sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

TSE garante votação eletrônica nas eleições de 2016

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira, 10, que as eleições municipais do ano que vem serão feitas com urnas eletrônicas.
Segundo o tribunal, após o Congresso aprovar o projeto de lei que mudou a meta fiscal de 2015, o Ministério do Planejamento fez uma nova estimativa de receitas que garantem a votação por meio eletrônico.
Com a nova meta, a Justiça Eleitoral terá R$ 267 milhões garantidos. A equipe econômica manteve corte de R$ 161 milhões.

No dia 3 de novembro, o tribunal informou que não teria recursos para custear a eleição com urnas eletrônicas, devido ao contingenciamento de R$ 428 milhões do orçamento da Justiça Eleitoral para aguardar a decisão que mudaria a meta fiscal. Dessa forma, os eleitores brasileiros voltariam a escolher seus representantes pelo voto de papel.

Leonardo Araújo critica PEC que reorganiza previdência dos servidores

O deputado Leonardo Araújo (PMDB) criticou, no primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira (10/12), na Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 7.909, que reorganiza o texto da Constituição Estadual na parte que trata da previdência dos servidores públicos e militares estaduais.
O parlamentar considerou a proposta “perversa” para os trabalhadores do Ceará. “Na véspera do Natal, o Governo do Estado manda para os trabalhadores que buscam estabilidade um presente amargo e traiçoeiro”, apontou.
Segundo o deputado, a PEC, entre outras definições, impede as viúvas de policiais de receberem pensão. “A tentativa é de punir os trabalhadores. Isso não é justo. Devemos cuidar dos servidores, principalmente, dos aposentados”, assinalou.
Leonardo Araújo ressaltou que o Brasil é visto mundialmente como o País da corrupção. “A proposta é para o povo pagar a conta do Governo. Só vejo projetos chegando a esta Casa para punir os trabalhadores. Não vejo projetos de melhorias na saúde, educação e segurança. O Governo do Estado segue os mesmos passos traiçoeiros do Governo Federal”, frisou.
Em aparte, a deputada Dra. Silvana (PMDB) classificou a PEC de perversa. “Jamais poderia me posicionar contra as viúvas e os órfãos. Atitudes assim envergonham o Estado”, pontuou.
O deputado Capitão Wagner (PR) destacou que não é justo penalizar uma viúva porque seu cônjuge morreu. “Se um policial perde sua vida a serviço do Estado, a sua esposa fica com pensão apenas por quatro meses. Isso é absurdo. O Governo precisa ter responsabilidade”, salientou.
A deputada Fernanda Pessoa (PR) também se posicionou contra a PEC. “Temos que ter consciência. Não podemos aprovar algo que vai prejudicar os cidadãos”, afirmou.
O deputado Agenor Neto (PMDB) criticou as mensagens que tramitam em regime de urgência. “Essa PEC está tramitando em urgência. Isso não nos dá nem a oportunidade de estudar a proposta”, disse.
O deputado Ely Aguiar (PSDC) frisou que a proposta não tem nada de positivo. “Tudo o que essa PEC representa é maldade para os trabalhadores”, disse.
GM/CG

PF faz operação contra suspeitos de superfaturar as obras de transposição do Rio São Francisco

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (11) a Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória, que investiga o superfaturamento de obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco. Empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas.
Os valores eram destinados à transposição do rio, no trecho que vai do agreste de Pernambuco até a Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são de R$ 680 milhões.
Segundo a PF, as investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e também envolvem um lobista, ambos investigados na Operação Lava Jato.
Estão sendo cumpridos 32 mandados judicias, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão, em Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio grande do Sul, Bahia e Brasília. Cerca de 150 policiais federais participam da operação.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.
A PF explicou que o nome da operação, Sinhá Vitória, representa a mulher do sertão, que não se rende à miséria. Uma personagem descrita no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, como uma mulher forte, que fazia as contas do pagamento recebido do dono da fazenda onde trabalhavam sempre chegando à conclusão de que eram roubados.

EBC

Alagoas e Piauí decretam estado de emergência devido ao Aedes aegypti

Subiu para seis o número de estados no Nordeste em situação de emergência por causa do Aedes aegypti. Os últimos dois decretos foram anunciados pelos governos de Alagoas e Piauí. A região sofre com um surto de microcefalia, que tem ligação com o zika vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. A má-formação cerebral pode gerar problemas no desenvolvimento da criança.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pedaladas de Dilma bancaram mais empresários do que programas sociais afirma o site Contas Abertas

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender as chamadas pedaladas fiscais como necessárias para o pagamento de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. No entanto, como o Contas Abertas já divulgou, a maior parcela dos recursos oriundos das manobras foi destinada ao subsídio para as grandes empresas, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, e empréstimos para empresas do agronegócio, por meio do Banco do Brasil. O versão de Dilma já havia sido usada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. 

A nova defesa aconteceu em discurso durante a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida. A presidente afirmou que uma das razões para estar sendo julgada é porque “eles acham” que parte dos recursos não deveria ser usada para o programa. “É o que eles chamam de ‘pedaladas fiscais’. O governo federal é dono da Caixa Econômica Federal. Quando o governo federal passa o dinheiro para a Caixa, a Caixa paga a empresa e, através da escolha pública, o apartamento vai para vocês. Não há nesse processo nenhum desvio, não é essa a questão que levantam contra nós”, declara Dilma Rousseff, presidente da República.


De acordo com o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) a “omissão dos passivos da União decorrentes de atrasos nos repasses de recursos federais impactaram as contas da dívida pública em cerca de R$ 40 bilhões no exercício de 2014”. O TCU apontou que o Bacen não computou, no cálculo da Dívida Líquida do Setor Público, passivos da União junto ao Banco do Brasil, ao BNDES e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). 

Do total de “pedaladas”, R$ 12,16 bilhões são referentes ao montante da equalização de taxa de juros devido pela União ao BNDES no âmbito do PSI. O programa foi criado para estimular a produção, aquisição e exportação de bens de capital e a inovação. O grande empresariado não só gostou, como fez fila para pegar recursos do PSI. No entanto, o programa gerou essa dívida de R$ 24,5 bilhões acumulada com o BNDES, mas o custo não é só esse. 

O PSI é realizado com taxa supersubsidiada, porém todos os empréstimos do BNDES são com taxas mais baixas do que as que o Tesouro paga. Já os valores devidos pela União ao Banco do Brasil relativos aos itens “Tesouro Nacional – Equalização de Taxas – Safra Agrícola” e “Título e Créditos a Receber – Tesouro Nacional”, inscritos na contabilidade da instituição financeira. Conforme demonstra o TCU, ao final de junho de 2014, os saldos a pagar referentes às subvenções agrícolas e às demais subvenções alcançavam, respectivamente, as expressivas montas de R$ 7,95 bilhões e R$ 1,80 bilhão. Juntos, o Banco do Brasil e o BNDES somaram omissão de registro de passivos da União na ordem de R$ 21,9 bilhões, o que representa cerca de 54,4% do total de R$ 40 bilhões das “pedaladas fiscais”. 

Quanto ao FGTS, que tem como agente operador a Caixa Econômica Federal, além do saldo relativo a adiantamentos efetuados pelo FGTS à União no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, foram identificados dois outros créditos junto à União. Um deles, com saldo de R$ 638,4 milhões ao final em setembro de 2014, representa valores relacionados à Resolução do Conselho Curador do FGTS 574/2004. 

O outro, com saldo de R$ 10,05 bilhões, é decorrente da arrecadação da contribuição social de que trata a Lei Complementar 110/2001. A Lei Complementar n° 110/2001 autorizou a CAIXA a realizar créditos nas contas vinculadas do FGTS, referentes ao complemento de atualização monetária da aplicação dos percentuais de 16,64% do Plano Verão (janeiro de 1989) e 44,8% do Plano Collor I (abril de 1990). “Vê-se, portanto, que, por parte do governo federal, restou prejudicada a ação planejada e transparente propugnada na LRF, uma vez que não foram prevenidos os riscos, tampouco corrigidos os desvios que ocasionaram o “desequilíbrio” das contas públicas da União em cerca de R$ 40 bilhões no exercício de 2014, tendo sido geradas e omitidas dívidas em desobediência às condições impostas pela mesma LRF, desrespeitando-se, pois, o princípio constitucional da legalidade, bem como os pressupostos do planejamento, da transparência e da gestão fiscal responsável”, aponta o Tribunal. 

Entre as razões pelas quais esses passivos devem ser registrados na DLSP, o Tribunal menciona a existência de financiamento concedido à União, os montantes já são devidos pela União e os valores estão registrados nos ativos do Banco do Brasil, do BNDES e do FGTS. Dessa forma, o discurso de Dilma, que já foi proferido pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e tenta justificar o fato de o governo ter desrespeitado a Lei de Responsabilidade Fiscal, com o argumento de que o fizeram para atender aos mais pobres, é falho. Das pedaladas de R$ 40 bilhões, apenas R$ 6 bilhões foram de atrasos à Caixa Econômica para o pagamento de programas como Bolsa Família.

Contas Abertas

Inmet emite alerta de baixa umidade do ar para Iguatu e região Centro-Sul

Governo autoriza aumento médio de 8,89% nos serviços dos Correios

O governo autorizou um aumento médio de 8,89% nos serviços dos Correios. De acordo com portaria publicada no Diário Oficial, o reajuste vale para todos os serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais da companhia. Os novos valores entram em vigor hoje. A estimativa é de aumentar em 700 milhões de reais as receitas do próximo ano.

TCU diz que teve pedaladas

O Tribunal de Contas da União rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo governo sobre as pedaladas fiscais. A Advocacia-Geral da União alegava que as manobras não caracterizavam operações de crédito e, portanto, não desrespeitavam a lei. O TCU determinou que o Palácio do Planalto apresente em 30 dias um cronograma de pagamento dos R$ 57 bilhões.

Renan defende funcionamento do Congresso durante recesso

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que é fundamental que o Congresso funcione durante o recesso parlamentar, previsto para começar em 22 de dezembro. O tema é discutido para acelerar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, como defende o governo. A oposição é contra. Para suspender o recesso é preciso aprovar a medida no plenário da Câmara e do Senado.

Deputado diz que vai dar quorum do PT na "Papuda"

Temporal no Rio Grande do Sul

Um temporal causou estragos na cidade gaúcha de Caxias do Sul. Cerca de 30 casas ficaram destelhadas. Segundo a Defesa Civil, quatro famílias tiveram que deixar as suas casas. Uma escola teve a cobertura do prédio principal e do ginásio levada pela força do vento, um muro da instituição também foi danificado. Vários postes caíram pela cidade, um deles atingiu um veículo. Não há informações de feridos.

Ataque terrorista no Afeganistão

Ao menos 46 pessoas morreram e 35 ficaram feridas no ataque do grupo Talibã contra o aeroporto de Kandahar, no Afeganistão. O atentado começou na noite de terça-feira com homens-bomba no entorno do local. Na sequência, houve seguidos confrontos com as forças de segurança, que já controlaram a situação. O aeroporto é usado como base militar por tropas do Afeganistão, dos Estados Unidos e da Otan.