sábado, 30 de agosto de 2014

Festejos de N. S. da Saúde em Santana do Cariri

Com uma intensa participação de fieis e devotos, foram abertos ontem e deverá se prolongar até o dia 7 do mês em curso, as festividades de nossa senhora da saúde, padroeira do aprazível distrito de Araporanga, no município de Santana do Cariri. 

O ato religioso, foi aberto ontem com a condução do pau da bandeira, que contou com a animação de varias pessoas,  durante o percurso os fieis  se revezavam levando o pau da bandeira de nossa da saúde, em seus ombros como sinal de fé e religiosidade popular, até o patamar da igreja matriz onde o pau foi fincado. ]

Conforme o vigário da paróquia Padre Paulo Lemos Pereira, durante a festa haverá todas as noites novenas, quermeses e leilões, além de uma intensa movimentação social nas barracas instaladas próximas a igreja matriz, a visita de nossa senhora da saúde, as diferentes ruas do distrito, salva de fogos sempre ao amanhecer, no dia 7 tradicional procissão percorrendo todas as ruas com a imgaem da santa padroeira, em direção a igreja matriz onde haverá missa de encerramento. 

Na parte social da festa, a prefeitura municipal instalou na praça central do distrito, um palco com som e iluminação para apresentações das tradições culturais além das bandas local e regional, que atrairá inumeras pessoas a festa. 
segundo disse o secretário de cultura e turismo do município, Mauricio Matos, acrescentando ainda, que haverá no dia 7 a realização da tradicional cavalgada de nossa senhora da saúde, onde vaqueiros estarão saindo do sítio latão ás 16 hs até o distrito de Araporanga.

A prefeita Daniele Machado, que participou da abertura dos festejos da condução do pau da bandeira, pontua que a festa religiosa representa uma integração entre os filhos do distrito de Araporanga com as demais localidades do município, além de externar o verdadeiro sentimento de fé e tradição religiosa que há no semblante de cada um dos moradores, nós estamos dando toda a infra estrutura necessária para o pleno exito da festa. ( Amaury Alencar) 

O que os jovens pensam sobre a política

Nas eleições de 5 de outubro, mais de 140 milhões de brasileiros estarão aptos a votar. Nesse universo, um terço dos eleitores – pouco mais de 45 milhões de pessoas – é formado por jovens entre 16 e 33 anos. Para entender melhor a cabeça política da juventude brasileira, quais suas demandas e de que maneira ela pode influenciar na corrida eleitoral, ISTOÉ destrinchou uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular com 3.500 jovens do País. O levantamento revela, entre outros dados interessantes, que essa turma, por ser mais informada do que seus pais e levar dinheiro para dentro de casa, contribuindo para o aumento da renda, forma opinião, influencia no voto da família e pode até decidir a eleição. A pesquisa não questiona em quem eles votariam. Mas mais de 50% deles se encontram entre os eleitores indecisos ou que pretendem anular o voto. O discurso, porém, carrega um viés de oposição. Como na maioria da população brasileira, o desejo de mudança está impregnado em 63% deles, que acreditam que o Brasil não está no rumo certo. Apesar disso, 72% desses brasileiros que têm entre 16 e 33 anos consideram ter melhorado de vida. Mas a juventude indica querer mais. “Eles querem serviços públicos de mais qualidade, maior conectividade, acessos livres a banda larga e a tecnologia de ponta. E não abrem mão da manutenção do poder de compra”, afirma o autor do estudo, o publicitário Renato Meirelles, presidente do Data Popular. Leia a reportagem completa aqui.

Juazeiro: Multidão vai às ruas com Eunício e Tasso e pede mais segurança e desenvolvimento


A rua São Pedro, tradicional via comercial de Juazeiro do Norte, ficou tomada pela Onda Verde da mudança. Eram tantos os veículos presentes ao local que a caminhada teve que se transformar em carreata até a praça da Prefeitura. Eunício, Tasso e Roberto foram saudados pela população e pelos comerciantes, que neles depositam a esperança de um Ceará verdadeiramente de todos.

A partir da Praça da Prefeitura até a Praça Padre Cícero, o trajeto foi percorrido em caminhada, com Eunício, Tasso e Roberto recebendo o carinho do povo de Juazeiro do Norte. Ao som dos jingles da campanha e das mensagens de apoio espontâneo do cidadão, os candidatos cumprimentaram e ouviram das pessoas os seus anseios mais urgentes, esforço esse ampliado pela presença de candidatos da coligação que pleiteiam cargos deputado estadual e deputado federal, além de prefeitos e ex-prefeitos e vereadores da região.

Uma das principais demandas da população de Juazeiro do Norte é por segurança pública. Eunício reforçou o compromisso de cuidar pessoalmente da área, com ações como a reorganização das polícias Militar e Civil, o destravamento das promoções dos servidores e a ampliação do Batalhão Raio. “A situação da segurança pública é dramática. A cada duas horas, um cearense é tragado pela violência. Faremos um combate veemente à violência”, declarou Eunício.

A saúde foi outro tema amplamente citado pela população de Juazeiro do Norte. Apesar de acolher o Hospital Regional do Cariri, o fechamento de leitos nas demais unidades da região e falta de contratação de pessoal são dramas que mostram a precária situação do atendimento de saúde do Estado. A carência de anestesista e de cardiologista, por exemplo, dão o tom da insuficiência no setor. Para Eunício, houve uma inversão total de prioridades, na qual o prédio bonito é mais importante do que o serviço prestado.

“Queremos ser felizes no lugar onde nascemos. E é assim que eu quero que seja no meu Ceará. Vamos levar o desenvolvimento para o Interior, tendo como princípio base o diálogo com as pessoas e a vocação de cada região”, afirmou Eunício. Após a caminhada, os candidatos foram conhecer a sede de um “call center” que emprega 500 jovens de Juazeiro do Norte, em sua maioria universitários que encontraram ali o seu primeiro emprego. Na visita, eles foram acompanhados do prefeito da cidade, Raimundo Macedo.

Na sequência, Eunício e Tasso dirigiram-se até a sede da rádio Tempo FM de Juazeiro do Norte 101,5, onde concederam entrevista aos radialistas Francisco Fabiano e Taciano Clécio. Os candidatos reafirmaram o desejo de resgatar a autoestima do cearense, fazendo um Governo do Estado e uma representação no Senado Federal que cuidem, em primeiro lugar, das pessoas.

Dentista morre em acidente de trânsito em Catarina

Um acidente automobilístico matou o dentista Fabiano Sacilotti, 30 anos, na manhã deste sábado (30). O incidente ocorreu na CE-227, na localidade deBandeira, que fica entre os municípios de Catarina e Arneiroz.  A vítima perdeu o controle do veículo, um Crossfox de cor preta, e capotou em uma curva. Fabiano ainda foi socorrido para o Hospital Dr. Gentil Domingues, mas não resistiu. O dentista era natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, e trabalhava no Centro de Especialidades de Catarina.

Detalhes da pesquisa presidencial que coloca Marina empatada com Dilma

Divulgada ontem, a pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha mostrou o avanço da ex-senadora Marina Silva (PSB), empatada com a presidente Dilma Rousseff (PT), com 34% das intenções de voto. O senador Aécio Neves (PSDB) tem 15% das intenções.
Na divisão regional, Marina tem 35% das intenções de voto no Sudeste, e Dilma aparece na dianteira no Nordeste, com 47%. Hoje, a maioria dos eleitores se concentra no Sudeste, seguida do Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. As informações são do jornal Folha de S. Paulo e do G1
Dilma ganha ainda entre os que recebem até 2 salários mínimos, enquanto Marina tem a preferência dos eleitores que recebem entre 5 e 10 salários mínimos. Os que recebem acima disso preferem Aécio.
Veja nas tabelas a seguir o desempenho dos candidatos entre vários tipos de eleitores: 
1. Resultado por região
CandidatoSudesteNordesteSulNorteCentro-Oeste
Marina Silva (PSB)35%31%32%30%39%
Dilma Rousseff (PT)26%47%32%46%29%
Aécio Neves (PSDB)19%8%18%15%17%
2. Resultado por renda
CandidatoAté 2 salários mínimosEntre 5 e 10 salários mínimosMais de 10 salários mínimos
Marina Silva (PSB)30%44%32%
Dilma Rousseff (PT)41%21%26%
Aécio Neves (PSDB)11%21%33%
3. Resultado por faixa etária
Candidato16 a 24 anos60 anos ou mais
Marina Silva (PSB)42%25%
Dilma Rousseff (PT)31%38%
Aécio Neves (PSDB)13%19%
4. Resultado por escolaridade
CandidatoEnsino superiorEnsino fundamental
Marina Silva (PSB)43%25%
Dilma Rousseff (PT)22%44%
Aécio Neves (PSDB)23%12%
5. Resultado por religião
CandidatoCatólicosEvangélicos pentecostaisEspíritas
Marina Silva (PSB)30%41%44%
Dilma Rousseff (PT)38%30%14%
Aécio Neves (PSDB)18%11%21%

Veja o discurso de Agenor Neto no comício de Quixelô

Um dos momentos marcantes no comício de Quixelô na noite desta sexta-feira,29, onde uma multidão participou do encontro com Eunício e Tasso, foi o discurso de Agenor Neto que bastante emocionado falou sobre a história de luta do seu pai, José Ilo Dantas que transformou Quixelô na sua gestão.

Neste discurso, Agenor Neto apresenta os políticos locais que merecem o apoio do povo quixeloense e fala sobre o combate à compra de votos, assista o vídeo:

Ex-BBB faz de sua cura do câncer a bandeira de campanha

“Oi gente, eu sou a Maria. Venci o BBB e o venci o câncer.”
 
É assim que a candidata a deputada estadual se apresenta na rápida aparição no programa eleitoral de seu partido, o PSC (Partido Social Cristão), que tem o Pastor Everaldo como candidato à Presidência da República.
 
Vestida com camisa social e blazer, Maria Melilo está bem diferente da época na qual se tornou celebridade instantânea. Atriz e modelo, ela se projetou na mídia ao participar do Big Brother Brasil 11, há três anos.
 
O estilo riponga-periguete conquistou o público e ela venceu a competição, levando o prêmio de 1,5 milhão de reais. Em seguida participou das duas temporadas do ‘Casseta & Planeta – Vai Fundo’.
 
Voltou a ganhar espaço na imprensa em novembro do ano passado, quando divulgou sua batalha contra um câncer no fígado. No dia 27 de janeiro, Melilo participou ao vivo de um programa no Terra TV e falou sobre o problema de saúde.
 
“Um câncer a gente nunca sabe de onde vem, mas os anabolizantes com certeza ajudaram no desenvolvimento do tumor. Hoje eu não quero nem chegar perto de hormônios”, declarou, admitindo o uso das substâncias proibidas.
 
A prevenção ao câncer e o tratamento adequado aos pacientes é a principal proposta de campanha da ex-BBB. Maria defende mais equipamentos, exames e remédios a quem está se tratando.
 
O uso de doenças em campanhas eleitorais gera uma discussão interessante. É ou não apelação? Milhares de eleitores podem se identificar com Maria Melilo por enfrentar ou ter enfrentado o mesmo drama pessoal.
 
Se não há problema ético em um candidato cadeirante pedir votos a pessoas em situação semelhante, então, teoricamente, inexiste conflito moral em um ex-paciente de câncer tentar se eleger defendendo cidadãos que enfrentam a mesma doença.
 
Outro aspecto: na propaganda na TV e em todo o material de campanha, Maria Melilo faz esforço flagrante para disfarçar a sensualidade. Temos aí a origem de outro debate. Afinal, mulher naturalmente bonita e sensual não pode ser eleita?

Terra

Charge: olha o fantasma Dilma !


Com Aécio em queda, coordenador cobra mudanças na TV

O ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta sexta-feira (29), após a divulgação da pesquisa Datafolha que os tucanos terão de reavaliar a estratégia. "Éramos a mudança, hoje aparece uma competidora forte, então é hora de parar, analisar, mudar os programas do horário eleitoral para reforçar que somos a oposição e que somos os melhores para fazer as mudanças que o País precisa", afirmou. Goldman disse quem em sua trajetória política de mais de 40 anos já viu muita eleição mudar totalmente em menos de 40 dias. "Mas também já vi quadros que não se alteraram." Por isso ele avalia a necessidade da campanha tucana centrar esforços para tornar Aécio mais conhecido do eleitorado e para mostrar que sua candidatura é a que tem condições de fazer as mudanças que o Brasil precisa. "Precisamos conseguir mostrar à população que quer derrotar o PT que temos mais consistência. Marina entrou forte na disputa, empurrada pelo fluxo da mudança, mas sua candidatura não tem consistência e nem expectativas para o futuro", argumentou o tucano. O coordenador lembra que a presidente Dilma Rousseff também perdeu pontos nas pesquisas com a entrada de Marina como cabeça de chapa do PSB, após o acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos.

A burocracia prejudica o Ceará

No Ceará, há algumas manchas propícias para a agricultura irrigada. São áreas de boas terras que se localizam no médio e no baixo Jaguaribe e nos vales do Curu e Paraipaba. Mas apenas 4,4% dessas áreas estão hoje ocupados e em produção. Ou seja, há nas áreas beneficiadas pela irrigação um latifúndio à espera de quem produza. E o que não falta é gente com dinheiro e com vontade de produzir. E por que isso não acontece? Por causa de várias pedras no caminho - uma das quais, talvez a maior delas, é a secular burocracia do serviço público, que atrasa por anos o que o setor privado resolve em minutos. O caso do Dnocs é exemplo: seus abnegados servidores têm tentado, mas uma força estranha impede que mais empresas produzam em seus perímetros irrigados.

Frase de Eunício em Quixelô

“Esse Governo não respeitada a população. Os cearenses estão com vergonha de dizer que são cearenses. É triste e cruel o que a gente está vendo no interior. Nós temos a obrigação de resgatar o diálogo que foi rompido com a sociedade. Não adianta só prédio e carro bonito. Ouvindo as pessoas, nós estamos aprendendo para fazer o que elas desejam quando estivermos no Governo”.

Declaração de Eunício Oliveira em Quixelô.

A reeleição de Dilma está nas mãos de Lula

Há apenas dois meses, analistas políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) tinham certeza de que nem os maus resultados da economia seriam um obstáculo para uma nova vitória da candidata Dilma Rousseff. O motivo de tal esperança era a força outorgada ao apoio com que contava o carismático ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Existia a convicção de que em plena campanha a presença do ex-sindicalista, que continua sendo o motor do PT e seu líder mais ouvido, poderia ser definitiva para convencer sobretudo o eleitorado de renda mais baixa, mas até mesmo empresários e banqueiros, de que um segundo mandato de sua pupila seria melhor do que o primeiro. Mais ainda: que em tal segundo Governo sua presença seria mais forte e decisiva.
Tudo isso acabou sofrendo uma reviravolta e até posto em dúvida depois da chegada do furacão Marina Silva, nas asas do avião-fantasma da tragédia que acabou com a vida do líder socialista, Eduardo Campos.
As últimas notícias negativas sobre o estado de saúde da economia brasileira, como a entrada em recessão técnica e as previsões de um PIB que poderia beirar o zero, estão convencendo os últimos otimistas do PT, e alguns de seus aliados de Governo mais fiéis, de que a esperança agora de uma vitória de Dilma no segundo turno dependeria exclusivamente da capacidade de Lula, de sua força real para conseguir para ela os votos suficientes para não chegar à segunda tragédia destas eleições, desta vez não sangrenta, mas, sim, com gosto amargo de catástrofe, a de uma derrota histórica do PT.
Trata-se, neste ponto, de uma esperança e de uma incógnita. Lula continua sendo hoje, com efeito, o cabo eleitoral com que todo o candidato às eleições sonharia para si, e se disputasse, em vez de Dilma, poderia talvez ser o único capaz de derrotar sua ex-companheira de partido, Marina. A incógnita é saber se, dado o terremoto que se abateu sobre as eleições, Lula continua ainda com a força capaz de conseguir uma vitória para a candidata que apresentou sempre como a mais preparada, depois dele, para governar o país.
A dificuldade desta vez para o ex-presidente, ainda com grande carisma, consiste em como desconstruir a imagem de Marina, à qual o inconsciente brasileiro se apressou a ver como uma reencarnação feminina da figura de Lula, de sua biografia, de seu carisma, e possuidora de boa parte dos ímpetos que fizeram dele vitorioso.
Uma dificuldade adicional que impediria Lula de atacar Marina, dizem os analistas políticos, é o fato de ter sido Marina a escolhida por ele, em seu primeiro Governo, como ministra do Meio Ambiente, um reconhecimento então de seu valor e de sua capacidade de comandar um ministério que naquele momento estava na mira da atenção internacional, dada a importância ecológica do gigante brasileiro. Trata-se de um país que abriga uma das maiores riquezas naturais do planeta, a começar por contar com um quarto da água potável da Terra, um bem precioso capaz de promover as novas guerras do futuro.
Como poderia hoje Lula acusar Marina, para compará-la com Dilma, de ser uma má gestora? Com Marina, Lula tampouco pode erguer a arma de ser a defensora das elites, algo que lhe seria fácil se o adversário mais perigoso de Dilma fosse o tucano Aécio Neves, que por hora não é.
Para Lula desconstruir Aécio, se fosse necessário, poderia parecer-lhe uma brincadeira de criança. Mas para fazê-lo com Marina, que militou no seu partido, que foi sua ministra e sua amiga pessoal durante 30 anos, e a quem é impossível acusar de direitista, a receita se tornaria mais difícil.
É também difícil para ele atacá-la pelo lado da ética ou dos princípios morais, como pessoa e como política. E menos ainda por falta de projeção internacional, algo que Marina pode exibir no mesmo nível que ele pelos reconhecimentos internacionais conferidos ao seu trabalho como defensora do meio ambiente.
Poderia Lula atacar Marina como despreparada para governar ou por sua falta de experiência administrativa? Mas justamente Lula chegou ao poder sem necessidade desses atributos. Chegou, na época, nas asas do mito e do desejo de mudança da sociedade, exatamente dois componentes que são hoje o capital de Marina, que encarna o desejo de mudança, aberto ou subconsciente, da maioria dos brasileiros. E que, como ocorreu com ele, por méritos ou não dela, transformou Marina nesse mito que se torna necessário e difícil de derrotar nos momentos em que numa sociedade irrompe a comichão de abrir caminhos novos.
Marina acaba sendo, em tantos aspectos, tão parecida com uma boa parte do mito que tornou Lula vitorioso que hoje ele só pode atacá-la atacando a si mesmo. Não por acaso, Marina surpreendeu com seu desejo de poder contar com o apoio dele no caso de uma possível vitória.
Se tudo isso for verdadeiro, o desafio de Lula para convencer a maioria do eleitorado de que o mito e a bandeira da mudança exigidos pela sociedade continuam nas mãos de sua escolhida Dilma se torna hoje duplamente difícil.
Se conseguir, sem a necessidade de se lançar de novo à arena, terá demonstrado que neste país ninguém ainda é capaz de superar a força de seu mito e de sua capacidade de sagacidade política.
Se a luta entre Dilma e Marina começa a ser vista como o enfrentamento bíblico entre o gigante Golias e o pequeno Davi, uma luta aberta entre o gigante Lula e sua ex-discípula Marina seria um duelo não menos sangrento.
Marina é uma espécie de filha política de Lula. Um enfrentamento aberto durante a campanha em curso estaria revestido de tons mais do que políticos, tipicamente edipianos, que deveriam então ser analisados mais pelos psicanalistas do que pelos especialistas em filosofia política.
El País