segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Acrísio desiste da disputa pela presidência da Câmara



Na última semana antes da eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal, o grupo de sete vereadores formado por PT e PR resolveu apostar em mudança. O atual presidente da Casa, Acrísio Sena (PT), retirou seu nome da disputa para apoiar Adelmo Martins (PR). O próprio Adelmo, porém, reconhece que a missão é difícil frente ao favoritismo de Walter Cavalcante (PMDB), nome apoiado pela base de Roberto Cláudio (PSB). “Hoje ele tem maioria, mas algumas pessoas no grupo dele estão descontentes, dizendo que podem mudar”, afirma Adelmo.  
Segundo ele, até mesmo membros do PMDB não estariam totalmente satisfeitos com o atual cenário. É nisso que o grupo que apoia Adelmo se apega para articular durante toda esta semana e levar adiante a candidatura. “A gente vai ficar conversando com as pessoas que estão insatisfeitas e ver se realmente tem condições de alguns deles virem para o nosso lado”, diz Adelmo.
Segundo ele, parte da estratégia será deixar claro aos demais vereadores que a candidatura dele não significaria uma mesa de oposição a RC, tanto que o PT não deve integrar a chapa. “Temos cinco lugares na mesa para oferecer aos partidos”, explica Adelmo, acrescentando que ele próprio não pretende fazer oposição a RC e sim ter uma postura “independente”.

A principal queixa do bloco PT/PR para não compor a chapa apresentada por Walter é de que a proporcionalidade dos partidos não foi respeitada. “Me chamaram para ser vogal. Eu disse que não gosto nem de consoante, imagine de vogal”, diz Adelmo. O vogal é um suplente da mesa e considerado cargo de pouca importância entre os vereadores. 
E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

O grupo formado por PT e PR aposta no descontentamento de alguns membros do grupo de Walter para tentar atrair mais apoio a Adelmo. Não há mais sessões este ano. Assim, haverá mais tempo para as conversas de bastidores.
 Serviço 
Eleição para a mesa diretora da Câmara
Quando: 1º de janeiro, às 17h
Onde: Câmara Municipal (rua Dr. Thompson Bulcão, 830 - Patriolino Ribeiro)
Informações: (85) 3444.8300

O POVO

domingo, 23 de dezembro de 2012

Conheça os dez parlamentares mais influentes de 2012


Com a resposta de 51 dos 100 cabeças do Congresso, o Diap concluiu a pesquisa que elegeu os “Dez parlamentares mais influentes de 2012”. São seis deputados e quatro senadores, conforme segue:
Posição
   Nome
Nº de votos
Status
Deputado Marco Maia (PT-RS)
30
Presidente da Câmara
Senador José Sarney   (PMDB-AP)
25
Presidente do Senado
Deputado Henrique Eduardo   Alves (PMDB-RN)
24
Líder do PMDB na Câmara
Senador Renan Calheiros   (PMDB-AL)
23
Líder do PMDB no Senado
Deputado Arlindo Chinaglia   (PT-SP)
22
Líder do Governo na Câmara
Senador Aécio Neves   (PSDB-MG)
17
Ex-presidente da Câmara
Deputado Antonio Carlos   Magalhães Neto (DEM-BA)
15
Líder do DEM na Câmara
Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE)
12
Líder do PSDB na Câmara
Senador Romero Jucá   (PMDB-RR)
12
Ex-Líder do Governo
10º
Deputado Cândido Vaccarezza   (PT-SP)
11
Ex-Líder do Governo na   Câmara
Analisando o resultado da votação conclui-se que a ocupação de posto institucional na estrutura da Casa, no presente ou no passsado, é determinante para ser considerado influente. Todos, incluindo o presidenciável Aécio Neves, ex-presidente da Câmara, exercem ou já exerceram postos de relevo no Congresso, tais como a presidência de uma das Casas, a liderança de partidária ou liderança do Governo. 
Foram eleitos os mais influentes os presidente das duas Casas do Congresso, Marco Maia, presidente da Câmara, e José Sarney, presidente do Senado; os lideres partidários da Câmara, Henrique Alves, do PMDB, ACM Neto, do DEM, e Bruno Araújo, do PSDB; o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros; o líder do Governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, e atual relator–geral do orçamento e ex-líder do Governo no Senado, Romero Jucá, e ex-lider do Governo na Câmara, Candido Vaccarezza; e o senador e presidenciável do PSDB, Aécio Neves.
Entre os eleitos na edição de 2012, com exceção do deputado Bruno Araujo, do PSDB de Pernambuco, que figura pela primeira vez entre os Dez mais influentes do Congresso, os outros já foram indicados por seus pares em edições anteriores. Sarney já figurou 12 vezes. Arlindo Chinaglia seis vezes. Renan Calheiros e Romero Jucá, cinco vez cada. Aécio Neves, cinco vezes, sendo quatro como deputado. Henrique Alves e ACM Neto, quatro vez cada. Candidato Vaccarezza figura pela terceira vez e Marco Maia pela segunda.
Um segundo grupo influente, que vai do 11ª ao 19ª posição, estão o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, e o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro; o senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB de São Paulo; o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias; o deputado Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás; o líder do Governo no Senado, Eduardo Braga; o líder do DEM no Senado, José Agripino; o deputado Miro Teixeira, do PDT do Rio de Janeiro; e o ex-líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira.

George Bush pai completa um mês internado e deve passar Natal hospitalizado


O ex-presidente americano George H. W. Bush completou neste domingo um mês hospitalizado por causa de uma bronquite e deverá passar o Natal internado, já que, segundo seus médicos, ainda precisa se fortalecer antes de receber alta.
Os médicos permanecem otimistas sobre sua evolução, mas estão sendo "cuidadosos" com a saúde de Bush pai, segundo indicou um porta-voz do Hospital Metodista de Houston (Texas) George Kovacik, através de comunicado.
O ex-presidente, de 88 anos, foi internado no dia 23 de novembro, dia de Ação de Graças, por causa de uma bronquite. O porta-voz de Bush, Jim McGrath, afirmou na quinta-feira que o ex-mandatário americano poderia receber alta a tempo de passar o Natal com a família.
George H. W. Bush foi vice-presidente por dois mandatos durante a presidência de Ronald Reagan e foi presidente entre 1989 e 1993.
Terra

Jornal revela 'mensalinho' de R$ 50 mil da CBF às federações para manter apoio


Desde 1993, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) distribui ajuda financeira às 27 federações estaduais e assim consegue manter o apoio irrestrito de suas afiliadas. A prática foi definida como 'mensalinho' pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A contribuição da entidade às federações começou com o valor de R$ 8 mil, em 1993, na gestão de Ricardo Teixeira. Na época, as afiliadas tinham a obrigação de divulgar a distribuição de gastos. Atualmente, sob o comando de José Maria Marin, o repasse é de R$ 50 mil, sem a necessidade de detalhar o uso do montante.
De acordo com a publicação, somente as federações do Sergipe, Maranhão, Paraná, Piauí, Espírito Santo, Ceará e Amazonas discriminam o valor em seus balanços, enquanto a Gaúcha é a única que recusa o 'mensalinho'. 
Além do valor fixo de R$ 50 mil, a entidade faz outros tipos de 'doações' e 'repasses' às afiliadas. Dessa forma, o aporte representou 89% da receita total da federação sergipana no ano passado. Assim, de R$ 1,21 milhão recebido, R$ 1,1 mi veio da CBF. A paranaense foi a que mais recebeu o maior valor: R$ 1,2 milhão.
A ajuda financeira vinda da entidade afaga possíveis rebeldias das afiliadas. No começo deste ano, quando surgiram boatos sobre a saída de Ricardo Teixeira, as federações de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal queriam uma nova eleição para a presidência da CBF. Teixeira garantiu a distribuição de R$ 100 mil para cada uma, chamou o ato de "participação nos lucros" e acalmou os ânimos. 
O último ato do ex-presidente deu tranquilidade para Marin assumir na figura de vice mais vellho, sem a necessidade de eleições para a presidência.
IG

    Marina Silva pode lançar partido em janeiro, diz jornal


    A corrida presidencial de 2014 começa, enfim, a ganhar alguns contornos mais nítidos. E, segundo reportagem da Folha de São Paulo deste domingo, há grandes chances da ex-senadora Marina Silva fazer parte dela.

    Citando aliados da provável candidata, a reportagem afirma que Marina deve decidir sobre a criação de um novo partido até o final de janeiro. Por lei, a nova sigla deve ser registrada até um ano antes das eleições. Entre os requisitos está a apresentação de uma lista de apoio assinada por cerca de 500 mil eleitores. 

    Em pesquisa da Datafolha, divulgada em dezembro, Marina Silva perderia apenas para Dilma Rousseff e Lula e ficaria com o segundo lugar no pleito. No total, ela teria de 13% a 18% das intenções de voto. 

    EXAME

    Dilma deve fazer sete viagens internacionais em 2013


    A presidente Dilma Rousseff retoma sua agenda internacional no fim de janeiro de 2013, quando participa  da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia, em Santiago, capital chilena. Até setembro, Dilma deve ir a pelo menos seis países: Chile, Guiné Equatorial, África do Sul, Índia, Rússia e Estados Unidos, informa a Agência Brasil. A presidenta passará o Natal e o Ano-Novo no Brasil. Ela pretende ficar em Brasília no Natal e ir para a Base Naval de Aratu, na Bahia. A agenda internacional da presidente costuma ser alterada com frequência, pois há convites que surgem de última hora e fatores internos que acabam interferindo, como questões que ela quer acompanhar de perto. Porém, a cada fim de ano é organizada uma agenda com uma série de programações. Em setembro, Dilma tem programadas duas viagens internacionais. Numa delas, no fim do mês, participa da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. Tradicionalmente, ela é a primeira a discursar.

    O capital político de Dilma e as incertezas de 2013


    Os últimos números sobre a avaliação da presidente Dilma Rousseff, indicando que surfa em altíssima popularidade junto à sociedade, revelam aspectos interessantes em relação ao perfil traçado, ainda na campanha, para a gestora do País. Um ponto, e talvez o principal a ser destacado, é que grande parte dessa aceitação se deve ao bom momento da economia, com pleno emprego e, por consequência, geração de renda para as classes menos favorecidas. Outro fator é que se a então chefe da Casa Civil do ex-presidente Lula, antes tida como a gerentona que garantiria ao País a entrada em outro patamar de desenvolvimento, não conseguiu ainda dar mostras concretas dessa característica, ela agora assume papel mais voltado à área social, graças ao aprofundamento de programas voltados a esse foco. 
    Mas se a política e a economia se complementam no contexto geral de atendimento das demandas da sociedade, é impossível traçar um quadro para 2013 no Brasil, sem ter em perspectiva as vulnerabilidades a que o atual governo está exposto, principalmente diante às ameaças externas. Nesse sentido, as projeções econômicas apontam que a crise na Zona do Euro seja estabilizada em 2013. Mas isso não é garantia de que os países atingidos pelo mau momento na Europa, voltem imediatamente à rota do crescimento econômico vigoroso em virtude dos elevados níveis de endividamento e pelos programas de ajuste fiscal em curso e, principalmente, pelo risco financeiro ainda presente nas economias mais fragilizadas como Grécia, Espanha, Irlanda, Itália e Portugal, que contemplam elevados índices de desemprego.
    Como reflexo disso, no caso do Brasil, não teremos apenas desafios para 2013 e 2014, mas sim para os próximos 30 anos. Por isso mesmo, destaque-se ser de curto prazo a necessidade de retornar o mais rápido possível ao equilíbrio das contas fiscais e à realização de investimentos em áreas estratégicas. É consenso, ainda, que, para termos crescimento vigoroso e sustentável, o governo terá de melhorar a qualidade dos seus gastos correntes, criar condições para o aumento de produtividade, aprimorar os marcos regulatórios, promover uma reforma tributária, investir na educação e na qualificação de mão de obra e criar condições para a efetiva eliminação de gargalos de infraestrutura. Tudo isso, todavia, não é tarefa fácil de ser executada.
    A disputa em torno dos royalties do petróleo é um exemplo típico do quanto a economia é influenciada pelo jogo político e de como o vento muda rápido na esfera dos interesses políticos. Prova disso é a indefinição sobre as reformas estruturais que a sociedade anseia há anos para permitir ao Brasil avançar no seu crescimento. O ano que se inicia, além disso, antecede a 2014, quando se sabe que é praticamente morto em termos de decisões. O panorama político, portanto, apesar da popularidade hoje em alta da presidente, não é garantia de um 2013 tranquilo, caso surjam turbulências na economia, reservando muito mais incertezas do que garantias para a presidente Dilma e o Brasil.
    O POVO

    El País: Dilma e Joaquim Barbosa estão entre as personalidades do ano


    Uma relação das cem personalidades do ano divulgada neste domingo pelo jornal espanhol El País traz dois brasileiros apontados como líderes de destaque mundial em 2012: “a poderosa presidente” Dilma Rousseff e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do julgamento do mensalão.
    “Sua trajetória marca um antes e depois na história da Justiça brasileira”, afirma o jornal. A reportagem diz que Barbosa “não tremeu o pulso na hora de promover duras condenações contra os que foram íntimos colaboradores de seu mentor”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O jornal ressalta a “história de superação” do magistrado que “tinha tudo para engrossar as estatísticas da desigualdade no Brasil” e chegou à presidência da mais alta Corte brasileira.
    “O ano de 2012 foi bom para Dilma Rousseff e ruim para o Brasil”, começa o El País, ao traçar o perfil da “poderosa presidente”. A publicação ressalta que Dilma aparece em todas as listas das mulheres mais “poderosas, admiradas e célebres do mundo” ao lado da chanceler alemã Angela Merkel e da secretária de Estado americana Hillary Clinton (ambas não aparecem na lista). O diário faz um paralelo entre o bom momento da presidente e o “crescimento econômico anêmico” do Brasil registrado em 2012, após “o ‘boom’” do ano passado. Destaca “escândalos de corrupção a granel” e a revelação de que explorar o petróleo do pré-sal será mais cara e demorada do que o governo pensava.

    As cem personalidades escolhidas pelo jornal são divididas em categorias. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, encabeça a relação dos 13 líderes mundiais, que traz ainda Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e o juiz espanhol Baltazar Garzón. Pesquisadores, políticos, estrelas, criadores, cidadãos e esportistas são apontados pelo jornal. Além de Dilma e Barbosa, a modelo brasileira Gisele Bündchen também é citada.
    JB

    Luizianne sem espaço para estar na posse de Roberto Claudio

    Surpreenderá a todos se a prefeita Luizianne Lins for transmitir o cargo a seu sucessor, Roberto Cláudio, no próximo dia 1º de janeiro. Todos os gestos e atitudes dela, até agora, dão uma certeza de não querer encontrar, no ambiente festivo que será a posse, pessoas como o próprio prefeito eleito, o governador Cid Gomes, o deputado Ivo Gomes e o ex-ministro Ciro, além de não ter espaço para fazer um discurso tecendo loas à sua administração, em razão de saber que o novo prefeito tem o diagnóstico da herança deixada.

    A Prefeitura de Fortaleza está quebrada. Não há consistência em nenhum dos argumentos apresentados pela prefeita Luizianne Lins, para deixar de promover o Réveillon deste ano. O único motivo de inviabilização da festa, sempre patrocinada pela Prefeitura da Capital, foi o resultado adverso da eleição de outubro passado, ao impor uma derrota ao candidato patrocinado pela chefe do Executivo da cidade, obrigando-a a rearrumar a administração, mais golpeada ainda ao longo da campanha eleitoral pelos compromissos políticos da época, resultando em ônus ao erário.

    Bancar
    Em outra oportunidade já nos reportamos sobre a questão. Lá atrás, quando Luizianne disse que precisaria de garantias do futuro prefeito, Roberto Cláudio, para fazer os gastos com a festa, pelo fato de no dia seguinte à sua realização não ser mais a chefe dos ordenadores de despesas, já deixou implícito não estar economicamente em condições de bancar o evento, sabedora que é das exigências dos seus atores: cantores, músicos e afins, em qualquer momento do ano ou local do País, dentre elas, reclamar o pagamento antecipado, sem o qual não sobem ao palco para o show.

    E a Prefeitura de Fortaleza, hoje, não tem recurso para bancar qualquer despesa extra. Está a própria prefeita, nos seus últimos dias de mandato, desenvolvendo um grande esforço para conseguir a liberação de alguma verba federal a fim de cobrir despesas feitas sem a devida garantia de pagamento. Fosse outra a situação política, Luizianne entregando o cargo a um seu correligionário, a situação seria diferente, pois a continuidade do Governo facilitaria os meios de superação da crise. E no discurso para os incautos, o quadro pintado seria de maravilha, distante de uma transição para permitir que parte da realidade viesse ao conhecimento da população, como acontece agora.

    A propósito, fosse o senhor Eudoro Santana, o coordenador da equipe de transição apresentada pelo prefeito eleito Roberto Cláudio, aquele Eudoro dos discursos contundentes na Assembleia Legislativa ou nos palanques de outrora, a coletiva de imprensa da última terça-feira, para anunciar o fim dos trabalhos da equipe com os representantes da prefeita, teria feito um relato do já apurado, mais o conseguido de outros servidores, bastante contundente e arrasador para a atual gestão.

    O secretariado municipal, a partir de janeiro, por decisão do prefeito Roberto Cláudio, não como se fosse fazer uma caça às bruxas, mas para começar sendo transparente, terá que dizer ao fortalezense como está a situação de cada um dos setores da administração de forma pedagógica e realista. Não com a finalidade de execrar a gestão finda, nem tampouco com o sentido de justificar, antecipadamente, uma razão para atrasar a execução do projeto governamental tão publicizado no curso da campanha eleitoral, como ocorreu em 2005, quando a Prefeitura deixou de ser administrada pelo PMDB, e passou ao comando do Partido dos Trabalhadores.

    Desgastes
    Como se não bastasse o desnudar da administração de Luizianne, para enfraquecê-la politicamente, o apoio logístico e financeiro que o Governo do Estado dará à nova administração de Fortaleza vai ampliar o desgaste da petista. A festa do Réveillon, anunciada pelo governador Cid Gomes ao lado do prefeito Roberto Cláudio, na última quinta-feira, afiança este raciocínio e em termos de resultados é muito bom para a população, ao tempo que política e eleitoralmente beneficiará tanto ao governador quanto ao prefeito.

    Favorece ao governador a confirmação do seu interesse em ajudar Fortaleza, e não o fazia pela resistência de Luizianne. E para o prefeito, o benefício é maior ainda pois para ele serão creditados os benefícios auferidos pela população com a parceria.

    SecretariadoA indicação de técnicos para o comando das Secretarias Regionais, na próxima administração municipal, de pronto afastará do controle de vereadores esse importante setor do Governo da Capital, apesar de o futuro prefeito fazer questão de dizer que prestigiará a Câmara Municipal e a seus integrantes.


    Diário do Nordeste

    Presidência gasta R$ 12,2 mil com cartões de Natal; STF paga o mesmo por 4 poltronas

    Influenciada pelo espírito natalino, a Presidência da República reservou R$ 12,2 mil para a compra de cartões de Natal. Foram adquiridos seis mil cartões confeccionados em papel couchê fosco e texto escrito em dourado, ao custo de R$ 1,32 cada, e seis mil envelopes padronizados para cada cartão. Além disso, o valor inclui ainda a compra de 785 cartões com preço de R$ 1,02 cada, informa reportagem do portal Contas Abertas. Segundo a matéria, assinada pelo jornalista Guilherme Oliveira, a Câmara dos Deputados prepara um novo livro da série Perfis Parlamentares, uma coletânea de biografias de importantes políticos brasileiros e empenhou R$ 30 mil para contratar o historiador paraibano José Octávio de Arruda Mello, que será o responsável pela elaboração da obra. A contratação, informa o texto, foi feita com dispensa de licitação sob a justificativa de que se trata de contratação de profissional com notório saber e importância em sua área. 

    A biografia será de Samuel Duarte, ex-deputado federal, presidente da Câmara nos anos 40 e governador da Paraíba por duas semanas em 1945. Ele se juntará, na série de livros, a figuras como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Getúlio Vargas e Joaquim Nabuco, que já tiveram suas biografias escritas para a coletânea da Casa. No Poder Judiciário, os custos com renovação de mobiliário e aparelhos também foi apontado pelo Contas Abertas. Ainda segundo o portal, o Supremo Tribunal Federal (STF) empenhou R$ 12,2 mil para a compra de quatro novas poltronas, de espaldares altos e sem apoio para cabeça – diferente daquelas encontradas no plenário do tribunal e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá 23 novos refrigeradores, ao custo total de R$ 16,3 mil. Cada um deles comporta entre 260 e 300 litros.

    Em meio a tantas prioridades, o CE tem pressa de crescer em 2013

    "Quando se atua para suplantar desequilíbrios regionais e desigualdades sociais, tudo é prioritário. Assim, no Ceará, todo dia é dia de avançarmos no caminho em busca do desenvolvimento socioeconômico que vem transformando o nosso Estado, fazendo-o crescer bem mais que o resto do País e possibilitando-lhe exportar ´know how´ em áreas como educação, segurança e política desenvolvimentista. Ao término de mais um ano de desafios e conquistas, parece oportuno fazermos rápido balanço do quanto caminhamos, em 2012, na consecução das metas propostas aos cearenses para este quadriênio administrativo, e lançarmos um olhar para o ano que se aproxima, mirando os novos alvos a serem alcançados.

    Citaria aqui alguns itens de uma imensa pauta, sem a preocupação de escaloná-los pela importância ou cronologia. Enquanto entregamos a Arena Castelão - o maior estádio do Norte e Nordeste e o primeiro a ser concluído para a Copa de 2014 - demos início às obras civis da Companhia Siderúrgica do Pecém, que se traduz em investimento de US$ 4,5 bi, capaz de gerar 17 mil empregos. Também foram inaugurados a linha sul do Metrô de Fortaleza, o Aeroporto de Aracati e o Centro de Eventos do Ceará, que movimentará o turismo mesmo na chamada baixa estação, gerando, no período de 12 meses, 87,6 mil empregos na cadeia produtiva, R$ 318 milhões em salários e mais R$ 186 milhões em tributos para o Estado. Noutra seara, estamos entregando a primeira etapa da ETA Oeste, que solucionará o problema de abastecimento de água na Região Metropolitana de Fortaleza, e assinamos ordem de serviço da primeira etapa do Cinturão das Águas, que circundará o Estado com água para abastecimento humano e industrial. O ciclo de inaugurações não se encerra porque, permanentemente, o Ceará está plantando novas pedras fundamentais. Em 2013, pretendemos dar início às obras da linha leste do Metrô e o Estado está fazendo todo o esforço possível para assistir ao início das obras da Refinaria Premium, no Pecém. Na mesma agenda, colocamos a inauguração, já em janeiro, do Hospital Regional Norte, em Sobral (o maior do interior do Nordeste, com 382 leitos, onde foram investidos R$ 230 milhões) e a ZPE, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O Trecho 5 do Eixão das Águas será concluído e terão início as obras civis do Acquario, que estimulará extraordinariamente o turismo em Fortaleza e revitalizará a Praia de Iracema.

    Por todos os meios, seguiremos, no próximo ano, investindo em educação básica e profissional, em segurança, habitação, saúde e lazer, num esforço permanente para melhorar as condições de vida do cearense. Ao contrário de tempos idos, em que os ganhos resultantes do crescimento econômico eram sistematicamente postergados, hoje, no Ceará, esses dividendos passam a beneficiar, de imediato a população, elevando o nível de renda e construindo oportunidades sociais para todos", assinala o governador Cid Gomes.

    Novo prefeito elenca desafios
    "Termino o ano de 2012 com a imensa felicidade de ter sido escolhido pela nossa gente para comandar os destinos de Fortaleza, a quinta maior cidade do País. Uma missão que traz enorme senso de responsabilidade acerca dos desafios que se apresentam a partir de 2013.

    Além de um sistema de saúde precário, de um trânsito cada dia mais complicado e de um enorme déficit habitacional, temos em Fortaleza um sistema educacional que está em penúltimo lugar entre os municípios cearenses. Portanto, os desafios são grandes, mas temos muita disposição para enfrentá-los.

    Vamos priorizar a questão da saúde, colocando pra funcionar direito os postos de saúde, que são as unidades primárias de atendimento. Para isso, vamos visitar todas as unidades, já oferecendo resolução para os problemas, desde os mais simples, passando pela falta de medicamento e as necessidade de reformas estruturais. Em seguida, vamos reestruturar o sistema de saúde municipal, construindo 11 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e seis policlínicas, em parceria com o governador Cid Gomes e com a presidenta Dilma.

    Mobilidade urbana

    Vamos ainda criar uma força tarefa para acelerar as obras de mobilidade urbana prevista para a Copa do Mundo, mas que serão obras definitivas para a nossa cidade. Queremos ainda implantar o Bilhete Único nos primeiros seis meses da gestão, assegurando a implementação dos corredores exclusivos de ônibus (BRTs), de modo a melhorar o transporte público e oferecer mais conforto aos trabalhadores e trabalhadoras. Vamos ampliar os investimentos em educação e cultura, garantindo a implantação gradativa das escolas com educação em tempo integral, trazendo as creches que foram oferecidas pelo Governo Federal, mas que infelizmente não foram construídas, alem de garantir uma política cultural efetiva para Fortaleza. Enfim, queremos iniciar em 2013 uma gestão comprometida com a cidade, que dialogue com todos os setores da sociedade, empresários, professores, sindicalistas, profissionais liberais, intelectuais e, com isso, colha contribuições para a melhoria de vida de toda a população. Vamos construir uma Fortaleza empreendedora e inovadora, que possa gerar emprego e renda para sua gente e construir oportunidades de inclusão para todos", diz Roberto Cláudio.

    Diário do Nordeste

    Medo de prisão levou presidente da CBF à renúncia


    Numa tarde-noite do final de novembro de 2001, Ricardo Teixeira recebeu no escritório de sua casa, no Itanhangá, bairro nobre da zona oeste do Rio, seu principal aliado: Eduardo Viana. Lacônico, ele comunicou ao então presidente da Federação Carioca de Futebol a decisão de renunciar à presidência da Confederação Brasileira. A carta já estava redigida. Teixeira contava com o aval da família, do ex-sogro João Havelange e da cúpula da Fifa.
    As consequências de duas CPIs que investigavam o futebol brasileiro desde o início de 2000 ainda eram incertas e Teixeira ouviu de advogados amigos os prováveis desdobramentos das denúncias que o incriminavam. Temia ser preso.
    Esse fato, revelado apenas agora, se manteve em segredo em razão de um compromisso assumido pelos presentes àquele encontro. O "fico" se deu após uma manifestação inesperada de Viana, doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele interrompeu Teixeira com furor, improvisou um discurso de defesa que sobressaiu pela eloquência e, num gesto que mesclou audácia e autoridade, rasgou o documento.
    Para Viana, a CBF dispunha de expedientes suficientes para evitar a condenação de Teixeira. "O Ricardo já estava com toda a mudança pronta para Miami. Era só comprar as passagens", contou ao Estado o tio dele, Marco Antonio Teixeira, que na época respondia pela secretaria-geral da CBF.
    Dez anos e quatro meses mais tarde, desgastado novamente com uma avalanche de denúncias, que o colocavam no centro de escândalos de corrupção, Ricardo Teixeira optou pela segunda, e definitiva, renúncia. A leitura da nova carta, em 12 de março deste ano, representou o primeiro ato de José Maria Marin na presidência da CBF e marcou a mais surpreendente mudança de rumo na história da entidade.
    Desde o início de 2011, Teixeira enfrentava dois sérios problemas políticos. Um deles, interno. Após oito anos de convivência em harmonia com Lula, ele notava uma clara intenção de Dilma Rousseff em mantê-lo à distância. Esse constrangimento crescente imposto pelo Palácio do Planalto teve seu auge num evento promovido pela Fifa no Rio, em 30 de julho do ano passado. Num salão improvisado na Marina da Glória, a presidente ignorou Teixeira e exigiu do cerimonial que os dois não se sentassem lado a lado.
    A relação da CBF com o PT começou com algumas indefinições tão logo Lula chegou ao poder em 2002. Por semanas, Teixeira e seus assessores se perguntavam sobre como o novo presidente da República reagiria à onda de denúncias que estampavam a fachada do prédio da CBF e o perfil de seu principal dirigente. Aos poucos, porém, Lula se posicionou como um parceiro fiel de Teixeira e o ajudou a trazer a Copa de 2014 para o Brasil. Com Dilma, o canal direto com o Planalto acabou.
    Ricardo Teixeira também vivia acuado por causa de desavenças com o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Os dois travavam uma disputa não declarada pela sucessão na entidade. Publicamente, Teixeira apoiava a reeleição do suíço. Mas a situação se agravou após entrevista do dirigente da CBF publicada pela revista Piauí, em julho do ano passado. Ao reiterar que votaria em Blatter, foi imediatamente repreendido pela filha caçula, de 11 anos. Ingenuamente, ela perguntou ao pai por que tinha mudado de opinião, pois dizia em casa que seu candidato era o catariano Mohammad Bin Hammam.
    "Foi um tiro no peito", resumiu Marco Antonio Teixeira, adversário político do sobrinho desde que foi demitido por ele da CBF em janeiro. "Ali, naquele ato falho, o Ricardo passou recibo."
    Desde então, Blatter passou a ter um só objetivo em relação a Teixeira: eliminá-lo do futebol. O dirigente suíço ameaçava facilitar a divulgação de documentos em poder da Justiça de seu país, os quais poderiam esclarecer o envolvimento de Teixeira e João Havelange numa transação fraudulenta entre a Fifa e a empresa de marketing esportivo ISL nos anos 90.
    Somavam-se a isso outras denúncias contra Teixeira. A mais recente refere-se a possíveis desvios de recursos públicos nos contratos de comercialização do amistoso entre Brasil x Portugal, em novembro de 2008, em Brasília. Há duas investigações em curso sobre o caso. Uma sob a responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. A outra corre na 16.ª Delegacia de Polícia do Rio e apura se o ex-presidente da CBF teria cometido, neste caso, crimes de lavagem de dinheiro, evasão fiscal, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
    Se em 2001 Teixeira contava com dois escudeiros de peso, Eduardo Viana e Nabi Abi Chedid, um de seus vices mais próximos na CBF, ele teve de atravessar o novo período de turbulência praticamente isolado. Viana e Chedid morreram em 2006. No mesmo ano, o dirigente ensaiou uma aproximação com Marco Polo Del Nero, a quem convidou para chefiar a delegação do País no Mundial da Alemanha. Mas passou a se reunir mais amiúde com o atual presidente da Federação Paulista de Futebol somente no final do ano passado, já diante de um cenário de perspectivas sombrias.
    Alvo de críticas intensas de uma parcela da imprensa, Teixeira começou a se preparar a partir de agosto de 2011 para deixar o País e se fixar em Miami, onde possui uma casa de luxo num condomínio em Boca Raton. Primeiro, se desfez de suas cabeças de gado holandês e de seu pequeno negócio de laticínios na Fazenda Santa Rosa, em Piraí, interior do Rio. Também vendeu um lote numa área muito valorizada (Jardim Pernambuco) no bairro do Leblon, zona sul carioca.
    Demitiu funcionários particulares e elegeu José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, agora também vice da CBF, como seus dois grandes parceiros. Fechou com eles acordo para receber salário como consultor da entidade - R$ 120 mil por mês - e ainda reivindicou que despesas suas relacionadas a custos judiciais, entre outras, contassem com o aporte da confederação.
    Teixeira deixou a CBF e também a presidência do Comitê Organizador do Mundial de 2014, em março, pelo mesmo motivo que redigiu sua primeira carta-renúncia, em 2001: o temor de ser preso.
    Nove meses depois de trocar o glamour de uma agenda repleta de encontros com políticos e empresários influentes por uma vida mais reservada na Flórida, faz questão de se manter bem informado apenas sobre os grandes negócios da CBF - há contratos em vigor com 11 patrocinadores, o que representa uma receita anual à entidade de cerca de R$ 350 milhões.
    O sonho de presidir a Copa e dirigir a Fifa está enterrado. Mas Teixeira vai continuar a atuar nos bastidores da CBF, a fim de garantir, daqui a dois anos, a eleição de Marco Polo Del Nero, provável sucessor de José Maria Marin.
    Estadão