segunda-feira, 17 de março de 2014

"Não vou ser candidato a mais nada", diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite desta segunda-feira que não pretende ser candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano. Nós últimos dias, dirigentes tucanos fizeram circular o rumor de que FHC teria sido convidado para ser candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves.
A tese ganhou força no partido depois que o PSDB nacional realizou pesquisas qualitativas que indicaram que o nome de FHC tinha boa aceitação entre eleitores de várias idades. O comando da pré-campanha de Aécio decidiu, com base nesses dados, que vai utilizar a imagem do Fernando Henrique com frequência nas propagandas de rádio e TV, na internet e nos materiais gráficos do partido.

Condenado pelo mensalão é preso em operação da PF

Um dos alvos da Operação "Lava Jato", deflagrada hoje pela Polícia Federal para combater um esquema de lavagem de dinheiro, é Enivaldo Quadrado, condenado pelo mensalão.  Ex-sócio da corretora Bônus Banval, uma das empresas envolvidas no esquema do mensalão, Quadrado teve a pena convertida em prestação de serviços pelo Supremo Tribunal Federal. Hoje ele é um dos 24 presos até agora na operação policial "Lava Jato", que apura o uso de lavanderias e postos de gasolina num esquema que movimentou, de forma suspeita, cerca de R$ 10 bilhões e envolve doleiros.  O advogado Antônio Sérgio Pitombo, que defendeu Quadrado no mensalão, confirmou que seu cliente foi preso nesta manhã (17) em Assis, São Paulo, onde estava residindo. Pitombo, contudo, ainda não sabe se vai representar Quadrado nesse caso.  Também afirmou não saber quais são as acusações que motivaram o mandado de prisão temporária. Quadrado deve ser levado ainda hoje para o Paraná.

sábado, 15 de março de 2014

Galvão e Rubinho publicam selfie e são zoados na internet

Galvão Bueno voltou a ser alvo de piadas na internet neste sábado (15), durante a transmissão do treino oficial para a abertura da temporada de Fórmula 1 2014. O narrador global entrou na onda das selfies e ficou, literalmente, boquiaberto ao posar para um clique ao lado do hoje comentarista Rubens Barrichello. Os internautas não perdoaram e mandaram ver nas redes sociais: "Fecha a boca Galvão, e deixa a gente ouvir o turbo" foi a frase mais leve para o narrador. 

Senador diz que Dilma está sendo grosseira com Eunício Oliveira

Nós não vamos ter candidato a presidente da República, embora o [Michel] Temer venha demonstrando o controle no governo ao ajudar a Dilma a não implodir. Enquanto isso, o PT faz uma aliança conosco, mas não nos deixa governar ou participar. O PT quer esmagar, quer esvaziar o PMDB. Na reforma ministerial, por exemplo, as trocas dos mais importantes ministérios foram feitas sem nos avisarem. E mais: temos o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira, candidato ao governo no Ceará com ampla maioria nas pesquisas, e a Dilma quer colocar como ministro tampão apenas para tirá-lo do páreo porque ela quer apoiar o Ciro Gomes e o irmão dele. Isso é grosseiro. É uma paulada que está sendo dada no PMDB. Mas o partido permite isso e não se impõe.

Frase do Senador gaúcho,  Pedro Simon em entrevista a revista Veja

6 de abril: Cid sai do governo?

Faltam três semanas para uma das datas mais significativas do calendário eleitoral de 2014: prazo de desincompatibilização. No próximo dia 6 de abril, todos aqueles que ocupam cargos públicos no Executivo são obrigados a deixar o posto caso optem por disputar as eleições de outubro. Este ano, a data será reveladora das estratégias dos partidos e, principalmente, do governador Cid Gomes (Pros). Embora ele tenha sustentado que cumprirá o mandato até o fim, já se fala nos bastidores sobre a hipótese de ele ter de entrar na briga pelo Senado.

Um parlamentar ouvido pelo O POVO disse que “Cid não poderá se dar o luxo de não disputar a eleição. Seria a primeira vez em que um candidato a senador puxaria voto para o candidato a governador na chapa”, afirmou a fonte, ponderando que, até agora, não haveria nomes com musculatura política inconteste no núcleo de Cid, para o caso de rompimento com o senador Eunício Oliveira (PMDB).

Uma possível candidatura de Cid exigirá acordo com o deputado federal José Guimarães, seu principal aliado no PT e pré-candidato ao Senado. Mas interlocutores próximos do governador dizem que o chefe do Palácio da Abolição não tem falado sobre suas intenções e que as decisões só serão fechadas aos 45 minutos do segundo tempo, à véspera da desincompatibilização.

“Ele tem dito que fica no governo, e quem disser qualquer coisa em relação a isso está equivocado. É uma decisão puramente dele. É a informação que se tem dele”, disse o vice-governador Domingos Filho (Pros), também interessado em se lançar candidato à sucessão.Domingos é outro que, a depender do acordo a ser firmado, também poderá ter de deixar o cargo no Executivo. A lei não impede que ele dispute o Governo ocupando a vice, mas determina que se afaste caso vá pleitear uma vaga no Legislativo. Em conversa com O POVO por telefone, ele pareceu não cogitar essa última hipótese.

Lula volta em 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descartou a possibilidade de disputar novamente a Presidência da República, em 2018. Segundo o ex-presidente, “em política não devemos dizer nunca”. Lula, no entanto, afastou a possibilidade de concorrer em outubro e afirmou que a candidata do PT nesta eleição é a presidente Dilma Rousseff.“Eu acho que já cumpri minha missão na Presidência. Em 2014, a nossa candidata é a presidenta Dilma”, afirmou Lula, em entrevista por e-mail ao jornal paranaense Gazeta do Povo. O ex-presidente disse que, nesta eleição, atuará como “militante”, para ajudar a reeleição de sua sucessora, e que “não existe” a possibilidade de disputar a eleição presidencial no lugar de Dilma.

"Dilma é o exemplo do fracasso do atual sistema político",diz Marina Silva

No seminário programático que o PSB, a Rede e o PPS realizaram na manhã deste sábado no Rio de Janeiro, a ex-senadora Marina Silva disse que “o governo Dilma é a denúncia mais contundente do fracasso do atual sistema político brasileiro” e que nem sempre consegue corresponder a seus próprios interesses, muito menos os do país.— Desde 2010 eu trabalho para o fim desse ciclo — afirmou Marina. — Esse processo chegou ao esgotamento. E o governo Dilma é a denúncia mais contundente desse modelo. É um governo não de programas, mas de elementos de força e favor. Não corresponde ao interesse de governo e de país. O governo tem que ser programático. É assim que se faz nas democracias modernas.

Eunício Oliveira fala sobre veto emancipalista

O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), disse ter dúvidas quanto ao apoio à manutenção do veto presidencial. Para ele, houve um erro de origem, quando o governo não negociou o projeto durante a tramitação no Congresso. Além disso, explicou, a questão ultrapassa os limites entre governo e oposição e entre lideranças e liderados.

  “É uma questão federativa que envolve municípios em vários Estados. Como sou municipalista, sou a favor da matéria. Como líder, vou ter que reunir a bancada para ouvi-la em relação a essa questão. Na questão pessoal, sou favorável, obviamente que dentro de determinados critérios, à criação de novos municípios”, esclareceu.

A melhor saída para o impasse, na avaliação do líder do PMDB, é que a proposta a ser enviada pelo Executivo possa ser votada, pelo menos no Senado, ainda na tarde de terça-feira, antes da sessão do Congresso. (da Folhapress)

Exumação de ex-presidente custou R$98,9 mil

Mesmo livre de despesas com mão de obra, o governo federal gastou R$ 98,9 mil para exumar os restos do presidente João Goulart em novembro passado. A exumação foi feita a pedido da família, que quer esclarecer a causa da morte.

Aumento? Só depois das eleições

Está bem claro o futuro próximo da economia do País: até o dia 6 de outubro, nada acontecerá que possa colocar em risco a inflação que é hoje de 6% ao ano. Mas depois da eleição virão todas as contas, inclusive a de luz, a da gasolina e a do diesel.

110 casos de sarampo no Ceará

Até a última terça-feira (11), 312 casos de sarampo foram notificados no Ceará. Destes, foram confirmados 110, descartados 170 e 32 estão sob investigação. As informações foram divulgadas, ontem, pelo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Os casos confirmados atingiram oito municípios cearenses.

Revista mostra a rotina de José Dirceu na cadeia

DENTRO DA PAPUDA - Condenado a sete anos e onze meses de prisão por crime de corrupção, o ex-ministro José Dirceu passa a maior parte do tempo na biblioteca do presídio
Ninguém em sã consciência pode imaginar que um criminoso condenado, privado temporariamente da liberdade, cumprindo pena em uma cadeia povoada por milhares de outros tipos de bandidos, leve uma boa vida. No máximo, a vida pode ser um pouco menos amarga. O homem que aparece na página anterior foi um dos mais influentes parlamentares do Congresso, o ministro mais poderoso do governo Lula e um dia alimentou o sonho de substituir o chefe no Palácio do Planalto. Na foto, José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-pre­sidente do PT, ex-chefe da Casa Civil e condenado por liderar um dos maiores esquemas de corrupção da história política do Brasil, é apenas o preso número 95 413 em uma cena que agora faz parte da rotina dele e de outros mensaleiros. Num país em que a impunidade de gente poderosa sempre foi uma tradição, a imagem tem um magnífico valor simbólico. Reforça que é possível colocar e manter corruptos influentes na cadeia. Reforça que os ladrões de dinheiro público não estão acima da lei. Reforça que as instituições democráticas funcionam apesar da pressão e da tentativa recorrente de sabotá-las. A imagem, porém, também serve para advertir que, apesar de tudo isso, a vigilância tem de ser permanente.
É a primeira vez que o ex-ministro é mostrado dentro da penitenciária, num ambiente que foi cuidadosamente preparado para recebê-lo. Para fugir da rotina lúgubre do cárcere, José Dirceu, visivelmente mais magro, com os cabelos aparados e usando roupa branca, como determina o regulamento do presídio, passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas. Os 10 326 presos da Papuda recebem marmitas produzidas em escala industrial por uma empresa prestadora de serviços. Já os mensaleiros têm direito a um cardápio próprio. O Brasil, como se sabe, também é a terra dos privilégios.
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