segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Neymar volta a figurar entre os 23 finalistas do Bola de Ouro da Fifa


Ele é o único brasileiro que apareceu na relação. No dia 29 de novembro, serão conhecidos os três finalistas.

O atacante Neymar voltou a figurar na lista dos 23 finalistas do Bola de Ouro, prêmio dado pela Fifa em conjunto com a revista France Football. Ele é o único brasileiro que apareceu na relação. No dia 29 de novembro, serão conhecidos os três finalistas. O vencedor será definido em 7 de janeiro de 2013.

Dez deputados federais são eleitos prefeitos no 2º turno


Dos 18 deputados que disputaram as eleições municipais neste domingo, dez foram eleitos prefeitos. Ao todo, 25 deputados federais candidatos saíram vitoriosos nesta eleição - um desempenho 9,4% superior ao da eleição de 2008.
Neste ano, 87 deputados federais se lançaram às urnas (81 candidatos a prefeito e seis a vice-prefeito) e 25 foram eleitos (28,7%). Em 2008, foram 93 candidatos e 18 eleitos (19,3%).
Deputados assumirão a prefeitura de seis capitais no próximo ano. Quatro deles foram eleitos neste domingo: Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) foi eleito prefeito de Salvador (BA); Edivaldo Holanda Júnior (PTC) vai comandar São Luís (MA); Zenaldo Coutinho (PSDB) elegeu-se prefeito de Belém (PA); e Dr. Mauro Nazif (PSB) ganhou em Porto Velho (RO). Eles se somam a Teresa Surita (PMDB) e a Rui Palmeira (PSDB), que se elegeram em 1º turno prefeitos de Boa Vista (RR) e de Maceió (AL), respectivamente.

O Rio de Janeiro foi o estado que mais concentrou deputados candidatos neste segundo turno. Eles estiveram na disputa por cinco cidades e saíram vitoriosos em três delas: Alexandre Cardoso (PSB) foi eleito em Duque de Caxias; Nelson Bornier (PMDB), em Nova Iguaçu; e Neilton Mulim (PR), em São Gonçalo.

Também foram eleitos prefeitos neste domingo os deputados Paulo Piau (PMDB), em Uberaba (MG); Romero Rodrigues (PSDB), em Campina Grande (PB); e Jonas Donizette (PSB), em Campinas (SP).

Os deputados eleitos prefeitos em assumirão o novo cargo em 1º de janeiro de 2013, quando serão substituídos por suplentes eleitos pela coligação.


Opinião: após as eleições


Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.
Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.
A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades --cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.
Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.
Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.
Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.
A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.
Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.
AÉCIO NEVES para a Folha

Eleitores que não votaram no 2º turno têm até 27 de dezembro para justificar


Eleitores que não justificaram a ausência na eleição do último domingo tem até 27 de dezembro para apresentá-la nos postos de votação ou nos cartórios eleitorais, informou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta segunda-feira.



O formulário para justificativa pode ser obtido gratuitamente nos cartórios ou nos sites dos tribunais eleitorais de cada Estado. Os eleitores que não justificaram a ausência no primeiro turno têm até o dia 6 de novembro como prazo.
Quem estiver no exterior poderá justificar a ausência do voto comparecendo à sede da Embaixada ou Repartição Consular mais próxima, portando o título eleitoral e um documento oficial com foto. O eleitor que retornar ao Brasil após a eleição tem até 30 dias para comparecer no cartório e realizar a justificativa eleitoral.


Elmano de Freitas diz que recorrerá à Justiça


Sem a presença da prefeita Luizianne Lins (PT), sua principal apoiadora no pleito deste ano, o candidato derrotado à Prefeitura de Fortaleza Elmano de Freitas (PT) acusou a campanha do seu adversário, Roberto Claudio (PSB), de supostos crimes eleitorais que teriam sido cometidos durante a votação deste domingo (28).

Com 53,19% dos votos válidos, Claudio derrotou o petista, que obteve 46,81%.

Elmano atribuiu sua derrota a práticas como compra de votos e boca de urna. "Eu acho que pesaram muito mais essas práticas políticas atrasadas do que de fato os apoios alcançados", disse, em referência aos 14 partidos que apoiaram Cláudio.
Ao discursar para a militância que o aguardava em frente ao seu comitê, Elmano disse que ainda irá "brigar na Justiça" contra o candidato vitorioso.
Em nenhum momento Elmano mencionou o nome do prefeito eleito. Para o petista, sua disputa foi contra a família Ferreira Gomes, do governador Cid e do ex-ministro Ciro, ambos do PSB. "Em Fortaleza nós fizemos a disputa com a família Ferreira Gomes", disse.
"Nós ainda vamos questionar muita coisa que nós vimos hoje na eleição em Fortaleza. Nós temos a obrigação legal, jurídica, pela democracia, de mostrar ao povo do Ceará o que é que eles fizeram --a oligarquia de Sobral-- para ganhar a eleição de Fortaleza", afirmou em discurso.
Questionado pelos jornalistas sobre eventuais erros na campanha, Elmano disse ter subestimado que os adversários "fossem capazes de práticas políticas tão atrasadas". "Nós vamos brigar ainda na Justiça."
Sobre seu futuro político, Elmano disse apenas que essa decisão caberá ao partido, e que continuará advogando e militando para o PT.

Folha

PSB, DEM e PSDB lideram prefeituras de capitais do Nordeste


O PSB, DEM e PSDB, somadas as vitórias nos dois turnos das eleições, conquistaram, cada um, duas prefeituras de capitais nordestinas. O PSB venceu no Recife, com Geraldo Junior (primeiro turno), e em Fortaleza, com Roberto Claudio (segundo turno). O DEM venceu em Aracaju, com João Alves Filho (primeiro turno); e em Salvador, com ACM Neto (segundo turno). O PSDB conquistou as prefeituras de Teresina, com Firmino Filho (segundo turno), e Maceió, com Rui Palmeira (primeiro turno).

O PT venceu em João Pessoa, com Luciano Cartaxo (segundo turno); o PDT, em Natal, com Carlos Eduardo (segundo turno); e o PTC ganhou em São Luís, com Edivaldo Holanda (segundo turno).

Kassab ministro de Dilma ?


Dilma Rousseff e Lula têm dito aos mais próximos que Gilberto Kassab será ministro a partir do início do ano que vem. Há boa chance de Kassab parar no Ministério dos Transportes.
A propósito, Gilberto Kassab tem mais planos para 2013. Quer tentar uma fusão do seu PSD com o PP. Se bem sucedida, resultaria no maior partido da Câmara.
Por Lauro Jardim

Com vitória em SP, PT governará população maior que a do Canadá


Vitorioso em 634 municípios nas eleições deste ano, o PT deverá governar o equivalente a 19,7% dos brasileiros, de acordo com a estimativa da população feita pelo IBGE neste ano.

A vitória em São Paulo, município de 11,4 milhões de habitantes, responde por quase um terço dos 37,6 milhões de munícipes herdados pelos petistas.
Com isso, os prefeitos petistas administrarão a partir de janeiro mais munícipes do que os do PMDB, que venceram em 1.024 cidades (31,2 milhões de habitantes), e os do PSDB, que venceram em 704 cidades (25,8 milhões de habitantes).
A população que será governada por prefeitos petistas é maior que a do Canadá (35 milhões). A dos peemedebistas é maior que a do Peru (30,1 milhões). A dos tucanos, pouco superior à do Afeganistão (25,5 milhões).

Folha

Campanha vê Serra chateado com Haddad e assume erro do 'kit gay'


O coordenador de campanha do tucano José Serra, Edson Aparecido, fez um balanço da derrota do ex-governador para o petista Fernando Haddad nas eleições municipais de São Paulo. O deputado federal afirmou que a campanha "perdeu uma semana" falando sobre o polêmico "kit-gay" e admitiu que Serra ficou chateado com a atitude do futuro prefeito da capital paulista Fernando Haddad nos últimos momentos da disputa.

De acordo com Aparecido, o petista fez duras críticas a Serra, por volta das 18h, em uma entrevista cedida a uma rádio da cidade, quando, segundo o próprio coordenador da campanha, Haddad já estava praticamente eleito prefeito de São Paulo.
"Ele estava muito chateado com o Haddad porque, de forma desnecessária, ele voltou a fazer críticas ao Serra já no final da apuração. Praticamente eleito prefeito, foi socar o porrete no Serra. Ele atacou de novo o Serra hoje de tarde. Falei com Serra umas 18h e ele disse que o Haddad foi para a rádio atacar de novo. O gesto de quem ganha a eleição deve ser de unir a cidade, gesto de grandeza. O prefeito eleito não desceu do palanque, que é o estilo do PT administrar, dividindo a cidade. É uma pena, mas não sei se ele (Serra) ligou para o Haddad", afirmou.
Aparecido afirmou que Serra e o PSDB foram atacados pelo PT a todo momento e que os tucanos buscaram sempre fazer uma campanha "propositiva". "(Haddad) Disse que o Serra tinha feito campanha desonesta. Fomos atacados o tempo todo e no último debate também. Só sei que ele ficou chateado e que talvez esperasse do Haddad um gesto de grandeza", completou.
A respeito dos erros durante a campanha, o deputado federal ressaltou a insistência no tema "kit-gay", que são os kits anti-homofobia voltados para escolas públicas, criados pelo petista e pelo tucano. "No segundo turno, talvez perdemos uma semana decisiva onde podíamos ter entrado na questão do bilhete único e apontado o fim das Organizações Sociais proposta pelo PT. Patinamos uma semana discutindo um assunto que não era da nossa campanha, que foi o chamado 'kit gay', que virou personagem da campanha. Ele veio de fora e entrou no debate da cidade. Não era um assunto da nossa campanha", afirmou.

Terra

El País trata eleição de Haddad como vitória de Lula


A vitória do candidato Fernando Haddad (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo está na homepage do site do jornal espanhol El País, que traz ampla reportagem sobre o segundo turno das eleições municipais brasileiras, com destaque para o pleito na capital paulista. "Candidato de Lula arrebata Prefeitura de São Paulo do PSDB", diz a matéria.

"A prefeitura de São Paulo, a maior e mais importante cidade do Brasil, voltou a ser conquistada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, um candidato escolhido pelo ex-presidente Lula da Silva em uma operação arriscada - como foi a da presidente Dilma Rousseff, escolhida também por ele - venceu com ampla margem", salienta o texto, que analisa o xadrez político que a eleição de Haddad representa para o PT e para Lula.

"A estratégia de Lula foi apresentar um candidato que chamou de renovação: Haddad, de 49 anos, jovem, frente a Serra, de 70 anos e já no final de sua carreira política, em que disputou a Presidência contra Lula e contra Dilma, tendo sido premiado pela ONU por sua atuação como ministro da Saúde. A aposta não era fácil, porque São Paulo tem sido por 30 anos forte feudo do PSDB tanto na Prefeitura quanto no governo do Estado, que são fundamentais nas eleições presidenciais", diz o El País.

De acordo com a reportagem, Lula precisava "ganhar sua aposta" por dois motivos: pensando na reeleição da presidente Dilma em 2014 e para se livrar do "espinho" de ver fundadores e líderes históricos do PT, como José Dirceu e José Genoino, condenados por corrupção e formação de organização criminal pelo Supremo Tribunal Federal. "Lula considera que o resultado do mensalão foi uma forma de incriminar o partido e seus governos populares e chegou a dizer que as 'urnas absolveriam ele e seu partido", afirma o texto.
Fonte: Agência Estado

Abstenção no segundo turno chega a 19% e preocupa TSE

Seis milhões dos 31,7 milhões de eleitores aptos a votar no segundo turno das eleições municipais faltaram hoje (28) às urnas. Com quase 100% das urnas apuradas, o número indica que a abstenção no segundo turno ultrapassou 19%, três pontos percentuais a mais que o índice do primeiro turno, de cerca de 16%.

O aumento preocupa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será avaliado pela Justiça Eleitoral, disse a presidenta do tribunal, ministra Cármen Lúcia. “Agora cabe aos órgãos tanto da Justiça Eleitoral quanto aos  especialistas e cientistas políticos fazermos essa avaliação, porque qualquer aumento é preocupante. Toda abstenção não é boa”, ressaltou a ministra na entrevista coletiva em que fez um balanço da votação no segundo turno.
 
“É um dado sobre o qual nós todos vamos nos debruçar para termos verificação adequada do porquê, quais as causas e consequências, e as medidas que podem ser tomadas para convidar com mais eficácia todos os eleitores que desta vez se abstiveram de votar”, acrescentou.

Com mais de 99,6% das urnas apuradas em todo o país, o Maranhão foi o estado com maior índice de abstenção no segundo turno. Dos 678.070 eleitores que deveriam voltar hoje às urnas na capital, São Luís, única cidade do estado com segundo turno, 149.439 não compareceram, 22,04% do total. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 21,55% de abstenção e a Bahia, com 21,4%.


Ag. Brasil

No segundo turno, PSB venceu em todas as cidades onde disputou contra o PT

Eduardo acompanhou o segundo turno em casa, ao lado do prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio, e outros aliados (Foto: PSB/Divulgação)


Se o PSB do governador Eduardo Campos (PSB) conquistou seu espaço no cenário nacional com o bom resultado que apresentou no primeiro turno das eleições municipais, a força da legenda consolidou-se no segundo round. Os socialistas venceram o pleito em todas as cidades nas quais disputavam contra o PT, do ex-presidente Lula. Aliados nacionais, PT e PSB romperam alianças em importantes cidades no pleito deste ano. No primeiro turno, os socialistas já haviam saído vitoriosos em embates importantes contra os petistas, como no Recife (PE) e em Belo Horizonte (MG).

Cotado para se candidatar a presidente em 2014, Eduardo Campos participou das campanhas nos principais locais onde o PSB disputou e disseminou uma imagem desvinculada da de Lula, seu padrinho político. Em alguns momentos, até "pautou" os petistas, como em Campinas (SP), por onde a presidente Dilma Rousseff e Lula só decidiram ir após uma passagem do socialista.

A vitória maior do PSB no segundo turno foi em Fortaleza (CE), onde a sigla elegeu Roberto Cláudio, com 53,02% dos votos, contra os 46,98% de Elmano de Freitas (PT). Por lá, a disputa era tão acirrada que uma pesquisa divulgada pelo Datafolha nesse sábado (27) apontava para um empate entre os dois postulantes. 

O rompimento do PT com o PSB na capital cearense ocorreu em um movimento semelhante ao do Recife. A atual prefeita, Luizianne Lins (PT), indicou a candidatura de Elmano, que foi rejeitada pelos socialistas, em especial pelo governador Cid Gomes, ligado a Eduardo. Com isso, a postulação de Roberto Claudio foi lançada e abarcou a aliança de 13 partidos, inclusive o PMDB, que indicou o vice da chapa, Gaudêncio Lucena. A aliança PT-PSB no Estado tinha eleito tanto o governador Cid Gomes como Luizianne.

A segunda vitória mais comemorada pela cúpula do PSB foi em Campinas (SP), quintal de São Paulo. Jonas Donizette (PSB) venceu a eleição com 57,69% dos votos válidos, enquanto Marcio Pochmann (PT) teve 42,31% (231.420). A cidade era mirada pelo PSB por ser o terceiro maior parque industrial do País.

Vitória também em Cuiabá (MT), onde Mauro Mendes (PSB) venceu com 54,5% dos votos válidos. Lúdio Cabral (PT) ficou em segundo lugar (45,4%).

Contando as capitais, mas já em disputas não contra o PT, o PSB também levou Porto Velho (RO) neste segundo turno. Entre as cidades menores, ainda angariou Duque de Caxias (RJ) e Petrópolis (RJ). Das sete cidades onde os socialistas disputaram neste domingo (28), só perderam em Uberaba (MG), para o PMDB, que era apoiado pelo PT, apesar de o candidato socialista também ter usado a imagem de Dilma. Lá, o deputado federal Paulo Piau (PMDB) teve 51,36% dos votos válidos e o deputado estadual Antônio Lerin (PSB), 48,64%.

No primeiro turno, o PSB já havia ganho disputas contra o PT no Recife (PE) e em Belo Horizonte (MG). Após o prefeito da capital pernambucana João da Costa (PT) ter sido rifado pelo próprio partido de tentar a reeleição, a Executiva Nacional da legenda impôs a candidatura do senador Humberto Costa (PT). Eduardo aproveitou a briga interna entre os petistas para lançar um nome próprio, seu ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Geraldo Julio (PSB). Com isso, rompeu uma aliança de 12 anos com o PT na cidade. Acabou elegendo Geraldo no primeiro turno com 51,15% dos votos. Humberto amargou o terceiro lugar (17,43%), atrás até do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) - 27,65%.

Já em Belo Horizonte, o socialista vitorioso foi Marcio Lacerda (PSB), uma aliança do PSB com o PSDB, principal partido da oposição ao governo federal. Ele disputou contra Patrus Ananias (PT), cuja candidatura foi uma aposta pessoal da presidente Dilma. Marcio Lacerda teve 52,69% dos votos, contra os 40,80% de Patrus Ananias.

Apesar de ter perdido as eleições no segundo turno para o PSB, o PT foi o partido que mais elegeu prefeitos nas 50 cidades onde houve nova votação, junto com o PSDB. Aos petistas coube a vitória na maior cidade do País, São Paulo, administrada por quase uma década pelo PSDB, e em mais sete municípios, entre os quais duas capitais, João Pessoa (PB) e Rio Branco (AC). Os tucanos, por sua vez, conquistaram nove municípios, sendo três capitais: Manaus (AM), Teresina (PI) e Belém (PA).

A disputa dos petistas em João Pessoa foi contra o PSDB. O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) teve 68,13% e seu adversário, Cícero Lucena (PSDB), 31,87%. Por lá, o PSB manteve-se neutro.

Já em São Paulo, a vitória do ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) - 55,57% - sobre o ex-governador do estado paulista José Serra (PSDB) - 44,435 - teve o apoio do PSB, entretanto, Lula tratou de deixar Eduardo longe da campanha para ele não ter crédito na conquista. O PSB foi o primeiro partido a declarar apoio ao petista, aliás, Eduardo sempre cita este episódio quando é instado a falar sobre uma suposta crise com o PT. O governador de Pernambuco chegou a receber um telefonema de Haddad para que participasse de um evento no segundo turno, mas o tal ato não ocorreu, até porque, na última semana da eleição, as pesquisas de intenção de votos já apontavam vitória do ex-ministro com dez pontos percentuais de diferença.

Apesar dos fatos, Eduardo nega qualquer mal-estar com o PT e Lula. E também já disse que não falará agora sobre 2014. Pelo menos não publicamente. Como em todos os passos dados pelo socialista, o rompimento com o PT em cidades estratégicas foi milimetricamente calculado. E deu certo. Mais uma prova de que o governador não dá ponto sem nó.


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