A moda dura pouco tempo no Japão, pelo menos quando se trata de instrumentos para fotografar a si mesmo. Na principal rede social do país, a Sina Weibo, proliferam fotos de japoneses que trocaram o pau de selfie pelo pé de selfie. A técnica é baseada em tirar foto com os pés e requer habilidade para fotografar. É preciso ainda certa mobilidade para conseguir as imagens perfeitas, sem esquecer de programar o disparo por meio do aplicativo de foto - não é possível apertar o botão para tirar a foto. A impressão que fica com o 'pé de selfie' é de que outra pessoa tirou a foto.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Impeachment não é uma questão que se deseja, acontece, diz FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu na manhã desta quarta-feira (13), em Nova York, o aprofundamento das investigações de corrupção no Brasil, para que o País saiba “a verdade”. Segundo ele, os problemas atuais não começaram na gestão Dilma Rousseff. “Esses mal feitos vêm de outro governo, isso tem que deixar bem claro. Vem do governo Lula, começou aí”, declarou em entrevista em Nova York, referindo-se a Luiz Inácio Lula da Silva.
FHC ressaltou que o impeachment não pode ser discutido em abstrato e depende da comprovação de vínculo entre o governante e irregularidades. “Impeachment não é uma questão que se deseja, acontece. E quando é que ele acontece? Quando o povo não aguenta mais e quando há uma ligação concreta entre quem está ocupando o poder e o mal-feito”, afirmou.
Em seminário com empresários, FHC apresentou uma visão otimista do Brasil e ressaltou que não se deve temer crises “eventuais” ou “conjunturais”. Em sua avaliação, o país se aproxima de um entendimento que leve à sua regeneração. “Nós temos certa capacidade de negociação, de chegar um certo momento e dizer ‘Não dá. Basta. Nós somos todos brasileiros, vamos nos entender.’ Nós estamos chegando a um momento próximo a isso no Brasil.”
Mas ele ressaltou que há condições a serem cumpridas para que esse “entendimento” seja possível. Entre elas, enumerou “a verdade” e “passar o País a limpo”. Para isso, é preciso aprofundar as investigações sobre corrupção. “O País não pode ficar na dúvida, sobre quem é responsável pelo quê”, afirmou. “Vai chegar o momento em que o Brasil vai querer saber a verdade. O que aconteceu mesmo.”
O ex-presidente também defendeu a reforma do sistema político, o estabelecimento de consenso sobre medidas para que o país volte a crescer e o respeito às regras democráticas.
“Não estou pensando em pactuar com o governo. É preciso que o País se regenere. Não é um acordo da cúpula. É uma mudança da atitude do Brasil”, disse, quando questionado se a defensa de entendimento não significa compactuar com o governo. “Quanto ao fato de eles tentarem me desconstituir durante 12 anos, agora eles têm de morder a língua”, acrescentou, em referência às críticas do PT à suposta herança maldita recebida dos tucanos.
(Fonte: Estadão Conteúdo)
Agenor Neto propõe “Pacto pela Saúde”
O deputado Agenor Neto (PMDB), procurou as lideranças dos principais partidos na Assembleia Legislativa após um debate radical e que não vai resolver o problema e apresentou a proposta aos parlamentares de situação e oposição para que sentem à mesa para formatar o “Pacto pela Saúde”, com a presença também de representantes do governo e da Secretaria da Saúde.
“Isso tem que ser feito sem demora, porque saúde são vidas humanas em jogo e elas não podem esperar. A demora pela solução custa vidas, sofrimento para as famílias. Não podemos ficar aguardando a nomeação de um secretário enquanto pessoas estão morrendo por falta de atendimento, de medicamentos”, explicou Agenor Neto.
Roberto Moreira
Vereadores deitam no chão para protestar contra bancos em Caruaru
Nesta quarta-feira (13), uma Comissão Especial Parlamentar, formada pelos vereadores Gilberto de Dora (PSB), Carlinhos da Ceaca (PPS), Rodrigues da Ceaca (PRTB), Rosimery da Apodec (DEM) e Duda do Vassoural (DEM), participou de uma ação de protesto contra o atendimento que os bancos prestam aos clientes em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Veja a reportagem exibida pelo TV Jornal Meio-Dia na TV Jornal no interior.
Brasil fica em 60º em ranking mundial da educação
O maior ranking mundial de educação foi divulgado nesta quarta-feira (13) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e trouxe países asiáticos no topo da lista. O primeiro lugar foi ocupado por Cingapura, seguido por Hong Kong— região administrativa especial da China— e pela Coreia do Sul. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ficou na parte baixa da tabela, ocupando a 60ª posição, próximo de nações africanas. A última colocação do ranking ficou com Gana, na África.
Outros três países sul-americanos ficaram entre os 15 últimos colocados: Argentina (62ª), Colombia (67ª) e Peru (71ª). O ranking foi estabelecido com base em resultados de testes de matemática e ciências aplicados nesses países. Além dos resultados Pisa, foram analisados o TIMSS— dos EUA— e o TERCE, aplicado em países da América Latina.
“Esta é a primeira vez que temos uma escala verdadeiramente global sobre a qualidade da educação. A ideia é dar a mais países, ricos e pobres, a possibilidade de comparar a si mesmos com os líderes mundiais em educação para descobrir seus pontos fracos e fortes e ver o ganhos econômicos a longo prazo gerados pela melhoria da qualidade da educação”, afirmou o diretor educacional da OCDE, Andreas Schleicher.
De acordo com o relatório, os índices de educação de um país podem sinalizar os ganhos econômicos que essas nações terão a longo prazo. Além disso, o país que hoje ocupa o primeiro lugar da lista, Cingapura, já registrou altos níveis de analfabetismo na década de 60, o que é visto como um exemplo de que o progresso educacional é possível mesmo em pouco tempo.
“Políticas e práticas educativas deficientes deixam muitos países em um permanente estado de recessão econômica”, conclui o relatório.
O ranking será apresentado oficialmente na próxima semana, durante o Fórum Mundial de Educação, na Coreia do Sul, quando líderes mundiais irão se reunir para traçar novas metas para educação. Os últimos objetivos foram estabelecidos há 15 anos e alguns deles, como fornecer ensino primário a todas as crianças, ainda não foram atingidos.
O Globo
Odorico Monteiro rejeita convite de Camilo para assumir Secretaria de Saúde
O governador Camilo Santana continua enfrentando dificuldades para encontrar um nome para substituir Carlile Lavor na Secretaria de Saúde do Estado. O médico pediu demissão no início da semana passada, após alegar falta de autonomia e diálogo na pasta.
Agora, o deputado federal Odorico Monteiro, chegou a ser convidado por Camilo, mas rejeitou a proposta. Odorico também é médico, e nos anos 90, foi Secretário de Saúde dos municípios de Icapuí, Quixadá e Sobral.
Exerceu o mesmo cargo em Fortaleza/CE (2005 a 2008); e foi presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde.Atualmente a Secretaria de Saúde do Estado está sob o comando do secretário Adjunto Henrique Javi.
Ceará News 7
Condenado a 200 anos de prisão, Beira Mar enfrenta novo julgamento nesta quarta
O traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira Mar, já foi condenado a cerca de 200 anos de prisão por diversos crimes, mas voltará ao banco dos réus nesta quarta-feira (13). Acusado de ter liderado uma guerra de facções dentro do presídio de segurança máxima Bangu I e matado quatro traficantes de grupos rivais, em 2002, ele enfrentará um júri popular a partir das 13h, no 1º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. Em 2013, de acordo com o G1, Beira Mar foi condenado a 80 anos de reclusão por homicídio e tentativa de homicídio. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, antes disso ele já somava 69 anos e meio em condenações na capital fluminense, além de outros 120 anos em outros estados. Atualmente, Fernandinho Beira Mar está preso em uma unidade de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná.
Governo estuda aumentar taxa de inscrição do Enem deste ano
Estudantes que querem fazer o Enem em 2015 podem ter que arcar com uma taxa de inscrição maior que a dos últimos anos. Segundo a Folha de S. Paulo, em meio às discussões de ajuste fiscal, o tema foi debatido durante um encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação Renato Janine na última quinta-feira (7), no Palácio do Planalto. Desde 2004, o valor da taxa de inscrição é de R$ 35. Se a inflação oficial do período fosse considerada, ela chegaria a pouco mais de R$ 62. O valor para inscrição do exame deste ano deve ser anunciado até a próxima semana, no edital do Enem 2015. Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, o impacto de um possível aumento só será sentido por uma pequena parcela dos estudantes. Em 2014, apenas 26,48% dos 8,7 milhões de inscritos pagaram. São isentos da taxa alunos da rede pública do último ano do ensino médio e pessoas com renda familiar de até 1,5 salário mínimo.
Projeto de reforma política acaba com reeleição, mas mantém financiamento privado
A Câmara dos Deputados fechou nesta terça-feira (12) o texto-base da comissão de reforma política, que deve ser votado pelo grupo na próxima segunda (18) e levado ao plenário na outra semana. Entre as mudanças propostas, estão o fim da reeleição e a unificação dos pleitos para governadores e prefeitos, que devem passar a ter mandatos de cinco anos. Com isso, haveria uma “eleição-tampão” em 2016, em que os prefeitos passariam apenas dois anos à frente da gestão municipal. Neste caso, apenas os eleitos para primeiro mandato no próximo ano poderiam tentar a reeleição em 2018. Se aprovada, esta mudança afeta diretamente o cenário político baiano: as negociações para a vaga de vice do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), perderiam importância – já que, na eventual eleição do democrata para governador, o vice não assumiria mais a prefeitura. O deputado baiano Benito Gama (PTB) revelou à coluna Tempo Presente que a proposta ainda prevê o financiamento privado de campanha, questão polêmica nas últimas eleições. Mas com uma diferença: empresas com contratos com o governo não poderão doar dinheiro para nenhum candidato. Além disso, a reforma daria um prazo de 180 dias para que políticos insatisfeitos com seus partidos possam migrar para outras legendas. O que, segundo a coluna, agradaria a muita gente do cenário baiano.
Lula critica Dilma por condução do ajuste fiscal
Em um evento fechado na terça-feira (12), com jovens sindicalistas em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modo como a presidente Dilma Rousseff tem conduzido a articulação do ajuste fiscal no Congresso. Embora tenha defendido o pacote de reequilíbrio financeiro do governo, considerado por ele necessário, o ex-presidente classificou como "um erro" o fato de a proposta que restringe o acesso ao seguro-desemprego ter sido incluída em uma medida provisória. "Devia ter chamado o movimento sindical e feito um acordo", disse Lula após ser questionado sobre o assunto por um sindicalista. A fala do ex-presidente ocorre pouco menos de uma semana após a aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória 665 e às vésperas da votação da MP 664, que também faz parte do pacote do ajuste fiscal de Dilma e altera regras para acesso à pensão por morte e ao auxílio-doença. Alvo de críticas dos movimentos sindicais, tradicionalmente aliados ao PT, as medidas do ajuste fiscal têm causado desgaste do governo Dilma com o setor. A MP 665 estabelece que o seguro-desemprego só poderá ser solicitado pela primeira vez após 12 meses de trabalho. Pela segunda vez, a partir de nove meses, e pela terceira vez, com seis meses de trabalho. Antes, a primeira solicitação podia ser feita após seis meses de trabalho.
Estadão
‘Corredômetro’ indica 397 pacientes sem leitos em Fortaleza
O ‘Corredômetro’ desta terça-feira (12) registra 397 pacientes sem leitos, ‘acomodados’ em corredores de hospitais de emergência de Fortaleza (conforme imagem ao lado). Além de pacientes em situações indignas, os médicos também padecem, com expressivo desgaste físico e emocional, pela falta de estrutura (física e material) e de segurança das Unidades, bem como salários atrasados, como é caso dos médicos da emergência do Hospital Geral (HGF), que estão sem receber salários desde o último mês de março.
O Sindicato dos Médicos do Ceará já esteve reunido com os profissionais nessa situação, que são contratados pela Cooperativa dos Médicos Emergencistas (Cemerge), bem como com diretores da referida entidade, buscando deliberar uma solução para que tais pagamentos sejam regularizados.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará
Opinião: modelo de gestão fracassado na Saúde do Ceará
Não será fácil para o Ceará contornar a crise de grandes proporções instalada no sistema de saúde do Estado. Os problemas são diversos. Sim, o drama é nacional, mas ganhou relevo especial no Ceará. Em outros estados, não há registro de pacientes sendo atendidos no piso de unidades hospitalares. Também não há registros da expansão do sarampo, uma doença grave que deveria estar sob controle e que empurra para baixo os índices de saúde do Brasil.
A gestão das políticas de saúde do Ceará tem se mostrado desastrosa. A opção pelo crescimento estrutural do setor público gerou uma crise de financiamento. Não é racional o sistema que precisa transportar (ida e volta) os médicos de avião todos os dias para fazer funcionar o hospital regional de Sobral.
A gestão do sistema hospitalar público do Ceará, incluindo Upas, está há anos sob controle de uma organização social denominada ISGH, que já foi comandada pelo novo secretário da Saúde, Henrique Javi. O ISGH é regido por um regime legal diferenciado que lhe permite mais liberdade de ação e, ao mesmo tempo, baixo índice de transparência e controle social.
Nas poucas explicações que concedeu acerca de sua saída da pasta, o médico Carlile Lavor deixou nas entrelinhas algumas suspeitas que recaem sobre os profissionais que há anos controlam o dia a dia da Secretaria. É provável que estivesse falando do ISGH e da burocracia que gerencia o sistema de internamento hospitalar.
Em uma entrevista, Lavor chegou a apontar a “incapacidade de coordenação dos profissionais que integram o órgão” como um dos motivos de sua saída. Noutro momento, disse que a “Saúde tem vários problemas e é essencial que haja uma coordenação muito tranquila para levar adiante as ações. Como os pensamentos na Secretaria são muito diferentes, isso criou muita dificuldade”.
Atentem que raramente Lavor reclamou de recursos financeiros. São elementos suficientes que chamam a atenção para um modelo de gestão que fracassou. É uma pena que o ex-secretário não tenha sido mais claro e objetivo. Teria dado uma contribuição importante para desvendar os problemas administrativos que levaram o sistema ao estrangulamento.
O POVO
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