sábado, 13 de setembro de 2014

Agenor Neto fala com a juventude, explica projetos de segurança e situação dos Camilianos

Encontro com os jovens no comitê de Eunício Oliveira

Dia movimentado para o candidato a deputado estadual Agenor Neto nesta sexta-feira, 12. Após participar de uma caminhada na manhã pelas ruas de Jaguaretama, o líder político da região Centro-Sul voltou a participar de novas ações.
Por volta das 18h teve um encontro com mais de 200 funcionários no Centro de Distribuição da Zenir, por quase uma hora, Agenor Neto expôs seus projetos e respondeu a várias perguntas.
Em relação a segurança, o presidente em exercício do PMDB do Ceará destacou que o estado precisa de novos investimentos em pessoas e não em material como foi realizado pelo governo atual, " a cidade mais violeta do mundo era Nova York e isto mudou, o que aconteceu lá? Queremos trazer o que existe de melhor no mundo para combater a violência, não é apenas colocar carros novos nas ruas, e sim investir no ser humano e trazer as melhores experiências em tecnologia no mundo para que possamos ter a vitória sobre este problema", disse.
Outro questionamento que aconteceu durante a reunião foi em relação ao caso do Camilianos que afirmam não ter recebido o dinheiro de contratos com a Prefeitura de Iguatu, " trouxemos os Camilianos porque são o que existe de melhor em relação a direção de hospitais no Brasil, mas aqui os resultados não são satisfatórios. Estão faltando médicos, e eles colocaram no HRI profissionais que tínhamos afastado na minha gestão, temos um acerto com os valores de quase R$ 1 milhão e 200 mil reais por mês, sendo que deste valor cerca de R$ 600 mil reais seria do bloco Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC) do governo federal, e o restante do valor seria pago pelo governo estadual e prefeitura de Iguatu, mas a produção dos Camilianos não chega nem a R$ 400 mil  e está sobrecarregando a gestão atual do Aderilo Alcântara, não existe rompimento de contrato, mas estamos em conversação para que se chegue a um denominador comum, queremos os Camilianos no HRI , mas precisa de modificações isto é claro", destacou Agenor Neto.
Encontro com funcionários de Zenir

Após este momento um novo encontro foi realizado, desta vez no comitê da campanha de Eunício Oliveira que está localizado na Rua José de Alencar, onde Agenor Neto falou para mais de 2 mil jovens que acompanharam atentamente suas palavras. “Outro dia me questionaram sobre o que eu achava dos protestos feitos por milhares de pessoas recentemente. Se eu fosse jovem, não tenham nenhuma dúvida de que estaria participando dessas manifestações. Temos duas maneiras de participar da política, uma é protestando e outra é integrando a vida político-partidária. Por essa razão, peço o empenho desta juventude que é tão relevante. Vamos trabalhar, por este meu projeto, que tem como fundamento melhorar a vida das pessoas, quero com a ajuda de todos levar para o Ceará os projetos que foram sucesso em Iguatu e isto todos aqui sabem do que podemos fazer, com esta garra e determinação desta juventude espero ter esta vitória", finalizou. 

Marina Silva chora ao falar das críticas do ex-presidente Lula


A ex-senadora Marina Silva (PSB), que virou alvo de uma série de ataques desde que entrou na disputa ao Planalto, fez um desabafo e chorou ao falar sobre as críticas que recebeu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi aliada por 24 anos.


"Eu não posso controlar o que Lula pode fazer contra mim, mas posso controlar que não quero fazer nada contra ele", disse ao jornal Folha de S. Paulo. Emocionada, Marina disse ser quase impossível acreditar que o petista esteja fazendo isso, mas demonstrou que ainda nutre admiração pelo ex-presidente. 

"Quero fazer coisas em favor do que lá atrás aprendi, inclusive com ele [Lula], que a gente não deveria se render à mentira, ao preconceito, e que a esperança iria vencer o medo. Continuo acreditando nessas mesmas coisas", afirmou.

Ceará News 7

No rastro do dinheiro da Propinobrás, aparece o nome de Cid Gomes que nega envolvimento

Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.
Pic_Petrobras.jpg
HOMEM BOMBA
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
depôs novamente à PF, na última semana, e apresentou
novos nomes envolvidos no escândalo

Já se sabia que dessa lista faziam parte figuras graúdas da República, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP, Romero Jucá, senador do PMDB, Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT, João Pizzolatti, deputado federal do PP, e Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP, e até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado. No entanto, a relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).
01.jpg
O DOLEIRO AMEAÇA FALAR
Envolvido na Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, que também
está preso, tem sido pressionado a contar tudo, em troca de benefícios

Na semana passada, as investigações avançaram sobre o rastreamento do dinheiro desviado. Os levantamentos preliminares já confirmaram que boa parte da lista de parlamentares e chefes de governos estaduais contemplada, segundo o delator, pelo propinoduto da Petrobras, tem conexão direta com as empresas envolvidas no esquema da estatal. Levantamento feito na prestação de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que cinco empreiteiras acusadas de participar do esquema este ano doaram quase R$ 90 milhões a políticos relacionados ao escândalo. Procuradas por ISTOÉ, as empresas envolvidas respondem em uníssono que as doações “seguem rigorosamente a legislação eleitoral”. A PF, no entanto, apura a origem dos recursos doados e se, além dos repasses oficiais, houve remessas ilegais. Suspeita-se que as doações eleitorais sejam usadas para lavar e internalizar o dinheiro depositado no exterior. Instada a colaborar, a Justiça da Suíça, país por onde circularam receitas provenientes de superfaturamento dos contratos da Petrobras, já deu o sinal verde para a cooperação.
02.jpg
FACHADA
O governador do Ceará, Cid Gomes, delatado por Paulo Roberto
Costa, nega que tenha envolvimento no caso

A análise do mapa de distribuição do dinheiro para as campanhas de políticos ligados ao escândalo mostra que os repasses financeiros nem sempre guardam relação com o perfil econômico dos Estados. Essa constatação intriga a PF. É o caso de Alagoas, Estado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos personagens citados no testemunho do delator. Em uma unidade da federação em que as principais atividades são a indústria açucareira e o turismo, as empreiteiras contratadas pela Petrobras não têm nenhum interesse de investimento ou projetos no estado. Mesmo asism, abarrotaram o caixa de campanha de Renan Filho (PMDB), herdeiro político do senador. Cinco empresas relacionadas ao esquema entraram com R$ 8,1 milhões na campanha, o equivalente a 46,8% dos R$ 17,3 milhões arrecadados pelo diretório estadual do partido, presidido pelo parlamentar.
No fim de agosto deste ano, um cheque de R$ 3,3 milhões da Camargo Corrêa irrigou o caixa controlado por Renan. Para que os recursos não saíssem diretamente para a campanha do filho do presidente do Senado, o dinheiro foi pulverizado em campanhas de deputados estaduais de diferentes partidos que compõem a coligação formada em torno de Renan Filho. Partidos como PDT, PT, PCdoB e PROS dividiram os recursos. O senador reagiu indignado ao vazamento do acordo de delação e negou proximidade com a diretoria da Petrobras. “As relações nunca ultrapassaram os limites institucionais”, afirma o parlamentar alagoano. A Camargo Corrêa foi levada à investigação da PF pelo doleiro Alberto Youssef, responsável pela lavagem do dinheiro ilegal da Petrobras. Em uma mensagem interceptada, ele reclamou que adiantou dinheiro à empreiteira e que não sabia como cobrar a dívida, de R$ 12 milhões, por ser amigo de diretores da empresa.
03.jpg
As denúncias do ex-diretor da Petrobras, feitas no depoimento concedido ao juiz Sérgio Moro, especialista em lavagem de dinheiro, atingiram as duas principais autoridades do Poder Legislativo. Além de Renan, Costa também mencionou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), como beneficiário do esquema criminoso. Alves viveu por semanas a pressão de submeter o deputado André Vargas (PT-PR), amigo do doleiro Youssef, às instâncias do conselho de ética da Casa. Agora, ele próprio se vê envolvido na incômoda lista de políticos apontados pelo delator. Alves nega ter recebido recursos de Paulo Roberto Costa, mas, a exemplo de Renan, tem a campanha abastecida por empresas situadas no epicentro do escândalo. Henrique Eduardo Alves lidera a corrida ao governo do Rio Grande do Norte. Até agora, recebeu R$ 6,7 milhões de três empreiteiras apontadas no esquema de desvio de verbas da estatal. A relação do presidente da Câmara com a Petrobras é antiga. Sua influência nos quadros da estatal alcança desde grandes postos no Rio de Janeiro até a gestão da Refinaria Clara Camarão, no seu Estado. Só para alojar um apadrinhado na refinaria, o presidente da Câmara ordenou em 2012 a constituição de uma nova gerência de serviços especiais. Trata-se de Luiz Antônio Pereira. Um ano antes, a refinaria Clara Camarão havia passado por um pente fino do TCU e o tribunal encaminhou a auditoria para o Ministério Público, com o objetivo de esmiuçar indícios de superfaturamento e contratos sem licitações que marcaram a gestão da obra.
04.jpg
BENEFICIÁRIO
Mencionado pelo ex-diretor da Petrobras na delação premiada, o senador
Delcídio Amaral obteve recursos para sua campanha de empresas
citadas como integrantes do esquema

Incluído também na lista do ex-diretor da Petrobras, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) viu brotar na conta bancária do diretório partidário que preside em Roraima recursos provenientes das empreiteiras citadas no esquema. A OAS, Andrade Gutierrez e UTC doaram, juntas, R$ 1,6 milhão ao projeto político do PMDB no Estado. O valor que as empreiteiras repassaram à sigla de Jucá é maior do que os recursos transferidos das empreiteiras para o PSB, partido do cabeça de chapa da coligação do PMDB: o comitê do candidato ao governo Chico Rodrigues, que tem o filho de Jucá, Rodrigo Jucá, como candidato a vice, arrecadou R$ 615 mil.
Em seu depoimento à PF, Paulo Roberto Costa revelou que as empreiteiras contratadas pela Petrobras eram obrigadas a fazer doações para um caixa paralelo de partidos e políticos integrantes da base de sustentação de Dilma. Seguindo o rastro do dinheiro, a investigação mostra que, até agora, as empresas contratadas pela Petrobras engordaram o caixa do PMDB em R$ 15,5 milhões. Enquanto os peemedebistas adotam um método pulverizado de doação de campanha, o PT é o que concentra a maior fatia do dinheiro das empresas citadas no escândalo. Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, Engevix e UTC destinaram R$ 28,5 milhões à direção nacional do PT. À candidata Dilma Rousseff, R$ 20 milhões foram repassados pela OAS e outros R$ 5 milhões pela UTC.
05.jpg
CITADO
O senador Francisco Dornelles, alvo do delator Paulo Roberto Costa,
obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão

A rede de corrupção guarda íntima relação com problemas de gestão identificados pelos órgãos de fiscalização na execução de outras obras de refinarias. No Maranhão, a pressa política do PT em apresentar a pedra fundamental da Refinaria Premium custou R$ 84,9 milhões à Petrobras. O lançamento foi feito sem o projeto básico e o consórcio de empreiteiras contratado atrasou o início das obras, pois os terrenos ainda estavam sub judice. Ainda no Estado maranhense, o filho do ministro de Minas e Energia, integrante da lista de Paulo Roberto Costa, e candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Lobão Filho, recebeu para sua campanha R$ 500 mil da empresa Andrade Gutierrez. A PF apura ligações do candidato com a empresa fornecedora de material para a construção da refinaria, no município de Bacabeira. O ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau atua há muito tempo nessa área para a família do ex-presidente José Sarney (PMDB), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Quando saiu do ministério, Rondeau foi trabalhar na Engevix, uma das cinco empreiteiras abraçadas pelo escândalo.
Recém-incluído na rumorosa relação do delator, o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema. A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC. Entre 2000 e 2001, Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, em 2002, ele se transferiu do PFL para o PT e apadrinhou a indicação de Nestor Cerveró, primeiro para a área de Gás e Energia, ocupada por Ildo Sauer, e, finalmente, para a área Internacional. Um dos depoentes da CPI da Petrobras no Congresso na última semana, Cerveró encontra-se no rol de investigados no escândalo da estatal. 
06.jpg
ELE, DE NOVO
O deputado Eduardo Cunha é outro integrante do PMDB
incluído na lista do ex-diretor da Petrobras

Outros três políticos que aparecem no escândalo receberam, direta ou indiretamente, dinheiro das empreiteiras acusadas de irregularidades nos contratos com a Petrobras. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi agraciado com R$ 150 mil provenientes da UTC. Já o senador Francisco Dornelles (PP) obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão. À ISTOÉ, Dornelles admitiu que conhece Paulo Roberto Costa, mas, segundo o senador, não houve qualquer participação dele nessas doações. “Todas as doações recebidas pelo diretório do PP no Rio tiveram como origem empresas juridicamente aptas a fazê-las”, afirmou. O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte foi contemplado com R$ 200 mil da OAS e R$ 100 mil da UTC. Na delação que fez à PF, Paulo Roberto Costa menciona ainda o governador Cid Gomes, do Ceará, com quem negociou a instalação de uma minirrefinaria no Estado. O projeto seria apenas uma fachada para um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel, conforme ISTOÉ denunciou em abril. “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”, disse o governador Cid Gomes à ISTOÉ na tarde da sexta-feira 12.
Quando a Polícia Federal iniciou as apurações, os investigadores tentaram abraçar um universo de temas. Sob a guarda do juiz federal Sérgio Moro, a PF buscava provas de crimes de evasão de divisas, contrabando de pedras preciosas e tráfico internacional de drogas, mas tinha dificuldade para amarrar uma linha de trabalho e caracterizar a ação de uma quadrilha. O acordo de delação do ex-diretor da Petrobras contribuiu, e muito, para apontar um rumo. Mas, para se livrar dos 50 anos de prisão que teria de pagar pelos seus crimes, Paulo Roberto Costa terá de trazer provas. Todos os políticos rechaçam as acusações do delator com o argumento de que não foram apresentadas provas. De fato, para que o depoimento do delator tenha relevância na elucidação da rede de corrupção, Costa terá de materializar suas afirmações. Pelo que se pode depreender até agora, as movimentações feitas com os recursos desviados da Petrobras abrangem o caixa formal dos candidatos, como mostra esta reportagem, e também dinheiro de caixa 2. No curso de seu trabalho para desvendar as tenebrosas transações, Sérgio Moro deu uma ordem: não quer depender de grampos ou suposições e vai fugir da “teoria do domínio do fato”, método que permeou o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção dos governos do PT.
07.jpg

Isto É

Veja 4 perguntas que continuam sem resposta 1 mês depois da morte de Eduardo Campos

Às vésperas de completar um mês, o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, continua tão misterioso quanto naquele dia 13 de agosto. As circunstâncias envolvendo a queda do avião, em Santos, são alvo de ao menos três investigações por órgãos brasileiros, mas um mês depois da tragédia, nenhuma resposta conclusiva sobre o que causou o acidente foi revelada. 
Veja algumas das perguntas ainda não respondidas sobre a queda do avião.
1 – Quais foram as causas do acidente?
Nenhum dos três órgãos que investigam as causas do acidente de Eduardo Campos revelou indícios sobre as possíveis causas da tragédia.
O acidente é investigado pela Polícia Federal, pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Tudo o que se sabe até o momento é que o avião decolou do Rio de Janeiro às 9h21 com destino à Base Aérea do Guarujá. Por volta das 10h, o avião caiu em um terreno no bairro do Boqueirão, em Santos. Sabe-se que o avião arremeteu no momento em que iria pousar e que o tempo estava encoberto e chuvoso.
A Pratt&Whitney fabricante das turbinas periciou os destroços do equipamento e disse que elas funcionavam bem no momento da queda. 
Um vídeo capturado por câmeras de um prédio próximo ao local da queda mostraram o avião caindo 'de bico' o que, segundo especialistas, pode indicar que o piloto estava desorientado. 
A Anac, por sua vez, disse que não há nenhuma indicação de irregularidade com relação à tripulação do voo. 
O UOL entrou em contato com a PF que, por meio de nota, disse que não iria comentar investigações ainda em curso.
O Cenipa também informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há prazo para a conclusão das investigações. A Polícia Civil de São Paulo, que tinha até este sábado (13) para concluir o inquérito que apura as causas do acidente, prorrogou o prazo das investigações. As informações sobre o inquérito, porém, não podem ser divulgadas.
2 – Por que a caixa preta que deveria gravar as conversas dos pilotos não gravou a última viagem?
Um dos principais elementos para determinar as causas do acidente, as gravações das conversas dos tripulantes, não poderá ser utilizado nas investigações do acidente com Eduardo Campos. Segundo a FAB, as gravações contidas no CVR (Cockpit Voice Recorder) do avião em que Campos morreu não são referentes ao dia do acidente.
O Cenipa, que investiga as causas do acidente, ainda não se pronunciou sobre o que poderia ter causado a falha na gravação. Especialistas levantam duas hipóteses: desligamento deliberado do equipamento ou falha mecânica.
3 – Por que o avião arremeteu?
Uma das explicações para a arremetida do Citation XL560 foi o mau tempo sobre a Base Aérea do Guarujá, onde o avião deveria pousar. No dia do acidente, chovia na Baixada Santista e havia muita neblina.
No entanto, como as conversas entre os pilotos não foram gravadas pelo Cockpit Voice Recorder, as causas reais da arremetida dificilmente serão esclarecidas.
4 – Quem são os responsáveis pela aeronave?
Esta é, talvez, uma das questões mais polêmicas envolvendo o acidente. A verdadeira responsabilidade pela aeronave ainda está sendo alvo de investigação da Polícia Federal. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião pertence à Cessna, fabricante da aeronave. A Cessna, por sua vez, arrendou o avião por meio de leasing (arrendamento ou aluguel com opção de compra) para o grupo AF Andrade, com sede em Ribeirão Preto.
A empresa, por sua vez, teria arrendado o avião para a dupla de empresários de Recife João Carlos Lyra Melo Filho e Apolo Santana Vieira. Os empresários, no entanto, teriam cedido o avião ao PSB para as viagens de Eduardo Campos.
A PF revelou que empresas-fantasma teriam pago parte do valor do arrendamento em nome de Lyra e Vieira, o que levantou ainda mais suspeitas sobre quem seriam os verdadeiros responsáveis pelo avião.
Advogados enviados pela dupla de empresários a Santos procuraram vítimas do acidente assumindo responsabilidade pelos danos e oferecendo acordos judiciais. 

No Ceará, Marina reforça compromisso com Bolsa Família

Em agenda de campanha em Fortaleza, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, concentrou seu discurso na promessa de que não acabará com o programa Bolsa Família caso seja eleita. A ex-senadora, natural do Acre, ainda enfrenta dificuldades de vencer a adversária petista em diversos Estados do Nordeste, onde o PT tem maioria dos votos. Para tentar se aproximar do eleitor, ela resgatou a origem de seus pais, que nasceram no Ceará, e disse que a maior parte de seu Estado foi formada por migrantes cearenses. A última pesquisa Datafolha mostra que Dilma lidera com folga no Ceará, com 57% das intenções de voto, contra 24% de Marina, e 4% de Aécio Neves. 
Para falar do compromisso com programas sociais, Marina lembrou sua infância pobre no Seringal Bagaço, localizado nos arredores de Rio Branco. "Todas as mentiras que estão sendo ditas contra mim não serão maior que o povo brasileiro. Nós vamos manter o Bolsa Família porque eu nasci lá no Seringal Bagaço e eu sei o que é passar fome", disse, rebatendo as críticas feitas pelo PT de que a ex-senadora vai acabar com programas nacionais e favorecer os empresários e banqueiros se for eleita. Marina chegou a se emocionar ao lembrar o jantar na véspera da Páscoa de 1968, dizendo que seus pais tinham apenas um ovo, um pouco de farinha, sal e cebola para oferecer aos oito filhos. "Quem viveu essa experiência jamais acabará com o Bolsa Família. Não é um compromisso, é uma vida. O compromisso não vai estar no papel, está marcado nessa carne magra", disse. 
Protestos - Durante comício realizado no centro da capital cearense, na Praça do Ferreira, Marina foi hostilizada por um grupo da causa LGBT, que ensaiou vaias em direção ao palanque, insuficientes para silenciar o discurso da candidata. Militantes da causa gay seguravam cartazes pedindo respeito aos homossexuais. "Abra sua mente, gay também é gente", dizia um dos cartazes, uma referência à música Robocob Gay, sucesso da banda Mamomas Assassinas na década de 1990. 
A presença dos manifestantes provocou um pequeno confronto com os militantes do PSB. Marina vem enfrentando protestos da causa gay desde que alterou seu programa de governo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo menos de 24 horas depois do lançamento do documento. Como justificativa, a equipe do PSB disse que houve um "erro de processamento" e que as propostas foram colocadas de forma incorreta.
Banco Central - A ex-senadora aproveitou sua fala para enfatizar também a importância da autonomia do Banco Central (BC), um dos principais pontos criticados por seus adversários. Nesta semana, o PT veiculou uma propaganda eleitoral que mostrava que o projeto de Marina resultaria em perdas para a população e na entrega do país aos bancos, ao mostrar que imagem de uma família vendo a comida sumir do prato e, ao mesmo tempo, banqueiros felizes.
A candidata do PSB e seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque, enfatizaram ter um BC independente servirá para afastar a autoridade monetária de interesses políticos e que será importante para garantir as conquistas econômicas do país. "É preciso colocar o Banco Central a serviço dos interesses da população. A inflação alta só prejudica o trabalhador. Os juros altos, sem controle, como estão no atual governo, causam o que o próprio presidente Lula disse: que nunca antes os bancos ganharam tanto como ganhou no atual governo, prejudicando os interesses do povo", disse Marina. Betou continuou:  "Aliança com banqueiros eles já fizeram", em referência a Lula e Dilma. 
Veja

Donos de avião que matou Eduardo Campos pagarão indenizações a moradores

Uma família que teve sua casa atingida pelo avião que caiu há um mês no bairro do Boqueirão, em Santos, provocando a morte do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) e de mais seis pessoas, estão próximas de entrar em acordo com os donos do jato PR-AFA Cessna, modelo 560 XL, para receber indenização de reparação patrimonial. Os valores não foram revelados, mas de acordo com o advogado Marcelo Marsaioli, pode-se dizer que ele estaria 90% acertado entre as partes. Segundo Marsaioli, o laudo de vistoria feito nos imóveis apresenta todos os valores e será utilizado como base do acordo que será assinado nos próximos dias. Ele explicou que a partir da assinatura dos documentos os proprietários vão se livrar do processo judicial da seguradora com os donos do avião. As vítimas foram procuradas recentemente pelos advogados dos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Viana, que teriam comprado o jato da AF Empreendimentos. Filha da idosa proprietária da casa 111 da Rua Alexandre Herculano, Claudete Fuji, disse que, no momento, o mais importante é recuperar a estrutura do imóvel, que foi bastante atingido. 
Ela disse que só no telhado foram gastos mais de R$ 20 mil e a preocupação agora é de que a casa venha a ser invadida. "Queremos, o quanto antes, que a nossa vida volte à rotina", afirmou. A tragédia que matou sete pessoas, entre elas o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), quatro assessores e os dois pilotos, completa um mês neste sábado, 13. Na ocasião, o ex-presidenciável havia decolado do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Guarujá. Como o tempo estava muito ruim, a aeronave não conseguiu aterrissar. Foi então que o piloto arremeteu, mas dois minutos depois o jato caiu no bairro do Boqueirão, em Santos. Treze imóveis foram atingidos. Desses, dez permaneceram interditados por alguns dias e dois permanecem fechados por não apresentarem condições de serem ocupados.

Ministério Público denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bi

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais e pediu o bloqueio de R$ 1,5 bilhão do empresário. A informação foi divulgada neste sábado (13) e a íntegra da denúncia pode ser consultada no site do MPF.

O MPF acusa o empresário de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada no caso da petroleira OGX (atual Óleo e Gás Participações).

Se considerado culpado, ele pode ser condenado a até 13 anos de prisão.

Ao UOL, o advogado Sérgio Bermudes, que representa o empresário, disse que ainda não recebeu a denúncia, mas que o pedido de bloqueio de bens "é incabível".

Bloqueio incluiria bens transferidos para os filhos
O pedido de bloqueio de bens inclui ativos financeiros (como ações, por exemplo), além de imóveis e outros bens, como carros, barcos e aeronaves, inclusive os que foram doados pelo empresário as filhos Thor e Olin (do casamento com Luma de Oliveira), e para a mulher, Flávia Sampaio.

Segundo os promotores, as doações foram feitas "após a data dos delitos cometidos" e constituem uma "manobra fraudulenta".

Eike doou para o filho Thor a casa onde moram, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, além de uma propriedade em Angra dos Reis aos dois filhos mais velhos (Thor e Olin). Segundo MPF, os imóveis são avaliados em R$ 10 milhões cada. Reportagem da "Folha" informa que eles têm valor declarado de R$ 15 milhões e R$ 3,7 milhões, respectivamente, mas que, na verdade, valem ao menos R$ 50 milhões, juntas.

O empresário também doou um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro, no valor de R$ 5 milhões para a mulher, Flávia Sampaio, segundo o MPF.

Ministério Público de SP investiga omissão da Bolsa e ex-ministros

O Ministério Público Federal de São Paulo deve investigar se houve omissão da BM&FBovespa em relação às irregularidades cometidas pela petroleira OGX, de Eike.

Também será investigada o envolvimento de ex-conselheiros da empresa. Entre eles, estão os ex-ministros Pedro Malan, Ellen Gracie e Rodolpho Tourinho.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga suposta manipulação de preços e suposta utilização de informação ainda não divulgada ao mercado, mas o julgamento deve ficar para 2015. UOL

'Sem o PMDB, não se governa', diz Michel Temer

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), candidato à reeleição na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT), disse nesta sexta-feira (12) que "a primeira ideia" da legenda seria ir para a oposição em caso de derrota nas eleições de outubro. O peemedebista, que reassumiu neste ano a presidência da sigla, lembrou que o PMDB é "o partido da governabilidade". "Não se governa sem o PMDB", afirmou Temer. "Se essa hipótese (de derrota) se verificar, é claro que o PMDB será procurado (pelo novo governo)", disse o vice-presidente, ao participar da série Entrevistas Estadão. Essa situação só seria incerta, afirmou, se a vitoriosa for Marina Silva (PSB). "Penso que (o PMDB) será procurado, a não ser que seja a candidata Marina, porque, ao que parece, ela não vai utilizar os partidos, vai utilizar as pessoas", disse. "Aí talvez, nenhum partido participe do governo". Para Temer, a "nova política" pregada por Marina é um "descrédito absoluto das instituições". "Quem não governa com os partidos, quem não governa com o Congresso Nacional, não consegue governar". Na entrevista, Temer frisou que ele e a maior parte do PMDB trabalham pela reeleição da chapa da qual faz parte. Em discurso alinhado ao de Dilma, o vice-presidente defendeu a condução da economia, um dos principais temas de críticas ao atual governo. Temer elogiou a atuação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que Dilma confirmou que não continuará no governo em caso de reeleição. "O que a equipe econômica fez deu certo", disse.Temer também concordou com a ideia de "governo novo, equipe nova" anunciada por Dilma. "Mudanças serão necessárias, mas não em todos os ministérios", disse, esquivando-se de dizer onde deveriam ocorrer as alterações. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crime eleitoral: carro da Prefeitura de Poranga comete propaganda irregular

Um carro contratado pela Prefeitura Municipal de Poranga, na região do Sertão de Crateús, foi flagrado nesta quarta-feira (10) contendo propaganda irregular dos candidatos Camilo Santana (Governo) e Mauro Filho (Senado), enquanto um funcionário do município descarregava merenda escolar na Escola Municipal de Ensino Básico Itelvina Silvina de Pinho.
Como pode ser visto na foto, o veículo em questão continha ainda foto do candidato a deputado federal Nenem do Cazuza e do candidato a deputado estadual Jeová Mota. Poranga é administrada pelo Prefeito Carlisson Assunção, do Pros, mesmo partido do governador Cid Gomes.
Cabe a Justiça Eleitoral e ao Ministério Público investigarem e levarem o caso adiante.
Fala Ceará

Ceará perde para o Náutico


A zaga voltou a falhar e o Ceará foi derrotado pelo Náutico, nesta sexta-feira (12), por 2 a 1, em partida válida pela 22ª rodada da Série B. O resultado manteve o Vovô com 38 pontos e em terceiro colocado na Segundona. 

O Ceará levou o primeiro gol antes mesmo dos 10 minutos iniciais. Vinícius cruzou rasteiro e Sassá aproveitou o cochilo defensivo do adversário para balançar as redes aos 8 minutos. 1 a 0. 

O Alvinegro tentou reagir e poderia ter empatado aos 11 minutos, mas Bill, que recebeu livre na pequena área, não conseguiu dominar a bola e perdeu boa chance. Aos 32 minutos, Sassá foi lançado e chutou cruzado para marcar o segundo do Náutico. 

O técnico Sérgio Soares optou por começar o segundo tempo com o meia Souza e o atacante Lima - nas vagas de Nikão e Bill - para tentar mudar o cenário do jogo. E o time diminuiu aos 16 minutos. Magno Alves arriscou o chute, a bola bateu em Willian Alves e, no rebote, o atacante finalizou novamente e descontou. Foi o 13º gol de Magno Alves na Segundona.

Sete minutos depois o atacante recebeu lançamento, invadiu a área e teve a chance de empatar a partida, mas chutou pra fora. A partida seguiu equilibrada, o Náutico recuou nos minutos finais e garantiu a vitória.

O Ceará volta a campo na próxima terça-feira (16), quando enfrenta o Paraná, às 19h30min, no estádio Durival Britto. Lancenet

Ministro usa site oficial do governo para criticar Marina Silva

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), utilizou o site oficial da pasta para criticar a presidenciável Marina Silva (PSB), por conta de uma declaração desta que deixou dúbia a manutenção da pasta, uma vez que a candidata pretende reduzir o número de ministérios na Esplanada. "Declaração de Marina Silva preocupa o Ministério do Esporte", diz o título com o texto sendo: "O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ficou estarrecido e seriamente preocupado com a declaração da candidata à presidência da República Marina Silva". A nota é assinada pela assessoria de comunicação, órgão da estrutura do Ministério do Esporte, e contém uma declaração de Rebelo. "É lamentável que a dois anos dos jogos do Rio de Janeiro, justamente quando o Brasil alcança seu melhor desempenho pós-olimpíada, com mais de 100 medalhas conquistadas em campeonatos mundiais de modalidades olímpicas e paraolímpicas em 2013 e 2014, a candidata não expresse claramente seu apoio aos nossos atletas", afirmou o ministro.

Empresa que controla a marca da Friboi é a maior doadora da campanha de Dilma Rousseff

A empresa JBS S.A é quem fez até agora a maior doação para a campanha da presidente Dilma Rousseff, segundo o site Atlas Político ela já doou R$ 15 milhões. Mas você sabe que empresa é esta?


JBS S.A. é uma empresa brasileira fundada em 1953. É uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango e no processamento de couros. Além disso, comercializa produtos de higiene e limpeza, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel, entre outros. Seus negócios são divididos em três unidades: JBS Mercosul, JBS Foods e JBS USA, que inclui as operações de bovinos nos EUA, Austrália e Canadá, suínos e aves nos EUA, México e Porto Rico.3
O grupo controla marcas como Swift, Friboi, Maturatta, Cabana Las Lilas, Pilgrim's, Gold Kist Farms, Pierce e 1855. A companhia atua em 22 países de cinco continentes (entre plataformas de produção e escritórios) e atende mais de 300 mil clientes em mais de 150 nações. A companhia abriu seu capital em 2007 e suas ações são negociadas na BM&FBovespa no mais elevado nível de governança corporativa do mercado de capitais do Brasil, o Novo Mercado. Em 2013, a companhia registrou receita líquida de R$ 92,9 bilhões, um aumento de 22,7% em relação ao ano anterior.

A companhia hoje tem mais de 185 mil colaboradores ao redor do mundo e 340 unidades, entre fábricas e escritórios comerciais.