segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fotógrafo cearense morre ao cair de prédio em Natal


Um turista cearense de passagem por Natal morreu ao cair do 21º andar do Condomínio Jardins do Alto, localizado entre a Avenida Afonso Pena e Rua Ceará-Mirim, em Tirol, zona Leste de Natal. O acidente ocorreu por volta das 11h deste domingo, 26. 

De acordo com informações do Sd. Nascimento, da Polícia Militar, a vítima, André Salgado Sampaio, de 24 anos, estava fotografando os amigos no terraço do edifício, que corresponde ao último pavimento do imóvel. Ainda segundo o militar, o jovem subiu num determinado ponto do prédio para fazer imagens dos amigos que trabalham com música e acabou se desequilibrando e caindo de uma altura que se aproxima dos 100 metros.

O jovem morreu instantaneamente. Na calçada da porta principal do condomínio, na Avenida Afonso Pena, era possível visualizar a câmera fotográfica utilizada durante a sessão de fotografias. Bastante abalados, amigos e parente da vítima não quiseram falar com a imprensa. De acordo com a perícia preliminar realizada pelo Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep), o rapaz sofreu fraturas expostas na perna e na região da virilha e múltiplas fraturas na região interna do corpo. 

De acordo com a página online do jornal cearense O Povo, André Salgado era repórter fotográfico do jornal. O periódico divulgou nota de pesar pelo falecimento. Leia, a seguir, a nota na íntegra:

"Faleceu, no final da manhã deste domingo, o repórter-fotográfico André Salgado, 24 anos. Grande talento da nova geração do jornalismo, ele era um amigo querido na Redação do O POVO por sua intensa alegria e vontade de viver. Sua partida precoce será muito sentida por todos nós, que fazemos O POVO".

Tribuna do Norte

domingo, 26 de maio de 2013

Transnordestina vai atrasar 5 anos e custar quase o dobro

Uma das grandes promessasdogoverno Lula, a Ferrovia Transnordestina não chegou nem àmetade, mas já teve seu orçamento ampliado de R$ 4,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões, informam Renée Pereira e David Friedlander. Como,por contrato,ovalor é corrigido pela inflação, já estariaemR$8bilhões. Além da correção do preço,umacordo que acaba de ser fechado entre aUnião e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), queassumiuaobra,tambémestende o prazo de entrega de 2010 para dezembrode2015eampliaaconcessão emmais30anos,a partirde2027,quando vence o prazo original. O contrato vale desde 1997 e,emrazão dosatrasos, a empresa perdeu 16 anos de concessão semexploraraferrovia.ATransnordestina ligará o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).


Neymar pede liberação da Seleção para se despedir da Vila no sábado


Neymar não quer que sua despedida do Santos tenha sido no empate sem gols com o Flamengo, neste domingo, em Brasília. O atacante solicita à Seleção Brasileira que seja liberado para enfrentar o Grêmio no sábado, pelo Campeonato Brasileiro, e possa dar adeus ao clube atuando na Vila Belmiro.

A revelação do pedido do astro foi feita por seu empresário, Wagner Ribeiro. "Só depende da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Se a CBF liberar, possivelmente seu jogo de despedida na Vila será no próximo sábado", informou Ribeiro neste domingo, em entrevista à TV Gazeta.

De acordo com o agente, a solicitação de uma partida no estádio do Santos foi definida ainda na madrugada de sexta-feira. "É a vontade do Neymar essa despedida na Vila, e do presidente e dos diretores do Santos", afirmou Wagner Ribeiro.

Terra

Morre o empresário Roberto Civita, presidente do Grupo Abril


Morreu neste domingo (26), aos 76 anos, o empresário Roberto Civita, filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril. Roberto Civita estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo. O motivo da internação e a causa do falecimento não foram divulgados pela assessoria do hospital e nem pela família.

Roberto Civita estava no comando da companhia há mais de duas décadas, período em que a empresa diversificou seus negócios, tornando-se um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina. O grupo é responsável pela publicação das  revistas Veja, Exame, Nova e Quatro Rodas, entre outras.

Tesoura nos ministérios do PMDB


A irritação com o corte no Orçamento das pastas geridas pelo partido. Para que o internauta compreenda, apenas o Turismo perdeu mais de 70% da verba. O Desenvolvimento Agrário, petista, ficou com mais recursos (R$ 2,9 bi) que a peemedebista Agricultura (R$ 1,6 bi). 

Resultados do Brasileirão 2013


Sábado (25/05)

Vitória-BA 2x2 Internacional-RS

Vasco-RJ 1x0 Portuguesa-SP

Corinthians-SP 1x1 Botafogo-RJ

Domingo (26/06)

Ponte Preta-SP 0x2 São Paulo-SP

Santos-SP 0x0 Flamengo-RJ

Grêmio-RS 2x0 Náutico-PE

Criciuma-SC 3x1 Bahia-BA

Fluminense-RJ 2x1 Atlético-PR

Coritiba-PR 2x1 Atlético-MG

Cruzeiro-MG 5x0 Goiás-GO


Próxima rodada

Atlético-PR x Cruzeiro-MG

São Paulo-SP x Vasco-RJ

Botafogo-RJ x Santos-SP

Bahia-BA x Coritiba-PR

Náutico-PE x Vitória-BA

Flamengo-RJ x Ponte Preta-SP

Atlético-MG x Grêmio-RS

Goiás-GO x Corinthians-SP

Portuguesa-SP x Fluminense-RJ

Internacional-RS x Criciuma-SC

Cresce no PMDB a aversão à aliança com Dilma


Gente que conhece o PMDB por dentro e sabe fazer contas acha que Dilma Rousseff pode ter uma surpresa em 2014. Avalia-se que, com seu estilo, a presidente produziu no PMDB devastação semelhante à produzida pelo tornado que varreu há uma semana a região metropolitana de Oklahoma City, nos EUA.

Em conversa com o repórter Jorge Bastos Moreno, Dilma tratou como favas contadas a renovação da aliança PT-PMDB. “É matéria vencida”, disse. Não é bem assim. Um amigo do vice-presidente Michel Temer, membro da Executiva nacional do PMDB, afirma: se a decisão tivesse de ser tomada hoje, a aliança correria riscos.

A convenção que decidirá o destino do PMDB federal tem 523 delegados. Alguns votam mais de uma vez. A maior delegação vem do Rio: 51 delegados, com direito a 74 votos. Desafiado pelo PT no Estado, o governador Sérgio Cabral ameaça retaliar no plano nacional.

A segunda maior delegação virá de Minas: 41 convencionais, com 62 votos. Ao nomear o deputado Toninho Andrade para a pasta da Agricultura, Dilma imaginou que havia pacificado o PMDB mineiro. Ao atrair 199 assinaturas para um pedido de CPI da Petrobras, o deputado Leonardo Quintão desfez a ilusão.

Candidato do PMDB a prefeito de Belo Horizonte em 2012, Quintão abriu mão da postulação para que o partido pudesse apoiar, a pedido de Dilma, o PT de Patrus Ananias. O deputado imaginou-se credor de um ministério. Não levou.

Para complicar, a presidente da Petrobras, Graça Foster, desalojou da diretoria Internacional da estatal Jorge Zelada, um apadrinhado do PMDB de Minas. O partido imaginou que indicaria o substituto. Com o respaldo de Dilma, Graça preferiu cuidar, ela própria, da área internacional, que passou a acumular com a presidência.

Dono da terceira maior delegacão de convencionais –35 delegados, com 54 votos— o PMDB do Ceará é comandado pelo líder do partido no Senado, Eunício Oliveira. Candidato ao governo do Estado, Eunício está às turras com o PT cearense. Em privado, prevê que a realidade local contagiará a cena nacional.

O Paraná tem 37 convencionais, dois a mais do que o Ceará. Porém, tomada pela quantidade de votos (47), a delegação paranaense está na quarta posição. Nesse Estado, o PMDB está dividido basicamente em dois grupos. Um gravita na órbita do governo tucano de Beto Richa. Outro, comandado pelo senador Roberto Requião, torce o nariz para a ministra petista Gleisi Hoffmann (Casa Civil), candidata de Dilma ao governo do Paraná.

Com 32 delegados e 44 votos, a delegação de Santa Catarina é a quinta maior. Sob influência do ex-governador Luiz Henrique, hoje senador, o PMDB catarinense apoiou a candidatura presidencial de José Serra em 2010. A aliança PT-PMDB enfrenta dificuldades em pelo menos outras cinco praças: Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Em 2010, ao acomodar Temer no gabinete de vice, o PMDB imaginou que  seria alçado ao Nirvana – como os monges budistas chamam o estado de libertação do sofrimento. Dissemina-se no partido a impressão de que ocorreu o oposto. Na definição de um dos deputados mais influentes na bancada, “Temer tornou-se um representante do governo no PMDB, não um homem do PMDB no governo.”

Dito de outro modo: Temer traz para o partido as demandas do governo. Porém, na visão das bancadas, Temer não leva para o governo os pedidos do partido. No Planalto, demoniza-se o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Ignora-se, porém, uma evidência: o poder do desafeto de Dilma cresce na proporção direta do aumento da insatisfação da bancada que ele lidera.

Em suas conversas privadas Temer costuma perguntar aos peemedebistas que torcem o nariz para a renovação da aliança com Dilma: Qual é a alternativa? O caldo só não entornou por que a questão ainda não foi respondida. Vários diretórios estaduais do PMDB consideram a hipótese de abrir seus palaques para Aécio Neves (PSDB) ou Eduardo Campos (PSB).

Isso já é muito ruim para Dilma. Mas ficará muito pior se o azedume crescer a ponto de ameaçar a entrega do tempo de propaganda do PMDB no rádio e na tevê para a campanha reeleitoral da presidente petista.

Blog do Josias

Inscrições para o Enem terminam nesta segunda-feira


Terminam nesta segunda-feira (27), às 23h59, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os interessados em fazer a prova devem se inscrever no site do Enem. Aqueles que já fizeram a inscrição e ainda não pagaram têm até quarta-feira (29) para fazê-lo. A inscrição só será confirmada após o pagamento. Segundo o último balanço do Ministério da Educação (MEC), mais de 5 milhões se inscreveram até essa sexta-feira (24). A expectativa é que o número de candidatos ultrapasse 6 milhões.

Para fazer a inscrição, o candidato deve ter em mãos os números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e do documento de identidade. Será cobrada uma taxa de R$ 35. Estudantes que concluírem o ensino médio em escolas públicas no ano de 2013 e participantes com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo estão isentos da taxa de inscrição. Aqueles que solicitarem a isenção deverão dispor dos documentos que comprovem a renda. No caso de isenção, a confirmação da inscrição ocorrerá após comprovados os dados fornecidos.

PSDB vai pedir investigação do MP sobre 'declarações falsas' da Caixa


O senador Álvaro Dias, vice-líder do PSDB no Senado, confirmou na noite desta sexta-feira que o partido vai protocolar na segunda-feira uma representação junto à Procuradoria Geral da República para que o Ministério Público investigue supostas irregularidades da Caixa Econômica Federal na gestão do programa Bolsa Família. Em entrevista por telefone, o senador disse que o banco divulgou informações falsas, o que caracteriza crime de falsidade ideológica.

Congresso discute projeto para enquadrar religiões em uma mesma legislação


Está prestes a ser analisado pelo Senado um projeto de lei que pode mudar o dia a dia de religiosos de todos os credos do país. Se aprovado, adeptos do candomblé, do espiritismo e do judaísmo, por exemplo, poderão ter isenções fiscais, incluir capelães nas Forças Armadas e celebrar casamentos, direitos hoje usufruídos apenas pela Igreja Católica. A proposta, entretanto, não encontra consenso entre juristas e representantes das diversas religiões. Ainda assim, já existem assinaturas suficientes para a proposição de requerimento de urgência para levar o texto diretamente ao plenário da Casa, e um acordo de líderes para que a proposta seja analisada até o fim deste mês.

O projeto é patrocinado no Congresso pela Igreja Universal do Reino de Deus. O autor, o deputado George Hilton (PRB-MG), e o senador que conseguiu assinaturas para o requerimento de urgência, Eduardo Lopes (PRB-RJ), são pastores da entidade. Para Hilton, a aprovação da proposta é imperativa, já que existe uma lei semelhante para a Igreja Católica. “Com o advento do estatuto com a Santa Sé, criou-se a figura de uma instituição superior, com privilégios em relação às outras. A laicidade do Estado foi ferida”, justifica o deputado. Embora defenda que seu projeto contemple a todas as matrizes religiosas e assegure que mesmo “as pequenas se tornem grandes”, ele reconhece que algumas podem não ser integralmente beneficiadas. “Obviamente que, em um país de maioria cristã,  muitos dos pressupostos daquela lei vão atender, naturalmente, em maior intensidade, as religiões de matriz cristã”, diz.

A tentativa de enquadrar todas as religiões em uma mesma legislação é o principal ponto de discordância entre representantes do candomblé, do espiritismo e até das Igrejas presbiterianas. “Mesmo estando espalhados em todo o território nacional, vamos ter diferentes visões. Não temos como uniformizar esse olhar teológico das casas e das estruturas de candomblé e umbanda”, exemplificou Francisco Aires Afonso Filho, representante do candomblé. “O cuidado que a gente tem que ter ao debater projetos como esse é o de não aprovar lei que, em vez de se tornar algo que gere o respeito, a unidade e a liberdade já garantida por lei, crie intrigas”, contestou Cilene Nobre, da Igreja Presbiteriana Unida.

Para o advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Hugo Sarubbi, o texto se equivoca ao querer, de forma simplista, estender os direitos garantidos aos católicos para todos. “O Acordo Brasil-Santa Sé foi realmente moldado para a relação que se dá entre esses dois Estados,   que se amparam em um código de direito canônico também secular, com normas próprias, específicas da Igreja”, explicou. “Essa forma apressada de tentar pegar o Acordo Brasil-Santa Sé, retirar a expressão ‘Igreja Católica’ e trocar por ‘confissões religiosas’, de fato, não foi a melhor maneira”, completou.

EM

Marca do governo Dilma é retrocesso ambiental, diz Marina Silva


Principal liderança da Rede Sustentabilidade, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou neste domingo, 26, que a principal marca do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tem sido a do retrocesso ambiental, enquanto a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a inclusão social e a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a estabilidade econômica.

"É no governo dela que tiraram as competências do Ibama para fiscalizar desmatamento e é no governo dela que se aprovou uma lei para dar poderes a ela para diminuir as unidades de conservação já criadas por outros governos", enumerou, para salientar que "já foram diminuídos cerca de 86 mil hectares para favorecer o licenciamento de hidrelétricas".

Marina lembrou ainda que na gestão de Dilma "se mudou o Código Florestal para anistiar quem desmatou ilegalmente 40 milhões de hectares de floresta". Ao mesmo tempo, revelou esperar que o quadro mude. "Ela (Dilma) ainda tem um ano e pouco para deixar sua própria marca e eu torço para que não seja a marca do retrocesso ambiental".

Marina conversou com os jornalistas durante passeio pelo Brique da Redenção, feira de antiguidades e ponto de encontro dos porto-alegrenses aos domingos, enquanto seus apoiadores colhiam assinaturas para a legalização de seu partido. A ex-ministra mostrou-se satisfeita porque a campanha já colheu 400 mil adesões e previu que a meta de 550 mil assinaturas será atingida até o final de junho. Ela chegou ao Rio Grande do Sul na sexta-feira à noite, quando participou de uma reunião de contadores em Bento Gonçalves. No sábado visitou uma feira ecológica em Porto Alegre. No domingo, além de visitar o Brique, reuniu-se com militantes da nova agremiação política. Nesta segunda-feira deve fazer uma visita de cortesia ao governador Tarso Genro.

Ao falar com os jornalistas, Marina tratou sua candidatura à Presidência da República em 2014 apenas como "uma possibilidade" e ressalvou que não quer fazer essa antecipação porque entende que é um erro antecipar a campanha eleitoral para um ano que deveria ser de debate de ideias e alinhamentos programáticos.

"Neste momento, estamos focados em três coisas: nas assinaturas para viabilizar a Rede Sustentabilidade, no esforço da discussão programática, porque queremos fazer um congresso da Rede em setembro, e obviamente, no esforço político do combate ao casuísmo, porque estão criando mecanismos para evitar que tenhamos acesso ao rádio e à televisão para divulgar as nossas ideias e ao fundo partidário, coisa que não foi feita para o partido do (Gilberto) Kassab (ex-prefeito de São Paulo), o PSD", ressaltou, em uma referência à proposta de restrições para a criação de novos partidos que tramita no Congresso.

Ao final da entrevista, Marina insistiu na defesa de uma mudança na política que preveja programas de longo prazo, que não mudem conforme a alternância de governos. "A agenda é essa, vamos persistir na energia limpa renovável e segura. O Brasil já tem 45% de matriz energética limpa. Esta é a agenda do Brasil para os próximos 20, 30, 40 anos".

Estado

Senadores sem votos custam caro aos eleitores brasileiros


O Senado repassa ao contribuinte, mensalmente, uma conta de quase R$ 450 mil só para pagar os subsídios de 16 suplentes que exercem os mandatos de senadores sem terem recebidos um voto sequer nas urnas. Cada um deles recebe R$ 26,7 mil por mês. Isso, sem contar a cota para o exercício do mandato, que pode chegar a R$ 44 mil mensais, dependendo do estado do parlamentar.
Somado a isso, basta exercer o cargo por um período de seis meses — o mandato de senador dura oito anos —, e o suplente terá direito a regalias vitalícias: atendimento médico e odontológico para o senador, seu cônjuge e seus dependentes, no valor anual de R$ 33 mil, além de aposentadoria e pensão civil para a família.
Em 2014, o número de suplentes pode chegar a quase um terço do total de 81 senadores. Ao menos dez senadores eleitos pelo voto deverão se licenciar do mandato para concorrer às eleições aos governos de seus estados. Tradicionalmente, os senadores tiram licenças superiores a 120 dias antes das eleições, justamente para que seus suplentes adquiram o direito a todas as benesses, fora a oportunidade de aparecer. Assim, mesmo quando o titular que não é eleito retoma seu mandato, o suplente volta para casa com os bolsos mais cheios e se torna, em pouco tempo, uma autoridade local.
Quase sempre figuras obscuras para o eleitor e, na maioria das vezes, sem passado político, alguns suplentes só se tornaram conhecidos pelo sobrenome ilustre de parentes, por suas proezas em outras áreas ou por envolvimento em escândalos. Nessa última categoria, pode-se incluir Wilder Moraes (DEM-GO), suplente do senador cassado Demóstenes Torres.
Wilder investiu R$ 700 mil na campanha de Demóstenes e ficou conhecido, ano passado, no auge do escândalo, por ser o marido traído da atual mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Tímido e milionário, Wilder faz parte da Comissão de Infraestrutura, mas não tem se destacado. Até agora, o empreiteiro continua mais famoso por sua novela amorosa pessoal, mas, segundo sua assessoria, pretende continuar se dedicando à política quando terminar o mandato que herdou.
Esse não é o caso de Edison Lobão Filho (PMDB-MA). Filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, desde 2010 Edinho, como é conhecido, mantém aquecida a cadeira para o pai. Mais de uma vez o suplente já demonstrou que seu negócio não é a política e, em entrevista recente, disse que vai “ceder sua vaga “aos mais vocacionados para a missão”. Empresário das áreas imobiliária e de comunicação, Edinho nunca foi eleito e assumiu o mandato do pai em meio a denúncias de corrupção. Mesmo sem “jeito para a política”, ganhou este ano um cargo poderoso: presidente da Comissão Mista de Orçamento.
Zezé Perrella (PDT-MG) é suplente de senador e herdou um mandato quase inteiro, mas critica o “nepotismo” na escolha dos suplentes, caso de Edison Lobão e Edison Lobão Filho (PMDB-MA). O senador, cujo nome é mais conhecido entre os fanáticos por futebol — foi presidente do Cruzeiro durante 17 anos —, assumiu a vaga conquistada nas urnas pelo ex-presidente Itamar Franco apenas seis meses depois da posse, quando ele morreu.
Perrella já foi deputado estadual, federal e candidato ao Senado, defende veto a suplentes da mesma família do titular:
— Se der qualquer problema, a família continua no poder.
Outro suplente que virou titular e conseguiu um papel de destaque no Senado é Gim Argello (PTB-DF). Próximo de Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato no primeiro semestre de 2007 para escapar da cassação do mandato sob suspeitas de corrupção, Gim, mesmo sem votos, se tornou líder partidário e alega ser interlocutor privilegiado do Palácio do Planalto — o que é negado por fontes palacianas.
Todos os suplentes que exercem o mandato por mais de 180 dias e participam de sessão deliberativa no plenário ou em comissões do Senado, são contemplados com os mesmos benefícios daqueles que receberam milhares, às vezes, milhões de votos. No caso da aposentadoria, basta que o suplente contribua para o plano de previdência parlamentar e complete 35 anos de contribuição e 60 anos de idade para ter acesso. Além disso, a pensão civil deixada por um ex-senador aposentado, mesmo que tenha sido suplente, é de 50% para o cônjuge e 10% para cada filho menor.
A assessoria do Senado diz que não há distinção entre suplente e senador eleito. Por esse motivo, a Casa não possui um levantamento dos gastos anuais com pagamento de benefícios aos que não estão mais no exercício do mandato: “Uma vez que assume o mandato, o suplente se torna senador da República, com todas as prerrogativas.”

O Globo