O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou a senadora Marta Suplicy (sem partido) como "aliada", após encontro que ambos tiveram na última terça-feira (5). Marta participou de um encontro entre a bancada federal e Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, evento não divulgado pela assessoria do governo. "Recebi a bancada federal, deputados e senadores, e conversamos sobre projetos de lei que estão tramitando no Congresso Nacional", disse o governador de São Paulo. Alckmin acrescentou que está bem sintonizado com a bancada e disse que além de Marta, José Serra (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB) costumam participar dessas reuniões. Na terça, no entanto, os dois tucanos não participaram, de acordo com ISTOÉ. Questionado se Alckmin considerava Marta uma aliada, ele foi categórico: "Claro". A senadora se desfiliou do PT em abril, depois de atacar o partido e a presidente Dilma Rousseff. Marta tem sido cortejada pelo PSB, que ofereceu candidatura à prefeitura de São Paulo em 2016 e é da base aliada de Alckmin em São Paulo. O governador negou que a reunião de terça tenha sido para tratar de questões eleitorais.
O parlamentar disse que teve orgulho de ver a arquibancada lotada e do futebol que foi apresentado em campo pelos dois times, “que lutaram de forma guerreira e transformaram a disputa em uma partida emocionante. Uma festa de extrema alegria para a torcida", afirmou. Elmano repudiou, entretanto, a violência ocorrida no campo após o final do jogo. "É da cultura do nosso povo entrar em campo quando o time ganha. Mas não faz parte da cultura do nosso povo quebrar arquibancadas e agredir jogador do time adversário", destacou.
O deputado lembrou que essa atitude é crime e que está previsto no Estatuto do Torcedor, com reclusão de um a dois anos para quem cometer a infração. Para impedir que esses atos continuem acontecendo, o parlamentar informou que vai apresentar um requerimento sugerindo ao Governo do Estado a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras nos torcedores que promovem atos de vandalismo, causando dano ao patrimônio e violência nos estádios.
“Com isso, será separado o joio do trigo, e o torcedor que vai ao estádio para assistir aos jogos terá a tranquilidade de admirar apenas um bom futebol”, acentuou. Conforme explicou o petista, “dessa forma será possível monitorar e impedir não só a entrada dessas pessoas nos estádios, mas que fiquem no entorno do estádio e nos terminais de ônibus, colocando em risco a vida de pessoas que estão ali apenas para ir à igreja ou ao culto e não têm nada a ver com a briga de torcidas”.
O deputado lembrou ainda que este ano haverá jogos com 40, 50 mil torcedores, e que a medida poderá garantir segurança aos torcedores que querem apenas assistir o bom futebol.






