juiz federal Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que será aposentado no dia 17 de abril por atingir o limite de idade de 70 anos.
Em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, o juiz, que se considera polêmico por natureza, afirma que concede mais Habeas Corpus do que nega. "Entendo que a prisão preventiva só deve ser decretada quando estritamente necessária. Como antecipação de pena, sou contra", diz.
Entre as decisões de Tourinho Neto estão duas liminares para soltar o empresário Carlinhos Cachoeira, condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pela Justiça Federal em Goiânia. Além disso, em 2002 ele também suspendeu a prisão de Jader Barbalho, que era então governador do Pará. Em 2009, ele também suspendeu o afastamento do então governador de Rondônia, Ivo Cassol.
Na entrevista, o desembargador explica o que o motivou a soltar Cachoeira. "Concedi o Habeas Corpus pois não havia necessidade de ele ficar numa prisão. E concedi a ordem quando o juiz o condenou a 39 anos e 8 meses e decretou uma prisão provisória por dois anos. Não existe prisão preventiva com tempo marcado", conta.
Veja abaixo a entrevista concedida para a Folha de S.Paulo.
Folha - O senhor é tido como um juiz polêmico. Para muitos, é independente e corajoso; outros o criticam pela facilidade com que concede Habeas Corpus e breca investigações.
Tourinho Neto - Polêmico acho que sou. É da minha natureza... [risos]. Geralmente, dou mais Habeas Corpus do que nego. Entendo que a prisão preventiva só deve ser decretada quando estritamente necessária. Como antecipação de pena, sou contra. Quanto a brecar investigações, não é verdade.
Tourinho Neto - Polêmico acho que sou. É da minha natureza... [risos]. Geralmente, dou mais Habeas Corpus do que nego. Entendo que a prisão preventiva só deve ser decretada quando estritamente necessária. Como antecipação de pena, sou contra. Quanto a brecar investigações, não é verdade.
Folha - Por que uma mulher que furta margarina fica presa e Cachoeira recorre em liberdade?
Tourinho Neto - Quanto a furtos de pequeno valor, evidentemente é uma excrescência juiz determinar a prisão preventiva. Quanto a Cachoeira, eu neguei o primeiro Habeas Corpus. Naquele momento, ainda havia conturbação da ordem pública. Depois, concedi outro Habeas Corpus, pois não havia necessidade de ele ficar numa prisão. E concedi a ordem quando o juiz o condenou a 39 anos e 8 meses e decretou uma prisão provisória por dois anos. Não existe prisão preventiva com tempo marcado.
Tourinho Neto - Quanto a furtos de pequeno valor, evidentemente é uma excrescência juiz determinar a prisão preventiva. Quanto a Cachoeira, eu neguei o primeiro Habeas Corpus. Naquele momento, ainda havia conturbação da ordem pública. Depois, concedi outro Habeas Corpus, pois não havia necessidade de ele ficar numa prisão. E concedi a ordem quando o juiz o condenou a 39 anos e 8 meses e decretou uma prisão provisória por dois anos. Não existe prisão preventiva com tempo marcado.
Folha - Não pesou a periculosidade? Juízes sofreram ameaças...
Tourinho Neto - Não. A jurisprudência diz que se o réu está em liberdade e é condenado, pode apelar em liberdade.
Tourinho Neto - Não. A jurisprudência diz que se o réu está em liberdade e é condenado, pode apelar em liberdade.
Folha - Não é ironia um réu acusado de fazer "grampos" ser beneficiado porque as interceptações da polícia foram consideradas provas ilícitas?
Tourinho Neto - O juiz não fundamentou a decisão. Só pode haver a interceptação quando não há outro meio de investigar.
Tourinho Neto - O juiz não fundamentou a decisão. Só pode haver a interceptação quando não há outro meio de investigar.
Folha - O juiz Alderico Rocha Santos, de Goiás, sugeriu que o senhor teria praticado improbidade.
Tourinho Neto - Entrei com queixa-crime e reclamação perante a corregedoria. Ele disse que eu estava favorecendo Cachoeira.
Tourinho Neto - Entrei com queixa-crime e reclamação perante a corregedoria. Ele disse que eu estava favorecendo Cachoeira.
Folha - Em 2002, o mesmo juiz havia anunciado que iria processá-lo por criticar a prisão preventiva de Jader Barbalho.
Tourinho Neto - O governador tinha sido preso e algemado. Concedi a ordem e disse que a decisão dele foi "esdrúxula". Ele achou que era uma ofensa. É aquele afã de prender...
Tourinho Neto - O governador tinha sido preso e algemado. Concedi a ordem e disse que a decisão dele foi "esdrúxula". Ele achou que era uma ofensa. É aquele afã de prender...
Folha - Em 2009, o senhor reverteu decisão que cassava o mandato do então governador Ivo Cassol. Recentemente, a Justiça cassou mandato do senador, sob a acusação de improbidade.
Tourinho Neto - Governador é julgado pelo STJ. Não entrei no mérito.
Tourinho Neto - Governador é julgado pelo STJ. Não entrei no mérito.
Folha - O senhor poderia citar políticos e empresários que foram condenados graças à sua caneta?
Tourinho Neto - Condenados... Eu não me lembro. Mantive a condenação do "comendador" [João Arcanjo Ribeiro], de Mato Grosso. Mas reduzi a pena.
Tourinho Neto - Condenados... Eu não me lembro. Mantive a condenação do "comendador" [João Arcanjo Ribeiro], de Mato Grosso. Mas reduzi a pena.
Folha - O senho realmente acredita que a ministra Eliana Calmon pretendia "destruir a Justiça"?
Tourinho Neto - Eu disse isso. Quando ela afirmou que havia "bandidos de toga", desmoralizou a Justiça. Eliana estava "abafando" [risos]. Ela é fantástica. Ninguém ousava falar contra Eliana. Nem a imprensa.
Tourinho Neto - Eu disse isso. Quando ela afirmou que havia "bandidos de toga", desmoralizou a Justiça. Eliana estava "abafando" [risos]. Ela é fantástica. Ninguém ousava falar contra Eliana. Nem a imprensa.
Folha - Em 2010, o sr. absolveu o desembargador do TJ-RJ Roberto Wider, acusado de chefiar a máfia dos cartórios. Em fevereiro, o CNJ aposentou compulsoriamente o juiz.
Tourinho Neto - Não havia então prova consistente para afastá-lo.
Tourinho Neto - Não havia então prova consistente para afastá-lo.
Folha - O colegiado julgou que havia provas. O senhor manteve o voto?
Tourinho Neto - Mantive. Achei que era o caso de censura.
Tourinho Neto - Mantive. Achei que era o caso de censura.
Folha - O senhor pretende advogar?
Tourinho Neto - É a única coisa que sei fazer. Não vou advogar causas como, por exemplo, estupro, tráfico de pessoas, sequestro.
Tourinho Neto - É a única coisa que sei fazer. Não vou advogar causas como, por exemplo, estupro, tráfico de pessoas, sequestro.
Folha - O senhor defenderia Cachoeira?
Tourinho Neto - Seria impossível [risos].
Tourinho Neto - Seria impossível [risos].
Dono da Boate Kiss, em Santa Maria, se apresenta à polícia
A Agência Brasil noticiou, há pouco, que o dono da boate onde um incêndio vitimou 231 pessoas, em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo (27), se apresentou à polícia para prestar esclarecimentos. Apesar de a agência de notícias não ter revelado o nome do proprietário, amigos do empresário, ao pedir que ele manifestasse apoio às famílias das vítimas, deixaram escapar: Kiko Spohr.
As informações sobre o comparecimento do empresário ao distrito policial foram divulgadas pela delegada titular de Restinga Seca, Elizabete Shimomura, responsável por atender a ocorrência, por volta das 3h da manhã de hoje.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o estabelecimento não possuía alvará de prevenção a incêndios e já havia sido notificado.
Elizabete Shimomura disse que o trabalho de retirada de corpos da boate já terminou e que agora o Instituto Geral de Perícias recolhe material genético para identificar os corpos. "A grande maioria dos corpos vai ser facilmente identificada pelas famílias, já que estão intactos. Provavelmente, boa parte das pessoas morreu por asfixia, poucos estão queimados."
Os corpos estão sendo levados para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, onde as famílias foram cadastradas para identificação das vítimas.
Com informações da Agência Brasil.
As informações sobre o comparecimento do empresário ao distrito policial foram divulgadas pela delegada titular de Restinga Seca, Elizabete Shimomura, responsável por atender a ocorrência, por volta das 3h da manhã de hoje.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o estabelecimento não possuía alvará de prevenção a incêndios e já havia sido notificado.
Elizabete Shimomura disse que o trabalho de retirada de corpos da boate já terminou e que agora o Instituto Geral de Perícias recolhe material genético para identificar os corpos. "A grande maioria dos corpos vai ser facilmente identificada pelas famílias, já que estão intactos. Provavelmente, boa parte das pessoas morreu por asfixia, poucos estão queimados."
Os corpos estão sendo levados para o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, onde as famílias foram cadastradas para identificação das vítimas.
Com informações da Agência Brasil.
Morte !
Morte, morte, morte, morte, morte. É impressionante como o Brasil, que se escandaliza com as matanças em escolas e cinemas nos EUA, se acostumou com histórias cinematográficas de assassinatos em toda a parte do país.
O dono de um restaurante do litoral paulista esfaqueia e mata um cliente por causa de R$ 7. Um cliente faz o contrário no DF: liquida a tiros o dono de um "self-service" que não admitia restos no prato.
Uma moça em final de gravidez leva um tiro e morre. Por causa de uma mochila barata, uma adolescente é atingida, sem chance de socorro, em um bairro nobre paulistano.
Já uma menininha com uma bala na cabeça, mas com chance de sobreviver, espera por oito horas o cirurgião que não vem e acaba morrendo num hospital no Rio.
Já uma menininha com uma bala na cabeça, mas com chance de sobreviver, espera por oito horas o cirurgião que não vem e acaba morrendo num hospital no Rio.
Um cidadão é morto, na frente da mulher e da enteada, por uma garota de 15 anos. Nada menos que 56 mulheres foram assassinadas no Paraná no ano passado.
E, numa periferia de Brasília, a cena macabra: as cabeças de um casal gay expostas no meio da rua, enquanto a casa deles vira cinzas.
E, numa periferia de Brasília, a cena macabra: as cabeças de um casal gay expostas no meio da rua, enquanto a casa deles vira cinzas.
Em São Paulo, os índices são chocantes: em 2012, os homicídios cresceram mais de 15% no Estado e 34%, numa versão, ou 40%, em outra, na capital. E são materializados nas chacinas e nas mortes em sequência de policiais.
O governo Alckmin gaba-se de que os índices ainda estão entre os melhores do país, mas isso não ameniza o fato de que a tendência de queda foi interrompida e de que a meta de 10 homicídios por 100 mil habitantes não foi atingida.
É preocupante para um candidato à reeleição em 2014, com Lula a mil por hora no seu encalço, mas é desesperador para a população que não sabe mais como morar, dirigir, andar --ou seja, como viver.
A jabuticaba, azeda como ela só, é que a onda de violência no país coincide com recordes de arrecadação de impostos: mais de R$ 1 trilhão.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Senador defende direito de Eduardo Campos ser candidato
Depois de DEM, PSDB e PPS manifestarem o desejo de ver o governador Eduardo Campos (PSB) encampando uma candidatura de oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência, ontem foi a vez do PSol. A defesa foi feita pelo senador Randolfe Rodrigues (AP). Pernambucano de nascimento, mas com carreira política consolidada no Amapá, o parlamentar esteve no Recife para participar da Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Para ele, uma disputa socialista seria importante para o país.
“Oxalá que seja assim! É bom que Eduardo seja (candidato). Ele não será uma alternativa para o PSol, mas será muito bom para a democracia. Tem que haver eleição de dois turnos e um amplo debate para o Brasil”, disse Rodrigues, que, curiosamente, também tem planos para disputar a Presidência, em 2014. Isso, ele lembra, ainda está sendo discutido com o partido e será definido até abril. “O PSol tem que apresentar alternativa para o país”, enfatizou, acrescentando que o seu partido representará uma alternativa pós-PT.
Diário de Pernambuco
Morre um dos personagens da história de Lula
Faleceu, no município de Caetés, um importante personagem da história política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). José Francisco dos Santos, popularmente conhecido como “Zé de Né”, foi o homem que, em 1952, transportou em seu caminhão Dona Lindu e seu filho, o pequeno Lula.
Ex-vereador em Garanhuns, Zé era dono de uma propriedade em Caetés, terra natal no ex-presidente. Pai de oito filhos, todos radicados em São Paulo, José Francisco costumava passar temporadas na capital paulista junto aos seus familiares.
O corpo de Zé de Né está sendo velado em Caetés, onde será sepultado, às 17h.
Sobre o papel do jornalista na sociedade
Que estória mais maluca é esta de que "aos jornalistas cabe o papel de ser oposição ao governo e à própria oposição".
Aos jornalistas cabe o papel de se ater aos fatos.
Jornalista, no geral, não tem formação para opinar a sério sobre absolutamente nada, desde esportes até ciência e tecnologia. Exceto alguns jornalistas especializados que tem origem, formação e experiência em esportes e ciência e tecnologia.
Acho que o jornalista, em sentido estrito, tem um papel fundamental na sociedade que é trazer ao público o que esta acontecendo em toda parte.
Só relatar a informação exatamente como o fato aconteceu já é uma tarefa extremamente complexa e nobre.
Quando um fato supostamente favorável à sociedade aconteceu, é preciso dar o mesmo destaque que um fato supostamente desfavorável. Quem julga que o fato é de fato favorável ou desfavorável é o distinto público.
Jornalista não pode ficar torcendo para que o governo de ocasião permaneça no poder ou para que o julgamento de supostos criminosos oriundos do governo favoreçam a oposição.
O jornalista não está entendendo que o distinto público já percebeu que esta torcida para um lado ou para o outro só desmoraliza o jornalista e a imprensa como instituição.
O distinto público está de saco cheio da imprensa, em especial a imprensa brasileira.
Se o jornalista ou um determinado órgão de imprensa quer fazer oposição ao governo ou à oposição que tenha a honestidade de informar ao distinto público sobre suas preferências.
Garanto que o distinto público será grato por isto.
Por Luis Nasiff
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