terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha


A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade.
Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios.
Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das pessoas por valores liberais e conservadores.
Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só 13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.
A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa, tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.
Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem trabalhar.
A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.

Folha

Brasil assumirá novo mandato na Comissão de Construção da Paz, da ONU


O Brasil foi reconduzido na segunda-feira (24), por aclamação, para mais um mandato de dois anos no CCP (Comitê Organizacional da Comissão de Construção da Paz) das Nações Unidas, informou nesta terça-feira (25) o MRE (Ministério das Relações Exteriores).

Criada em 2005, a CCP tem como principal objetivo auxiliar os países recém-saídos de conflitos armados a alcançarem estabilidade política e econômica, e o Comitê Organizacional, composto por 31 países, estabelece as diretrizes de atuação da CCP.
O Brasil é membro do Comitê Organizacional desde que a Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), realizada em 20 de dezembro de 2005, criou o colegiado, composto por sete nações escolhidas pelo Conselho de Segurança (China, Colômbia, França, Marrocos, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos); sete países eleitos pelo Conselho Econômico e Social (Egito, Chile, República da Coreia, Ruanda, Espanha, Ucrânia e Zâmbia); cinco dos principais contribuintes para os orçamentos das Nações Unidas (Canadá, Holanda, Japão, Noruega e Suécia); cinco dos principais fornecedores de militares para as missões da ONU (Bangladesh, Índia, Nepal, Nigéria e Paquistão); e sete membros eleitos pela assembleia geral da ONU (Brasil,. Benin, Croácia, Indonésia, El Salvador, Tunísia e Uruguai.

No Twitter, Requião diz que Joaquim Barbosa é “petista primitivo”


O senador Roberto Requião (PMDB-PR) usou o Twitter hoje para, mais uma vez, atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e, particularmente, o seu presidente, Joaquim Barbosa. Requião, que há algum tempo vem alertando para deficiências que considera existirem no processo de nomeação dos ministros do Supremo, desta vez não poupou nem o PT.
“Joaquim Barbosa é um petista primitivo, em estado puro. Faz com o PT o que os petistas fizeram no passado. Moralismo udenista”, twitou o senador paranaense no fim da tarde desta terça-feira (25/12).
Não é a primeira vez que o suposto “moralismo” petista de outrora é atacado por um político de alcance nacional. O ex-governador fluminense Leonel Brizola, por exemplo, gostava de usar uma frase para atacar os petistas, que disputavam com ele a primazia entre a esquerda nos anos 1980. “O PT é a UDN de macacão”, afirmava Brizola.
Antes de comparar Barbosa ao moralismo petista, Requião também usou o Twitter para defender mudanças no processo de nomeação dos ministros do Supremo. “As revelações sobre os artifícios de um ministro para chegar ao STF nos levam ou não a necessidade de modificarmos o processo de nomeação?”, atacou o senador, no início da tarde.
Brasil 247

Em novo capítulo de crise política, Natal está sem prefeito



Neste Natal, ninguém ocupa a cadeira de prefeito na capital do Rio Grande do Norte. O cargo ficou vago depois que o vice-presidente da Câmara Municipal, Ney Lopes Jr. (DEM), afastou-se nesta segunda-feira (24) por determinação da Justiça.

Esse é um novo capítulo de uma crise política que atinge a cidade desde que uma decisão judicial afastou a prefeita Micarla de Sousa (PV), em outubro, após denúncias de desvios de recursos dos cofres públicos.
No lugar dela havia assumido o vice-prefeito, Paulinho Freire (PP). Ele renunciou em dezembro para ser diplomado como vereador para a legislatura de 2013.
O próximo na linha sucessória seria o presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins (PV). Mas ele abriu mão da prefeitura porque, mesmo não reeleito vereador oficialmente, espera que a Justiça atenda um pedido de recontagem dos votos e permita sua permanência no Legislativo no próximo ano.
Lopes Jr. assumiu a prefeitura no dia 13. O Ministério Público questionou a posse, por entender que o presidente da Câmara não pode decidir se quer ou não cumprir as regras de sucessão.
O desembargador Amaury Moura Sobrinho concordou com o Ministério Público e determinou, na sexta-feira (21), o afastamento dele.
Só que Edivan Martins anunciou nesta segunda-feira (24) a renúncia da presidência da Câmara. "Passei a ser o presidente e estou apto a assumir a prefeitura", disse Ney Lopes Jr à reportagem. "Mas, antes que eu assuma, preciso que o desembargador reconheça a renúncia."

PAGAMENTOS E LIXO

Lopes Jr. disse esperar que o reconhecimento ocorra nesta quarta. Segundo ele, a falta de prefeito vai adiar o pagamento de servidores, a assinatura de convênios com o governo federal e a negociação com empresas de limpeza --a coleta de lixo na cidade está prejudicada por atrasos em repasses.
Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de Micarla para reassumir a prefeitura.

Folha

Mensagem de Natal de Dilma destaca feitos do governo no ano


A presidente Dilma divulgou na manhã desta terça-feira (25) uma mensagem de Natal aos leitores da coluna Conversa com a Presidenta, publicada semanalmente pela Presidência. Nela, a presidente comenta que este momento é de festa e de reflexão.

No texto, é destacado o avanço na área social que o governo alcançou. Apenas em 2012, 16,4 milhões de brasileiros foram tirados da miséria, segundo Dilma. O crescimento nos postos de trabalho também foi lembrado. Até novembro deste ano, 1,77 milhão de novos postos haviam sido gerados.
Outros programas também foram lembrados no texto. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi destacado por meio dos investimentos na casa dos R$ 386 bilhões até setembro.
O Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) e o Ciência sem Fronteiras tiveram seu lugar especial na mensagem. Porém, a presidente declarou que ainda há muito que fazer na área da educação.
Dilma encerra o texto se dizendo otimista, relembrando os desafios trazidos pela crise internacional, e desejando um ano novo melhor a todos os brasileiros.
R7

Lula diz que Dona Canô foi referência de sabedoria para o Brasil


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou, na tarde desta terça-feira (25), a respeito da morte de Dona Canô.
Em nota enviada à imprensa, Lula afirmou que a mãe de Caetano Veloso foi "um exemplo de mulher, de mãe e uma referência de sabedoria e generosidade para a família e, também, para o Brasil".
Lula disse que Dona Canô foi uma grande amiga, da qual se lembrará com muito carinho.
"Nesse dia de Natal marcado pela tristeza de sua partida, estendemos nossa solidariedade a seus familiares e amigos".
A nota também é assinada pela mulher de Lula, Dona Marisa Letícia.

Leia abaixo repercussão da morte de Dona Canô:
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"Em meu nome e de todos os baianos, presto solidariedade à família desta grande mulher, que representou o que a Bahia tem de melhor, um símbolo de força, doçura e coragem".
JACQUES WAGNER, governador da Bahia
"Cercada de amor e religiosidade, dona Canô simbolizou a família e a fé inquebrantável. Da sua Santo Amaro da Purificação, representou a simplicidade e grandeza de espírito do povo baiano. Bethânia e Caetano são hoje a síntese da força desta grande mulher. Para toda família Velloso e brasileiros, uma perda sentida".
MARTA SUPLICY, ministra da Cultura
"Lamento profundamente o falecimento de Dona Canô, símbolo exemplar da mãe dedicada e ícone do Recôncavo baiano. A fé em Deus reconfortará seus familiares e a todos os baianos e brasileiros que admiram a história dessa mulher, que em vida plantou a harmonia e união com sensibilidade e humildade".
JOÃO HENRIQUE, Prefeito de Salvador
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NO TWITTER
PAULA LAVIGNE (@PaulaLavigneOfi)
"Dona Canô, como Charles Chaplin morreu no Natal. Que nossa rainha descanse em paz".
ACM Neto (@acmneto_)
"Foram 105 anos encantando a Bahia. Presto solidariedade a toda família Veloso, um dos maiores símbolos da riqueza cultural do nosso estado".

Lobão admite falha "lamentável" em apagão de 2011

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu que os operadores do sistema elétrico nacional "falharam lamentavelmente" no episódio que ocasionou um apagão na região Nordeste do País, no início de fevereiro de 2011. Em entrevista concedida ontem ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Lobão destacou a realização de treinamentos constantes dos operadores, porém não isentou a culpa dos envolvidos no incidente. "Eles (operadores) são preparados sempre e reciclados. Neste caso, falharam lamentavelmente", afirmou o ministro.

A reportagem do Jornal Nacional cita matéria publicada na edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo, referente aos bastidores do dia em que um problema em uma placa eletrônica, segundo versão apresentada pelo governo federal na oportunidade, afetou o fornecimento de luz de oito Estados. Relatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), obtidos pelo periódico por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram o despreparo das subestações e dos centros de controle para enfrentar problemas dessa natureza.

A reportagem revela ainda uma combinação de acontecimentos que explica a falta de luz de até quatro horas em algumas localidades. Entre as falhas estavam a dificuldade dos operadores em abrir um portão devido à falta de energia, o estado inativo de um equipamento chamado mesa de sincronismo, disjuntores fechados, discrepâncias no sistema de supervisão e controle e a dificuldade de acesso aos procedimentos operacionais para a recomposição das instalações.

O apagão teve início quando o sistema de proteção do sistema nacional desligou automaticamente a linha de transmissão entre as subestações de Luiz Gonzaga e Sobradinho. "O caso teria se encerrado aí, 'caso a falha descrita não fosse acompanhada de procedimentos inadequados de operações das equipes de tempo real da Chesf'", destacam os relatórios liberados pela Aneel e publicados pelo jornal O Estado de S.Paulo. A sucessão de problemas levou a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) a ser multada em R$ 32 milhões.

Diante do sucessivo número de ocorrências recentes de desabastecimento de energia no País, o Ministério de Minas e Energia estaria preparando um relatório sobre a situação de 40 subestações, classificadas pela reportagem do Jornal Nacional como as principais do País. O material, classificado como um "pente fino" dessas unidades, deve ser concluído em fevereiro. "Com base nesse relatório, tomaremos providências mais efetivas para evitar no futuro episódios como esses que têm acontecido", afirmou Lobão.

Estádios da Copa valem votos no Brasil

Mineirão, Itaquerão, Castelão, Aflitos. Os estádios de futebol prontos ou em obras para a Copa’ 2014 no Brasil não vão servir apenas para receber jogadores e torcedores no Mundial de futebol. Pré-candidatos à Presidência da República nas eleições que acontecerão três meses depois do fim da competição encaram a preparação para os jogos, o que envolve a entrega de estádios modernos, confortáveis e também a infraestrutura para acesso aos campos, como uma oportunidade de conquistar votos.

Mais provável concorrente ao Palácio do Planalto pelo PSDB, o senador Aécio Neves assinou em 25 de janeiro de 2010, quando era governador de Minas Gerais, a autorização para o início das obras do Mineirão. Dois meses depois, entregou o cargo ao vice, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), para disputar uma vaga no Senado. Nos últimos dois anos visitou periodicamente o canteiro de obras e participou da inauguração do estádio na sexta-feira.

Mesmo depois de tanto trabalho e de ver o Mineirão ficar pronto no prazo esperado, o senador não ficou de todo satisfeito. Aécio chegou a anunciar no dia 12 que o estádio seria o primeiro a ser inaugurado para a Copa’ 2014. “Fizemos tudo como era planejado. Essa obra começou ainda no meu governo e continuou no governo de Anastasia, seguindo os preços previstos, com o cronograma físico absolutamente cumprido. O estádio está belíssimo, maravilhoso, aconchegante. Estamos todos muito felizes de estar entregando o Mineirão. Ouso dizer, o governador talvez não possa, diplomático como é, mas a grande verdade é que o Mineirão é o primeiro estádio pronto para a Copa do Mundo e para a Copa das Confederações entregue à população”, afirmou, durante uma das últimas visitas às obras do campo da Pampulha.

No entanto, no dia 16, cinco dias antes da festa de entrega do estádio, a presidente Dilma Rousseff (PT), ao lado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), inaugurou o Castelão, em Fortaleza, que acabou assegurando o “título” de primeiro estádio brasileiro a ficar pronto para o Mundial. Dilma também compareceu à entrega do Mineirão, e a presença da presidente não agradou ao comando do PSDB em Minas. Horas antes de ela chegar, pela manhã, o presidente estadual da legenda, deputado federal Marcus Pestana, ao fazer um balanço de 2012 para a imprensa, questionou, ao ler um texto sobre a inauguração do estádio, o que a presidente tinha a ver com a obra. Um jornalista perguntou se não havia recursos federais no projeto. Pestana afirmou que dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não é da União. “É um empréstimo”, retrucou. Segundo o site do governo federal que monitora a evolução das obras para a Copa, a reforma custou R$ 695 milhões. Do total, R$ 400 milhões foram financiados pela União.

O engajamento de Aécio Neves no projeto do Mineirão alcançou tal proporção que, em 29 de novembro, o senador mobilizou sua assessoria de imprensa para reproduzir decisão da Fifa de realizar no estádio a partida amistosa entre Brasil e França, em 9 de junho de 2013. No comunicado enviado pelo gabinete do senador, Aécio considerou o anúncio como a “a consagração do projeto de reforma do estádio, idealizado pelo governo de Minas”.

Só em 2013 Bem mais atrasadas que as do Mineirão, as obras do Itaquerão, em São Paulo – governado pelo também tucano Geraldo Alckmin –, só começaram em maio do ano passado. A demora impediu que o estádio fosse utilizado na Copa das Confederações, uma preparação para a Copa’2014, realizada um ano antes do Mundial. A previsão é de que o estádio só seja entregue em dezembro de 2013. Alckmin disputou a Presidência da República em 2008 e é outro nome da legenda para a corrida pelo Palácio do Planalto em 2014.

Apesar de ter ficado para trás em relação ao início das obras, o Itaquerão está na dianteira em relação à infraestrutura para acesso ao estádio. Em 28 de novembro, o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, foi de trem até o canteiro de obras e gastou apenas 19 minutos partindo da Estação da Luz, Região Central da capital paulista. Em Belo Horizonte, o transporte dos torcedores será feito pelo chamado BRT, um ônibus especial para utilização em grandes corredores viários.

No único possível front nordestino na disputa pela presidência está o Estádio dos Aflitos, em Recife, Pernambuco, governado por Eduardo Campos (PSB), que mesmo depois de anunciar apoio à reeleição de Dilma Rousseff não perdeu o status de pré-candidato. Sobretudo em caso de perda de prestígio político da atual presidente num eventual novo recrudescimento da crise econômica mundial. 

Como parte de seu portfólio, teria a reforma do Estádio dos Aflitos. Para isso, no entanto, teria que seguir a linha defendida pelo presidente do PSDB de Minas Gerais. Dos R$ 500,2 milhões que serão gastos nas obras do campo na capital pernambucana, R$ 400 milhões sairão de financiamento do governo federal. A entrega do estádio está prevista para fevereiro.


EM

Governo e oposição concordam que posse de Chávez pode ser adiada


O governo e a oposição da Venezuela concordaram na segunda-feira (24) que é possível adiar a posse do presidente Hugo Chávez, fixada na Constituição para 10 de janeiro, se ele ainda estiver em Cuba se recuperando de sua quarta operação contra o câncer.

"A Constituição é muito clara, o presidente neste momento está fazendo uso de uma permissão constitucional, aprovada por unanimidade pela Assembleia Nacional, para atender sua condição de saúde. Se essa permissão (...) tiver que ser estendida depois de 10 de janeiro - dia previsto para assumir o cargo -, se ativaria a Constituição e certamente teria que fazer seu juramento no Supremo Tribunal de Justiça (TSJ)", afirmou o vice-presidente Nicolás Maduro.

"No momento em que sua equipe médica indicar e quando houver possibilidade, o presidente fará o juramento constitucional", acrescentou Maduro à imprensa após uma missa celebrada na segunda-feira, no centro de Caracas, pela saúde de Chávez, da qual participaram ministros, funcionários e seguidores do presidente.

No dia 11 de dezembro o presidente venezuelano foi operado pela quarta vez em 17 meses de um câncer, em Havana. Na segunda-feira, ele apresentava leve melhora, mas continuava de repouso absoluto, segundo o último comunicado oficial.

Mais tarde, próximo da meia noite da véspera de natal, o vice-presidente Maduro pediu ao canal estatal VTV para dizer que falou com Chávez por telefone uns 20 minutos e anunciar que o presidente "está de muito bom humor" e dando ordens de governo.

"Estava caminhando, fazendo exercícios que fazem parte de seu tratamento diário", disse Maduro sobre Chávez, acrescentando que, apesar do momento para o governo, acreditou ser necessário transmitir uma imensa alegria aos venezuelanos.

Após a operação de Chávez e diante da falta de uma data estimada para seu retorno a Caracas, começou um polêmico debate na Venezuela sobre se a data de posse na Assembleia Nacional pode ser adiada ou não.

Nesta segunda-feira, o líder opositor Henrique Capriles, que perdeu as eleições presidenciais ante Chávez em outubro, se aproximou da posição do governo ao aceitar a possibilidade de que o juramento seja adiado.

"É preciso ser muito sério e muito transparente nestes casos, penso que não perde a condição de presidente eleito a pessoa que não possa tomar posse exatamente no dia estabelecido", disse Capriles à imprensa, acompanhando a posição dos 'chavistas'.

"Se o presidente da República não puder se apresentar no dia 10 de janeiro para tomar posse diante da Assembleia Nacional, a própria Constituição tem as respostas. Aí se aplicaria inicialmente uma ausência temporária e, depois, o que estabelece a Constituição para a falta absoluta", destacou Capriles.

A Constituição venezuelana prevê ausências temporárias do presidente - de 90 dias prorrogáveis por mais 90 dias - durante as quais deve assumir o vice-presidente; e ausências absolutas - que devem ser decretadas pela Assembleia Nacional - em caso de morte, renúncia, destituição e inabilitação física ou mental.

Caso seja decretada a ausência absoluta antes da posse ou nos primeiros quatro anos de governo, a Constituição determina a realização de eleições presidenciais antecipadas no prazo de 30 dias.

A posição de Capriles diverge da opinião da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que afirma que a data da posse é inadiável e que a ausência de Chávez no dia 10 de janeiro caracterizará sua "ausência absoluta".
Fonte: AFP

Principais nomes do PSB vivem clima de rivalidade

A menos de dois anos das eleições presidenciais, os principais nomes do PSB começam a disputar espaço em posições antagônicas, antecipando o tom de rivalidade que deve permear o partido no próximo biênio. De um lado, o governador do Ceará, Cid Gomes, e o irmão Ciro; do outro, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Embora anuncie o apoio a Dilma Rousseff, Eduardo não perde a oportunidade de falar como pré-candidato à Presidência. Já os irmãos Gomes tentam se mostrar mais confiáveis ao PT e ao Palácio do Planalto e, dessa forma, dificultar os movimentos do presidente da legenda.

O episódio mais recente foi a organização, por parte de Cid, de um encontro de desagravo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a divulgação das denúncias feitas pelo empresário Marcos Valério. Cid e outros governadores foram ao Instituto Lula, em São Paulo, demonstrar solidariedade ao ex-presidente, apontado por Valério como beneficiário do mensalão com recursos desviados utilizados para pagamento de contas pessoais do petista. Eduardo Campos não estava presente no encontro.

De acordo com o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, Eduardo Campos foi avisado, mas não pôde ir porque o ato aconteceu no mesmo dia da diplomação de Geraldo Júlio (PSB), prefeito eleito de Recife e afilhado político do governador pernambucano. "Não tem nada de divisão. No domingo, o Eduardo estava em Fortaleza, ao lado de Cid, na reinauguração do Castelão", declarou o pessebista, tentando minimizar o desconforto do partido com a situação.

Há quase dois meses, a divisão de opiniões foi explicitada pela primeira vez, nesta fase de troca de farpas. A presidente Dilma Rousseff jantou, no Palácio da Alvorada, com Campos, Amaral e o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira. A presidente disse que respeitava os desejos de crescimento do PSB e demonstrou querer manter a parceria com o PSB, desmontando os palanques conflituosos do partido com o PT, erguidos durante a campanha municipal.

No dia seguinte, Dilma almoçou com Cid Gomes, após uma cerimônia de entrega de prêmio na área educacional. O governador cearense aproveitou para lançar Eduardo Campos como vice de Dilma em 2014 e o atual ocupante do cargo, Michel Temer, como senador por São Paulo. "Eduardo não será vice em hipótese nenhuma", garantiu ao Estado de Minas um integrante da cúpula partidária.

Aproximação Candidato à Presidência da Câmara em fevereiro, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) acha que os movimentos dos irmãos Gomes são claros. "Eles querem demonstrar que são mais simpáticos e confiáveis para o Planalto e o PT, delimitando o espaço na legenda e garantindo que o partido esteja alinhado à presidente em 2014", disse ele. O momento é ainda mais propício porque, cada vez mais, o governador pernambucano tenta marcar diferenças em relação à administração federal. Há duas semanas, promoveu um seminário com os novos prefeitos do PSB, mostrando as diferenças administrativas entre o partido e o PT, de Dilma Rousseff.

Na segunda-feira, véspera do encontro de Lula com os governadores, Eduardo Campos deu uma longa entrevista ao Estado de S. Paulo, afirmando que os três primeiros meses de Dilma em 2013 serão essenciais para que o governo diga a que veio. "Vocês estão procurando chifre em cabeça de cavalo. Não tem divisão nenhuma. O Cid tem autonomia como governador em suas ações e gestos políticos", esquivou-se Roberto Amaral.

Os irmãos Gomes, embora não admitam, seguem engasgados com 2010. Ciro queria ser candidato a presidente, mas Eduardo Campos decidiu que o partido apoiaria Dilma. "Ele não foi boicotado. Ciro não se viabilizou e 90% dos filiados ao partido consideraram um risco manter a candidatura", rebateu o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira. "Eles sabem que, no partido, não têm maioria. Querem se cacifar externamente. Provavelmente, em 2015, deixarão o PSB", disse ao Estado de Minas um aliado de Ciro e Cid Gomes.


Estado de Minas

Filho de vereador de Parambu é assassinado em churrascaria na noite de Natal


O filho de um vereador do município de Parambu, a 408,8 km de Fortaleza, foi assassinado na noite de Natal desta segunda-feira, 24, por volta de 19h30min.

Segundo o Comando do Policiamento do Interior (CPI), Wilson Tadei Meneses Siqueira, 28 anos, estava numa churrascaria, quando dois homens encapuzados chegaram numa moto e efetuaram vários tiros contra a vítima.

Wilson Tadei foi atingido na nuca e na coxa, e morreu no local. Ele era filho do vereador Ageu Siqueira Tenório, do PSB.

Na ação, outros dois homens que acompanhavam Wilson Tadei também acabaram sendo atingidos, mas não morreram. Um deles é policial civil de Pernambuco. Maurílio Rodrigues Carvalho Júnior, 48 anos, foi atingido na nuca e na cintura.

A outra vítima foi identificada como Claudemir Gomes Torquato, que foi alvejado no tórax. Ambos foram encaminhados a um hospital em Fortaleza.

A Polícia não tem pistas dos acusados, nem sabe a motivação do crime.

O CPI registrou um outro homicídio em Cascavel, a  64,3 km de Fortaleza, por volta das 3h30min desta terça-feira, 25. Um adolescente de 17 anos foi encontrado morto por populares. Ele tinha marcas de bala pelo corpo. De acordo com a Polícia, o jovem é acusado de praticar roubos na região.

Mais dois homicídios em Jaguaribe, a 291,1 km da Capital, foram contabilizados pela Polícia. Ambos ocorreram na manhã desta terça-feira. A Polícia ainda não tem detalhes dos crimes.

O POVO

Missão no Haiti já custou R$ 1,9 bilhão ao Exército brasileiro


Sem previsão para deixar o Haiti, o Exército brasilero gastou, de abril de 2004 a novembro deste ano, R$ 1,892 bilhão na manutenção da tropa no país arrasado por uma guerra civil e, mais recentemente, por um terremoto . Desse total, a Organização das Nações Unidas (ONU) reembolsou R$ 556,5 milhões para o Tesouro Nacional. Os números são do Ministério da Defesa.


Na prática, um gasto de R$ 1,3 bilhão líquido em recursos do Brasil. Em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu.

Atualmente, o Brasil mantém 1.910 homens das Forças Armadas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). A maioria do contingente brasileiro é do Exército. Ainda há militares da Aeronáutica (30 homens da Força Aérea Brasileira) e da Marinha (200 fuzileiros navais). A meta para 2013 é reduzir o efetivo para 1,2 mil militares, mesmo número do início da operação, em 2004 - o acréscimo ocorreu após o terremoto de 2010.

A redução da tropa de forma "responsável", nas palavras do ministro da Defesa, Celso Amorim, é respaldada por uma resolução da ONU, de outubro. No começo deste mês, o presidente do Haiti, Michel Martelly, escreveu uma carta de duas páginas implorando à presidente Dilma Rousseff para negociar a manutenção do efetivo, argumentando que ainda não conseguiu formar uma polícia nacional para deter o avanço de gangues.

IG