segunda-feira, 27 de maio de 2013

Médico cubano vem trabalhar no Brasil e vira prefeito

Prefeito cubano discursando para a comunidade de Mucajaí (RR)


Nascido e formado em Cuba, Josué Jesús Matos, 46, chegou ao Brasil em 1997, num dos primeiros grupos de médicos cubanos que trabalharam no país. Matos atuou no interior de Roraima, se casou e voltou a Cuba com a mulher brasileira. Depois de pouco tempo na ilha, retornou ao Brasil e foi eleito prefeito de Mucajaí (a 60 km de Boa Vista).
*
Sou da primeira leva de médicos cubanos que veio a Roraima integrar o programa "Médico em Sua Casa".
Quando falaram que vínhamos, procurei no mapa e achava que era só selva, índio e malária, aquela imagem estereotipada. Mas era totalmente diferente.
Não tínhamos medo, pois vivíamos em Cuba o espírito da solidariedade, de nacionalismo proletário e da ajuda ao próximo. Era um desafio.
Chegamos em maio de 1997 e fomos levados a uma residência médica no centro de Boa Vista, cidade linda e planejada. Quando vi aquele banquete de recepção, com tanta fartura, fiquei feliz.
Na ilha, a realidade econômica era muito difícil. Éramos pobres, mas não passávamos fome. Eu plantava arroz, caçava e pescava para complementar a alimentação.
Cuba enviava médicos a todo o mundo, gratuitamente. No convênio com o Brasil, não fomos aceitos de graça, então nos pagavam R$ 3.000.
Mandávamos metade do salário para Cuba, pois nossa formação acadê mica não nos custou nada e ainda contribuíamos para outros se formarem. Ficávamos comR$ 1.500 -éramos ricos. O idioma foi o maior problema. Tenho dificuldade com certas palavras até hoje.

NOVO LAR
Em 1998, fui morar em Mucajaí. Eram mais de mil casos de malária em uma cidade de 9.000 habitantes.
Atendíamos mais de cem pacientes por dia. Íamos a todas as estradas do interior, de casa em casa.
Em alguns lugares, era a primeira vez que a população via um médico.
Nessa época, conheci Leila, minha mulher. Nos apaixonamos em 2001, antes de eu voltar para Cuba, pois o contrato iria terminar.
FAMÍLIA
Consegui convencê-la a ir comigo. Queríamos casar e viver perto da minha família.
Mas a situação econômica de meu país era muito difícil e o governo não aceitou que ela ficasse. Leila tinha que entrar e sair da ilha de dois em dois meses.
Decidi retornar ao Brasil quando vi que, após quatro anos trabalhando em Cuba, não era bem tratado e não aceitavam a mulher que esperava um filho meu. Pedi permissão e virei brasileiro.
Comecei a trabalhar atendendo os moradores em Mucajaí. Quando não existe dinheiro no meio, tudo flui, você vê o ser humano como ele é. Eu me sentia um rei: querido, paparicado por todos. Era muito feliz.
Até entrar para a política.
VOLTA POR CIMA
Fui convencido a entrar num partido e, depois de pedir votos para um candidato derrotado, me demitiram após dez anos de trabalho.
A comunidade fez um abaixo-assinado com 3.000 assinaturas pela minha volta, mas não teve jeito. Fiquei sem emprego, sofri perseguição politica e tive que me mudar.
Fiquei vários anos sem estabilidade, isso roubou a paz da minha família.
No final, acabei aceitando o apelo da população e concorri à prefeitura de Mucajaí, mas minha campanha não teve comício, nem uma placa sequer. Eu não tinha dinheiro para nada. Ia de casa em casa visitando as pessoas.
Agora, eleito com 4.698 votos em 2012, sou o primeiro cubano prefeito no país.
Ser prefeito é uma bom ba. Tive problemas financeiros na prefeitura e enfrento protestos por salários atrasados.A coisa é dura.

Folha

Ciro Gomes diz que Luizianne Lins já espalhou boatos sobre fim do Bolsa Família

O ex-ministro Ciro Gomes (PS B) criticou a repercussão e o tumulto que a falsa notícia sobre o fim do “Bolsa Família” provocou em todo o país. “É importante deixar claro que nenhum governo vai acabar com esse programa. Isso é um direito da população. O povo precisa entender que o Bolsa Família não vai acabar nunca”, afirma.

Essa não é primeira vez que o boato ganha as ruas das cidades e gera uma corrida aos caixas eletrônicos para a retirada do benefício, chegando a causar depredações.

“Não creio que desta vez tenha sido uma falácia eleitoral. Mas, em 2012, a ex-prefeita Luizianne Lins e sua turma espalharam isso profissionalmente: Eles contrataram dezenas de caras para ficar nos terminais avisando que, se o Roberto Cláudio (na época candidato) fosse eleito, o Bolsa Família iria acabar”, relembra.

Na última semana, o ex-presidente Lula também comentou o caso, porém, minimizou o impacto sobre a credibilidade do programa. "Eu acho que o Bolsa Família é uma coisa tão consolidada no imaginário do povo que não vai ser um boato que vai atrapalhar."

Fonte: Aqui CE 

Vice de Campos, pedetista anuncia ida para o PSB para ajudar provável candidatura

O vice-governador de Pernambuco, João Lyra Neto, anunciou nesta segunda-feira (27) sua saída do PDT. Ele migrará para o PSB para auxiliar na possível campanha do governador do estado, Eduardo Campos, à Presidência da República. “Eu tenho uma posição muito clara. Minha posição é de ter um instrumento para ajudar na campanha do governador Eduardo Campos se ele for candidato à Presidência da República”, afirmou o vice-governador, antes de encontro estadual de vereadores do PSB, em Recife. “Minha decisão está tomada. Apenas estou aguardando um momento que não cause nenhum transtorno nos entendimentos da possibilidade de o PDT vir a apoiar a candidatura do governador Eduardo Campos”, completou Lyra Neto. Informações da Folha.

Dilma impõe tolerância zero para atraso em obras

O governo fechou o cerco às concessionárias de rodovias que assumiram, em 2008, a responsabilidade de ampliar e cuidar de sete trechos de estradas federais. A partir de agora, a ordem do Ministério dos Transportes é adotar tolerância zero com os atrasos de obras nessas concessões - que somam 3,1 mil km e foram realizadas durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao Valor, o ministro dos Transportes, César Borges, afirmou que as multas frequentemente impostas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não se mostraram eficientes para impedir os atrasos nas obras e que, de agora em diante, a ordem é instaurar processos administrativos contra as empresas. Essa ação já está em curso. Procurada pelo Valor, a ANTT confirmou que acaba de abrir processos contra as concessionárias Autopista Litoral Sul (BR-101 SC), Autopista Planalto Sul (BR-116 PR/SC), Autopista Fernão Dias (BR-381 MG/SP), Autopista Régis Bittencourt (BR-116 SP/PR), ViaBahia (BR-116 BA) e Transbrasiliana (BR-153 SP). Apenas uma rodovia - BR-101 RJ, da Autopista Fluminense - não foi notificada pela agência. 

Valor

Vereadores de Maracanaú estariam participando de congressos 'faz de conta'

O Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) vão apurar o escândalo dos “Congressos de Faz de Conta”.

Para justificar o pagamento de diárias a vereadores, a Câmara de Maracanaú estaria estimulando a participação em eventos.

Todo mês, pelo menos três vereadores estariam sendo indicados para esses congressos.

O MP e o TCM vão querer saber toda a programação dos congressos locais, ouvir os parlamentares que estiverem presentes aos encontros e cobrar os resultados trazidos.

O assunto é destaque na coluna "... E Tem Mais!" do jornal Aqui Ce

Prefeitos apoiam Agenor Neto para Deputado Estadual

Agenor Neto em Orós no show de Fagner ladeado pelos prefeitos: Simão Pedro de Orós, Aderilo Filho de Iguatu, Ivan de Aratuba. Todos apoiam Agenor Neto para Deputado Estadual em 2014.

Roberto Moreira


Tasso, Heitor e Eunício unidos contra Cid Gomes ?

Dizem que a animação política vai ser grande no Ceará em 2014. Na Assembleia, contam que se o governador Cid apoiar Leônidas ou Mauro Filho para sucedê-lo, Tasso pode ser o Senador e Heitor o vice em uma chapa que seria encabeçada pelo senador Eunício Oliveira para governador. É aguardar.
Roberto Moreira

Bolsa Família é ineficaz contra a desigualdade


Menina dos olhos do governo, o programa de transferência de renda favorece hoje 13 milhões de famílias carentes, mas não combate a desigualdade. Ferramenta estatística desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) constata que o repasse de cerca de R$ 22 bilhões atua efetivamente contra a pobreza, mas contribui em apenas 1% para diminuir a concentração de renda. Nesse sentido, a arrecadação diferenciada do IR (quanto mais rico, mais imposto) funciona melhor.

Tasso pode mesmo disputar o Senado, diz vice-presidente estadual tucano.


O ex-senador Tasso Jereissati pode mesmo disputar o Senado em 2014. A hipótese não é mais descartada pelos tucanos. Segundo o vice-presidente do partido, deputado federal Raimundo Gomes de Matos, dependendo do cenário, Tasso entraria com o objetivo de garantir “um palanque de peso” para o presidenciável Aécio Neves no Ceará.

O PSDB até sonha com um cenário nessa esfera: ver o deputado federal José Nobre Guimarães (PT) postulando. Segundo os tucanos, Tasso adotaria discurso do resgate ético.

Por falar em Aécio, ele virá ao Ceará em junho e incluiu na programação visita ao canteiro de obras da transposição do rio São Francisco. Quer mostrar que a obra, tão prometida, quase não andou.

Coluna Vertical, do O POVO

Nordeste salva o PIB do país


Após seguidos resultados frustrantes, a economia do país retorna aos trilhos, com um avanço de 1% no primeiro trimestre. O número está para ser confirmado pelo IBGE, na quarta-feira, mas o motivo da reação é sabido: o forte crescimento da Região Nordeste no período.

Lição de moral:leia a carta de Eduardo Suplicy ao Lula


Nos planos da cúpula do PT, o senador Eduardo Suplicy foi escolhido para o sacrifício eleitoral. Para viabilizarem uma coligação ampla que permita ao partido disputar o governo de São Paulo em 2014, os petistas planejam entregar a vaga do senador a outra agremiação. Pode ser ao PMDB, ao PSD ou até mesmo ao PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto. Feito isso, a menos que mude de partido, Suplicy não poderia disputar sua recondução ao Senado. A estratégia petista prevê, no máximo, a possibilidade de ele concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. “Ele seria o nosso Tiririca”, conta uma liderança petista. Suplicy identificou a origem do plano e, durante os últimos meses, tentou uma audiência com o ex-presidente Lula para tratar do assunto. Ligou para a secretária, pediu a ajuda de companheiros, enviou recados. Nada. No último dia 6, sem receber nenhuma resposta, o senador foi ao Instituto Lula e entregou uma carta ao ex-presidente. Uma carta cheia de ponderações e desabafos - uma sutil lição de moral.

"Caro presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
Sempre teríamos na transparência de nossos atos e na ética da vida pública os valores fundamentais do PT, foi o que muitas vezes ouvi de você. Nesses 33 anos de militância honrei esses valores e objetivos.
Quero lhe transmitir pessoalmente a minha disposição de ser candidato ao Senado em 2014 e naquela casa continuar a honrar o PT. Tenho procurado marcar um encontro pessoal, há meses, mas por alguma razão tem sido sempre adiado.
Gostaria de relembrar que, em 2011, quando éramos cinco os pré-candidatos a prefeito de São Paulo, você convocou os demais para dialogarem com você no Instituto Lula para que desistissem em favor de Fernando Haddad. Imagino que tenha avaliado que não precisava conversar comigo.
Há cerca de duas semanas, conforme soube pela imprensa, houve reunião no Instituto Lula, em que estiveram presentes os presidentes nacional e estadual, Rui Falcão e Edinho Silva, outros importantes dirigentes e pelo menos oito prefeitos do PT. Não fui convidado, embora ali se tenha discutido a campanha de 2014, os procedimentos para a escolha do nosso candidato ao governo de São Paulo, ao Senado e possíveis coligações. Segundo o divulgado, os presentes teriam solicitado à direção organizar uma pesquisa de opinião para saber qual o candidato a governador mais viável. Ademais, cogitou-se a possibilidade de que eu pudesse ser candidato a deputado federal para fortalecer a legenda do PT, com a informação de que caberia a você convencer-me desta alternativa.
Considero justo que o PT me aponte como candidato ao Senado. Por uma questão de respeito à minha contribuição para o PT desde a sua fundação e também por ter sido eleito por votações cada vez maiores para o Senado, em 1990 com 4.229.706 votos, 30%; em 1998 com 6.718.463, 43,07%; em 2006, com 8.986.803 votos, 47,82%.
Poderemos fazer uma prévia aberta a todos os filiados e eleitores interessados em participar como mais e mais se faz em todos os países democráticos. Lembro que José Dirceu certa vez defendeu que nossas prévias deveriam ser abertas a todos os eleitores.
Há apenas uma hipótese de eu abrir mão de disputar o Senado em 2014: caso você queira disputar. Por respeito aos seus oito anos como Presidente da República, por já ter disputado uma prévia com você em 2002 e você ter ganho por larga margem.
Sempre observei que você acompanhou com grande interesse tudo o que se passa ali, pois sempre comentou conosco que costumava assistir à TV Senado. Acredito que considere algo positivo tornar-se Senador".

Eduardo Matarazzo Suplicy

Veja

Partidos querem criar 410 novos municípios no país


Dezessete anos depois de uma emenda constitucional ter retirado dos estados o poder de decidir sobre emancipações, um projeto de lei complementar (PLC), a ser votado na Câmara dos Deputados no próximo dia 4 de junho, pode devolver às Assembleias Legislativas a autonomia de criar novos municípios. Levantamento feito pelo GLOBO nas Assembleias dos 26 estados da federação revela que, se a porteira for novamente aberta, o país poderá ganhar até 410 novos municípios, elevando para quase 6 mil o número de cidades brasileiras — hoje já são 5.570.
Considerando que os municípios com até oito mil habitantes criados entre 2001 e 2010 — em processos que ficaram sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF) — têm orçamento anual em torno de R$ 20 milhões, cada, a despesa dessas 410 cidades poderia chegar a R$ 8 bilhões por ano, uma vez que haveria uma redistribuição das verbas da principal fonte de financiamento dessas cidades, que é o Fundo de Participação nos Municípios (FPM).
A Frente Nacional de Apoio à Criação de Novos Municípios, que diz contar com o apoio de 350 parlamentares de diferentes partidos, admite que já há um forte movimento nas Assembleias para criação de, pelo menos, 250 cidades, e prevê que 180 possam ser, de fato, emancipados. Mas o deputado José Augusto Maia (PTB-PE), autor do PLC 2008/416, nega que vá haver nova farra nos moldes da que ocorreu antes da Emenda Constitucional 1996/15, que passou a subordinar ao Congresso o surgimento de novos municípios.
O Globo