sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Boiadeiro aprende a ler aos 74 anos para ser eleito vereador


No quarto da casa simples em Buritizal(SP), serrote e enxada contrastam com o terno italiano de microfibra. Traje e ferramentas pertencem ao boiadeiro Galdino Cardoso dos Santos, que aos 74 anos trocará finalmente os afazeres da roça pela rotina de vereador. É a realização de um sonho que começou há quatro anos, quando ele teve a primeira candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral porque era analfabeto.
No mesmo dia em que teve a candidatura negada, Santos percebeu que, antes de entrar na Câmara, precisaria frequentar a escola. Os anos de dedicação renderam o domínio da linguagem escrita, a descoberta de um talento inexplorado para a matemática e o direito de exercer o cargo para o qual foi eleito no último dia 7 de outubro. “Eu sei até onde posso ir e o que me cabe não vou deixar para outro”, comemorou Santos.
ObrigatóriaA alfabetização é legalmente indispensável para que qualquer cidadão possa disputar um cargo eletivo. “Ele vai exercer um cargo público, eletivo, mas público. Vai assinar diversos pareceres, confeccionar leis. Há de se entender o que está lendo, assinando”, explicou o juiz eleitoral Ewerton Meireles Gonçalves.
O juiz, o mesmo que há quatro anos indeferiu a candidatura de Santos, hoje parabeniza a atitude do boiadeiro. “É um exemplo a ser seguido. Uma pessoa próxima aos 70 anos que quer alcançar um cargo público e se prepara para isso, tendo o seu primeiro pedido indeferido e busca a escola, busca a alfabetização para alcançar o seu objetivo, é realmente um parâmetro.”
ContinuarGaldino dos Santos conta que para completar o figurino que estreará no Legislativo falta apenas a gravata, mas não é a roupa a principal preocupação do eleito. Depois de descobrir na educação o caminho para alcançar seus objetivos, ele garante que não deixará a escola. “Vou continuar.”
G1

Prefeito é condenado a pagar multa de R$ 106 mil por usar Bolsa Família


O prefeito de Campo Verde Dimorvam Alencar Brescarim, foi condenado pelo juiz da 12ª zona eleitoral de Campo Verde, Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, ao pagamento de multa no valor de R$ 106.410,00, por ter se utilizado da estrutura e de os serviços da Prefeitura, em especial o Bolsa Família, para favorecer o candidato a prefeito Luiz Gabriel Leite da Silva (PMDB), que concorreu pela coligação Campo Verde Muito Mais (PMDB/PDT). 
 
 
A condenação decorre de uma representação eleitoral, na qual o prefeito foi acusado de utilizar a estrutura e os serviços da prefeitura, em especial o Bolsa Família, para favorecer o candidato a prefeito Luiz Gabriel Leite da Silva, que concorreu pela coligação Campo Verde Muito Mais. O prefeito Dimorvam Alencar está em seu segundo mandato, não sendo possível concorrer à reeleição. 
 
 
O pagamento da multa deve ocorrer em 30 dias, a contar da intimação. Após esse prazo, caso a multa não tenha sido quitada, o nome do prefeito deverá ser inscrito nos registros da dívida ativa junto à União. 
 
 
Conforme consta do processo, o prefeito firmou um Termo de Cooperação Mútua com o sindicato rural do município, por meio do qual iria distribuir gratuitamente ingressos da 13ª Expoverde às 1.266 famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. O candidato a vice-prefeito na chapa do médico Luiz Gabriel, Elton Antonio Schabbach, compôs a Diretoria do Sindicato Rural de Campo Verde, exercício 2011, na função de 1º Tesoureiro. 
 
 
A distribuição dos ingressos foi maciçamente divulgada nas rádios locais. Conforme depoimento de testemunhas, os ingressos foram entregues no Centro de Apoio ao Idoso e distribuídos pela Secretaria de Ação e Promoção Social do Município, sob o comando do Poder Executivo local.
 
 
Apesar de anunciar a distribuição de 3.798 ingressos (três por família cadastrada), o prefeito não conseguiu êxito em seu intento porque, tão logo soube do fato, e usando o poder de polícia que lhe é conferido, o juiz eleitoral determinou, liminarmente, a proibição da distribuição dos ingressos. Contudo, mais de mil ingressos já tinham sido distribuídos, antes que a intimação da decisão judicial fosse efetivada. 
 
 
A Expoverde trouxe shows de renome nacional, como das duplas sertanejas Fernando e Sorocaba, Rico e Léo, Munhoz e Mariano, dentre outras atrações. O magistrado consignou em sua decisão que a prefeitura daquele município nunca havia distribuído para os beneficiários do Bolsa Família ingressos para shows e eventos. O fato ocorreu justamente no período eleitoral, o que comprova o uso eleitoreiro da medida, conforme entendimento do juiz eleitoral. 
Por determinação do juiz Renan Carlos Leão, cópia do processo foi encaminhada à delegacia de polícia, para apuração de eventual prática de crime.
 
 
O juiz Renan Carlos buscou a doutrina para ressaltar que “a ninguém é permitido utilizar-se dos serviços e programas públicos em benefício próprio ou de terceiros. Não é o Presidente da República quem dá o bolsa escola para os estudantes carentes de todo o Brasil, e sim a Administração Pública Federal, que, como em todas as esferas de governo, deve ser impessoal”. 
 
 
O magistrado continuou citando o doutrinador Edson Castro de Resende (Teoria e Prática do Direito Eleitoral), ao lamentar e existência de “administradores que se valem dos programas de distribuição gratuita de bens e serviços de natureza social, custeados ou subvencionados pelo Poder Público, para se projetarem diante dos eleitores. Isso é fazer uso promocional”. 
 
 
O magistrado ressaltou que a Justiça Eleitoral tem o intuito de prejudicar a administração do município e tampouco exigir a interrupção de programas sociais. O que se interdita é a utilização da máquina pública em favor de candidato, partido político ou coligação. 
 
 Cenario MT

População brasileira atingirá pico em 2030, diz estudo do Ipea


A população brasileira atingirá seu tamanho máximo em 2030, com cerca de 208 milhões de habitantes, divulgou nesta quinta-feira (11), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em um levantamento feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizado em 2011 pelo centro.
Em 2030 também está previsto o maior número de cidadãos trabalhando no país – um contingente de 156 milhões.
Segundo o Ipea, até 2040 a população brasileira deve diminuir para 205,6 milhões, devido a redução da fecundidade, fazendo com que a mão de obra disponível também caia para 152 milhões.
A população brasileira registrou as mais elevadas taxas de crescimento entre 1950 e 1970, quando a taxa ficou em torno de 3% ao ano. A partir daí as taxas começaram a entrar em declínio, principalmente devido ao controle de natalidade a partir da década de 60. Estima-se para esta década uma taxa média de 0,7% ao ano; menos de um quarto da observada entre 1950-1970. A taxa estimada para 2011, de 1,7 filho por mulher, está bem abaixo da esperada para reposição, diz o Ipea.
O envelhecimento da população também irá alterar a proporção da população dos diversos grupos etários. Enquanto, em 1940 a população idosa representava 4,1% do total; subiu para 12,1% em 2011 - passando de 1,7 milhão em 1940 para 23,5 milhões. Enquanto isso, a população jovem caiu.
Fatores
Segundo o Ipea, a queda da mortalidade acompanhada pela queda na fecundidade interferem na dinâmica da população.  A partir de 2030, os únicos grupos populacionais que terão crescimento serão os com idades superior a 45 anos.
A participação do grupo jovem (15-29 anos) na população chegou ao limite em 2000 e deve cair muito a partir de 2030. Espera-se ainda que participação da população adulta (30-44 anos) permaneça estável, em termos percentuais, até 2040, mas que o seu contingente cresça em valores absolutos.
G1

Quadro clínico de Sérgio Guerra evolui


O Hospital Santa Joana acabou de divulgar um boletim médico sobre o estado de saúde do político Sérgio Guerra. De acordo com a nota, Guerra continua internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), após uma gastroenterite aguda, seguida de desidratação e insuficiência renal. O quadro gastrointestinal está superado e os exames indicam uma boa evolução na saúde do deputado, com estabilização da função renal. As sessões de hemodiálise foram interrompidas no momento.
SOCIAL 1

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Opinião: O novo Brasil


Num mesmo dia, 10 de outubro de 2012, o Supremo Tribunal Federal condena o antes todo-poderoso chefe da Casa Civil de um dos governos mais populares do país e elege um ministro negro para presidi-lo pela primeira vez na história. Esse é o novo Brasil.
José Dirceu de Oliveira e Silva tem uma biografia exuberante.
O moço bonito de sotaque caipira que sai da cidadezinha mineira de Passa Quatro para liderar os estudantes do Brasil inteiro contra uma ditadura (e, de quebra, partir corações femininos de norte a sul).
O jovem líder que é preso, trocado por um embaixador sequestrado, treinado em Cuba e que muda o rosto e a identidade para voltar ao país e reconstruir a vida.
O clandestino que divide a cama, a mesa, as finanças e um filho com uma mulher por anos, sem lhe dizer quem é, de onde vem, para onde vai.
O político que ressurge das cinzas para retomar, vibrante, a vida política e criar o Partido dos Trabalhadores, embalar o mito Lula e garantir-lhe condições práticas de vitória -tapando o nariz, mergulhando no sistema, deixando-se levar alegremente pela correnteza política.
O braço direito do primeiro presidente "de esquerda", que instalou dentro do Planalto sua capacidade de mando, sua influência sobre o PT e a imensa experiência em manipular aparelhos. Antes, os militantes. Depois, os partidários. Por fim, os de governo. Estado e partido, os fins justificam os meios?
Cai José Dirceu, sobe Joaquim Barbosa, o negro, o filho de pedreiro, o homem que inebria o país com seu carisma e seus votos implacáveis no que se convencionou chamar de "julgamento do século". E que presidirá a mais alta corte brasileira.
Quis o destino, ops!, quis o processo político, social e econômico que o grande condenado, quando a lei passa a valer para todos, seja justamente quem tanto se empenhou para construir esse novo Brasil. O réu Dirceu é vítima do próprio Dirceu.

ELIANE CANTANHÊDE


Ministros dizem que projeto de poder de petistas era 'criminoso'


O ministro Celso de Mello, mais antigo dos atuais integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), disse ontem que o mensalão foi a criação de um "projeto criminoso de poder", ao condenar o ex-ministro José Dirceu e dois ex-dirigentes do PT por seu envolvimento com o esquema.
O Supremo concluiu ontem o julgamento de Dirceu pelo crime de corrupção ativa. Ele foi condenado por 8 votos a 2 como principal responsável pela organização do mensalão, que distribuiu milhões de reais a parlamentares que apoiaram o governo no Congresso no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2005).
Dirceu foi condenado ao lado do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro da sigla, Delúbio Soares. Os ministros do Supremo concluíram que os três organizaram o mensalão para corromper políticos de quatro partidos, o PP, o antigo PL (hoje PR), o PTB e o PMDB.
O crime de corrupção ativa prevê pena de 2 a 12 anos de prisão e multa. O tamanho das penas de Dirceu e dos outros réus e o regime em que elas terão que ser cumpridas só serão definidos pelo Supremo no fim do julgamento.
Para Celso de Mello, o mensalão foi fruto de uma "agenda criminosa" e de um "projeto criminoso de poder engendrado, concebido e implementado a partir das mais altas instâncias governamentais e praticado pelos réus, entre eles Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino".
"Estamos tratando de macrodelinquência governamental, da utilização abusiva, criminosa do aparato governamental", disse Mello.
Para o ministro, o processo revelou uma "grande organização criminosa que se constituiu à sombra do poder, formulando e implementando medidas ilícitas que tinham por finalidade realização de um projeto de poder".
Celso de Mello disse ainda que a "falta de escrúpulos" dos acusados evidenciou "sua avidez por poder" e uma "ação predatória sobre os bons costumes". "O que se rejeita [...] é o jogo político motivado por práticas criminosas perpetradas à sombra do poder. Isso não pode ser tolerado, não pode ser admitido".

'GOLPE'

O presidente do STF, Ayres Britto, que também votou pela condenação, também foi duro com os petistas. Ele afirmou que "um projeto de poder foi arquitetado" contra as instituições democráticas.
"Golpe, portanto, nesse conteúdo da democracia, talvez o conteúdo mais eminente da democracia, que é a República, o republicanismo, que postula possibilidade de renovação dos quadros e dirigentes", disse o ministro.
Para Britto, no mensalão não havia um projeto de governo "lícito", mas um plano que ia "além de um quadriênio quadruplicado", ou seja, 16 anos: "Um projeto de governo que, muito mais do que continuidade administrativa, é seca e rasamente continuísmo governamental", disse.
Mello e Ayres Britto disseram que não julgaram os acusados por suas histórias pessoais, mas sim por atos a eles imputados pela acusação.
O STF também condenou o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do mensalão, seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, seu advogado Rogério Tolentino e sua ex-funcionária Simone Vasconcelos. Outra ex-funcionária, Geiza Dias, e o ex-ministro Anderson Adauto foram absolvidos.

Folha

Participante do 'Lata Velha' é eleito vereador em Montes Claros


Professor de biologia há mais de 17 anos, André Ricardo Alves Martins tornou-se famoso pelo vídeo publicado na internet no ano de 2011. No vídeo, o professor André, cantando, chamava a atenção do apresentador Luciano Huck para a reforma do ônibus da APAE em Montes Claros.
O apelo do professor emocionou os internautas que aderiram à campanha tornando o vídeo  sucesso de visualizações em pouco tempo. O reconhecimento dos internautas fez com que Huck recebesse alunos de Montes Claros no programa da Rede Globo, 'Caldeirão do Huck'. No quadro 'Lata Velha' anunciou a reforma do ônibus, que foi batizado de “Maria Vitória”.
Mesmo com tanto prestígio, André não se sente uma celebridade, mas sim uma pessoa importante por ter feito algo de valor. Porém, o movimento tomou proporções gigantescas e com isso, o seu reconhecimento na cidade também.
“A população de Montes Claros ficou encantada. Inúmeras pessoas me aplaudiam. No semáforo esperando os sinal verde, as pessoas paravam e me aplaudiam.”
O professor admite que antes da história do “Maria Vitória” ele se demonstrava uma pessoa desligada da política.
“Antes do Maria vitória e não tinha nenhum viés político. Isso nasceu durante a campanha, desenvolveu ali e desabrochou com o pedido das pessoas.”
Ele reconhece a importância da aparição no programa de TV para a sua eleição como vereador. André teve 3.142 votos que, segundo ele, foram conseguidos sem muitos investimentos financeiros.
“Eu ganhei uma visibilidade que, para o campo político, é super impotante. É tanto que eu não tinha recursos para a campanha.”
O professor promete lutar pelas causas das pessoas deficientes. Ele acredita ainda que a educação deve ser aliada à saúde e ao meio ambiente, para se viver bem.
G1

Mensalão vira game, com Barbosa atirando em Dirceu



O processo do mensalão serviu de inspiração para jovens proprietários de uma empresa de games do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, os proprietários da PlayerUm colocaram no ar um jogo virtual em que o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa, é o personagem principal. O game já teve mais de 5.000 jogadores cadastrados no Facebook e a meta dos criadores é superar a marca de 100.000 acessos.
"A gente está sempre ouvindo que jovem não liga para o mensalão, para a política. Fizemos esse jogo para mostrar que jovem tem sua voz e não está satisfeito com o que temos na política", disse Rubens Blajberj, um dos sócios da empresa PlayerUm.
O jogo, chamado de "A batalha do Mensalão" segue a lógica do clássico Space Invaders, game dos anos 1970 em que o jogador tinha de matar alienígenas invasores. Na versão, o jogador controla o relator atirando contra o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério. Dirceu e Genoino valem 50 pontos, enquanto Valério e Delúbio valem 10 pontos.
Existem ainda outros dois personagens no game. O ex-presidente Lula passa por cima da tela cercado por interrogações. "O Lula é um convidado especial, afinal, ele não sabe de nada", brinca Rubens. Quem conseguir acertar o ex-presidente ganha 1.000 pontos. O outro personagem é o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, que votou pela absolvição de Dirceu e Genoino. Sua função no jogo é atrapalhar Barbosa.
Confira o game aqui.

Unipace aplica simulado para o Enem neste final de semana


A Universidade do Parlamento Cearense (Unipace) realiza nos próximos dias 12 e 13 de outubro, por meio do projeto “ALcance a Universidade”, simulado para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012. As provas serão realizadas pela manhã, nas salas de aula localizadas no primeiro e segundo andar do edifício Deputado José Euclides Ferreira Gomes, Anexo II da Casa.


No primeiro dia de avaliações, serão aplicadas provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas, com tempo de duração de quatro horas. Já no segundo dia, provas de Matemática, Linguagens e Códigos, além da Redação, com cinco horas de duração.

Segundo a diretora de Gestão e Ensino da Unipace, Lindomar Soares, a expectativa é de que aproximadamente 1.200 alunos realizem os exames, que adotarão o mesmo modelo e metodologia de avaliação utilizados na rede privada de ensino. “As provas de Redação serão corrigidas por profissionais da Faculdade Integrada do Ceará (FIC)”, acrescenta a diretora.

O “ALcance a Universidade” é uma iniciativa da Unipace, instituição vinculada a Assembleia Legislativa do Ceará, em parceria com a Secretaria da Educação do Estado (Seduc). 

O programa visa preparar para o Enem alunos da rede pública de ensino que estejam cursando ou que tenham concluído o 3° ano do Ensino Médio. O projeto conta com uma equipe docente formada por professores de alto nível didático-pedagógico, que lecionam em renomados cursinhos de Fortaleza.

ALECE

Em Jericoacoara (CE), padre sensação confirma favoritismo e é eleito


Numa votação expressiva, o Padre Lindomar (PSD) foi eleito neste domingo (7) de forma incontestável na cidade cearense de Jijoca de Jericoacoara (a 290 km de Fortaleza).
Com 5.305 votos, ele chegou a impressionantes 93% do total válido. O segundo colocado, Dachaga (PSOL) teve 394 votos (6,91% do total válido). Os outros dois candidatos --Araújo (PMDB) e Iatã Barros (PSC)-- não tiveram os votos computados por conta de problemas com a Justiça Eleitoral.
Mesmo que venham a ser computados, os votos dos dois candidatos juntos, não serão capazes de chegar próximo à votação do padre.
Agora prefeito eleito, o pároco aproveitou a fama como celebrante de missas "animadas" na principal igreja da cidade. “As missas dele eram sempre lotadas. Ele tocava violão, cantava, uma coisa linda”, conta a dona de casa Cleonice Vasconcelos.
Apesar da orientação da igreja para que os padres não ingressem na política, o padre Lindomar fugiu à regra e disse que pretende mudar a cidade. Ele garantiu que seguirá celebrando missas.
“A primeira coisa que fiz, quando decidi entrar na política, foi dialogar com meu bispo, e entramos em um entendimento onde eu fico celebrando missa na minha casa, com no máximo três, cinco pessoas. Também posso celebrar em algumas dioceses”, disse, durante visita do UOL.
O município de Jericoacoara tem como principal vocação o turismo. No município está um dos parques nacionais mais conhecidos e um dos roteiros turísticos mais visitados do Nordeste por europeus. Por ano, o local recebe cerca de 500 mil turistas, numa área de 8.416 hectares (84 quilômetros quadrados).
UOL

Mais 17 municípios recebem a primeira parcela do Garantia-Safra


O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) publicou portaria que autoriza o pagamento da primeira parcela do Garantia Safra em 17 municípios cearenses, neste mês de outubro. De acordo com a portaria, serão beneficiados 18.904 agricultores familiares. Os pagamentos serão realizados conforme o calendário de vencimentos de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal.

O benefício será pago em cinco parcelas mensais, sendo quatro de R$ 135,00 e a última de R$ 140,00, somando R$ 680,00. Os beneficiados receberão o pagamento até fevereiro de 2013.

Conforme o coordenador estadual do Garantia Safra, Arimatéa Gonçalves, outros 151 municípios do Ceará receberam a primeira parcela do benefício, nos meses de julho e agosto, sendo beneficiados pouco mais de 215 mil agricultores familiares. “Outros oito município cearenses enviaram para o MDA as suas informações de perdas e estão em processo de análise na coordenação nacional do Garantia Safra, em novembro eles deverão ser contemplados”, informou. Os municípios que ainda aguardam a resposta do MDA são Altaneira, Caucaia, Cedro, Crato, Granja, Itaitinga, Pacatuba e Palmácia.

Em 2012, o Governo do Estado autorizou o pagamento de uma parcela extra do Garantia-Safra, beneficiando 239.982 agricultores, nos 176 municípios que implementaram o programa Garantia-Safra. O Estado desembolsou mais de R$ 32,6 milhões para pagar o benefício.

Garantia-Safra 2013

Para 2013, o Estado do Ceará tem a meta de cadastrar 350 mil agricultores para receberem o benefício, que será de R$ 760, dividido em cinco parcelas. Os agricultores já podem fazer o cadastro para receber o Garantia-Safra 2012-2013 nos escritórios locais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), nas secretarias municipais de agricultura e nos sindicatos rurais. Até agora 63 mil agricultores em todo o Estado já aderiram ao benefício.

Para aderir ao Programa, o agricultores deve contribuir com R$ 9,50, os municípios com R$ 28,50, os Estados com R$ 57,00 e a União vai contribuir com o valor de R$ 190,00, por cada agricultor cadastrado no Programa.

A coordenadora nacional do Garantia-Safra da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Dione Maria de Freitas, recomenda que os municípios que façam o seu cadastro sigam as orientações do Governo Federal. “O município não terá um número fixo de laudos a serem feitos. A quantidade de documentos será de acordo com o número de agricultores aderidos ao programa”, informou.

Segundo o secretário Nelson Martins, a importância do cadastramento representa um seguro em caso de perda de safra, acima de 50%. “É um programa exitoso, que garante recursos para o agricultor em caso de estiagem”, afirmou. “Os escritórios locais da Ematerce, as secretarias municipais de agricultura e os sindicatos já estão preparados para receber as demandas.

A portaria com a relação dos municípios beneficiados em outubro pode ser acessada no link. (http://www.sda.ce.gov.br/index.php/downloads/file/358-folha-de-outubro-portaria-saf-31-08-out-2012-publicada-em-10102012 )


Assessoria de Comunicação da SDA

Pastor Silas Malafaia se consolida nas eleições como líder político nacional

Silas Malafaia, fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e prestigiado pastor no meio evangélico, consolidou-se, nas eleições de domingo (7), como um importante líder político em âmbito nacional. repetindo os passos de outras influentes denominações, como a Igreja Universal e a Assmbleia de Deus.


Carismático, com linguagem direta, cheia de gírias e por vezes agressiva em defesa de suas ideias conservadoras, ele está no centro de polêmica em São Paulo, onde apoia José Serra (PSDB) contra Fernando Haddad (PT), a quem se refere como "autor do kit-gay". 
Malafaia apoiou 40 candidatos vencedores no pleito pelo País – 24 a prefeito (quatro estão no segundo turno) e 16 a vereador. Com 48 indicados no total em sete Estados, sua performance foi de 83% de sucesso.
Ele declarou voto em seis candidatos a prefeito em cidades grandes. Dois venceram no primeiro turno:Eduardo Paes (PMDB) , no Rio, e Fortunati (PDT) , em Porto Alegre e três foram para o segundo turno: José Serra (PSDB) , em São Paulo, Ratinho Júnior (PSC) , em Curitiba, na frente; e Neilton Mulim (PR) ficou em segundo em São Gonçalo (segundo maior colégio eleitoral do Rio). Na menor cidade da lista, Palmas, seu preferido, Marcelo Lelis, foi derrotado. “Só perdi com o cara de Palmas, onde não tem segundo turno.”
“Apoiei 18 caras para vereador, 16 foram eleitos. Em Porto Alegre, quando cheguei para apoiar (José) Fortunati (prefeito eleito), estava empate técnico com a Manuela Dávila (PCdoB) . Dei uma força, lá em Porto Alegre tem muito evangélico. Ele pediu: ‘Grava aqui para o TRE.’ Fiz um áudio e pus na porta da igreja. Não digo que ganhei, mas ajudei a ganhar”, contou.
Ele concentrou as ações principalmente no Rio: De 25 candidatos a prefeito no Estado, perdeu em cinco municípios, venceu em 18 e dois foram para o segundo turno. O religioso conseguiu fazer ainda 16 de 18 (86,6%) vereadores - 16 no Rio, um em Manaus (AM) e um em Cabo Santo Agostinho (PE), onde fica o Porto do Suape. Nas eleições de 2010, o pastor já tinha ajudado a eleger três deputados federais no Rio.
Apesar de ter dito ao iG que faria campanha discreta para o tucano José Serra no segundo turno em São Paulo, ele tem provocado polêmica, ao escrever seguidas mensagens críticas a Fernando Haddad no twitter e no facebook, identificando-o como “autor do ‘kit-gay’”.
O pastor tem consciência de sua força nas urnas, no segmento evangélico e se regozija disso. Ele afirma que esta sua missão é influenciar o máximo possível. “Gooosto (de política)! Eu nunca vou ser candidato a nada, pode anotar aí! Agora, tenho a convicção, como pastor, acredito que fui levantado para influenciar. Então, vou influenciar o máximo que puder. Ser (político), nunca, mas influenciar, sempre!”
Malafaia também não tem pudores em relação ao jogo político, cuja dinâmica revela conhecer bem. “Na época da eleição, o prefeito e governador bajulam todo mundo para ganhar. Quando são eleitos, essa aqui é que é a verdade, amigo: “Quem é esse cara aí? Elegeu quem?” Então, para eles te atenderem, você tem de mostrar que você tem força política! Senão é mais um no bolo! (...) Essa é que é a verdade nua e crua.”
Segundo o pastor, é graças ao poder político que os evangélicos conseguem garantir seus “princípios”. “Quando vier coisa de molecagem contra os nossos princípios, a gente tem voz para pressionar. É esse que é o jogo. Isso é o que eu faço. Não tem conversa: “Vai fazer essa lei aí? Vai? Então vai ver se vai ter o meu apoio...!” Você vê, tanta coisa foi freada aí, em âmbito federal e tudo, por medo de nossa comunidade”, explica. 
Direto, o pastor não se furta a fazer comentários sobre outras igrejas, como a Universal, com mais tempo de atuação política.
Além da igreja e da TV, onde tem programas em três canais, Malafaia aposta suas fichas na influência pela internet. “O segmento social que mais usa a internet e as redes sociais são os evangélicos.”
Ele contou ao iG que usa a mala direta de venda de seus produtos evangélicos (livros, CDs, DVDs) para fazer propaganda política de seus candidatos. Malafaia disse esperar que os candidatos por ele apoiados defendam os interesses dos evangélicos e honrem o seu nome, porque os apoiou. Se pisar (na bola), “quem vai dar com o sarrafo sou eu, (...), largo o aço em cima, (...) vou sacudir em cima dele!”. “Meu nome não está à venda para ninguém”, afirmou Malafaia.
Leia a entrevista do iG com Silas Malafaia:
iG: Como o sr. analisa o seu envolvimento com a política?
Silas Malafaia: A vida é resultado do que construímos ao longo do tempo. A gente se posiciona e corre riscos, põe a cara para bater. O povo evangélico vem amadurecendo. Estou há muito tempo na mídia, e conquistei credibilidade com os evangélicos. Uma parte acata e considera o que eu digo.
iG: O sr. gosta de participar dessa embate, não é?
Silas Malafaia: Gooosto! Eu nunca vou ser candidato a nada, pode anotar aí! Nada, nada, nada! Agora, tenho a convicção, aquilo que sou, como pastor, como um dos líderes de um segmento, acredito que fui levantado para influenciar. Então, vou influenciar o máximo que puder. Ser (político), nunca, mas influenciar, sempre!
iG: Quantos candidatos o sr. apoiou nessas eleições?
Silas Malafaia: Apoiei 18 caras a vereador, 16 foram eleitos. Em Porto Alegre, quando cheguei para apoiar (José) Fortunati (prefeito eleito), estava empate técnico com a Manuela Dávila. Dei uma força, lá em Porto Alegre tem muito evangélico. Ele pediu: ‘Grava aqui para o TRE.’ Fiz um áudio e pus na porta da igreja. Não digo que ganhei mas ajudei a ganhar. O Ratinho Jr., conheço o pai dele, que me pediu ajuda. ‘Dá uma palavra para os evangélicos’. Em São Paulo, entrei aos 45 minutos, no dia 1º. Segunda de manhça, Serra me ligou para agradecer. Hoje (terça-feira, 9) estive com ele.
No Rio, apoiei 25 candidatos a prefeito. Cinco perderam, 18 foram eleitos, e dois estão no segundo turno. Podia ter apoiado 200 caras que vieram encher meu saco. Mas política é muito desgastante, ao botar minha cara, para muita gente, corro muito risco. Se um cara desses faz besteira, acabo chamuscado. Falei muito 'não'.
iG: O sr. considera que os evangélicos devem participar de forma ativa, como grupo político?
Silas Malafaia: Como os evangélicos começaram a ser um segmento importante, o pessoal entende o seguinte: se ateu, marxista, filósofo, operário pode dar opinião, por que não posso dar? Falam tanto que somos fundamentalistas, retrógrados... O que não posso dizer é que a igreja apoia (determinado candidato). Isso não digo. Não suporto negócio de que a igreja apoia! Sou eu, que sou cidadão que apoio. Temos de nos fazer representar. Na Bíblia, Jesus não anulou a cidadania terrena.
iG: E como é que o sr. pede voto para os candidatos?
Silas Malafaia: Falo em tudo o que é lugar: ‘Você é livre para votar em quem quiser. Não tem anjo contratado pelo pastor para fiscalizar e dedurar em quem votou.’ Quando digo isso, estou respeitando o direito da pessoa, dona do voto. Ganho muito mais do que se dissesse: ‘Vote aqui!’ Digo: ‘Se não tem candidato, tenho Alexandre Izquierdo (vereador eleito, com 33.. Mas o voto é seu e vote em quem quiser. Não é ostensivo, mas muito pontual. Se encher o saco, fizer apelo espiritual... Não digo: ‘Este é o candidato de Deus, o resto é do diabo!’
iG: Em muitas igrejas, como a Universal, o pedido de voto é explícito. O sr. faz isso também?
Silas Malafaia: A Universal já teve sete deputados estaduais (no Rio), cinco federais e quatro vereadores. Agora elegeu três vereadores. O caso do Bispo Rodrigues (deputado federal cassado, ex-líder político nacional da Universal, condenado no Mensalão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro) foi uma paulada violenta. Mas tem a questão da maneira ostensiva de pedir voto. O mais difícil não é fazer o povo acreditar, é fazê-lo se manter acreditando é a história. Pode-se manipular as pessoas por um tempo, mas não o tempo todo. Eu explico para as pessoas que podem votar em um e eleger outro. ‘Se você vota em alguém sem chance elege o outro (devido ao quociente eleitoral, número mínimo de votos de uma coligação para eleger cada vereador ou deputado). Ensino como funciona o voto majoritário. A maneira didática ajuda muito mais que impor (voto).
iG: Quem é Alexandre Izquierdo, vereador eleito no Rio com seu apoio?
Silas Malafaia: Ele foi líder da Juventude da igreja, é obreiro. É muito preparado intelectualmente. Aí, perguntei a ele: ‘Quer ser pastor ou político?’ Ele disse: ‘Tenho vontade de alcançar posições na política’. Aí decidi: ‘Vou investir nele! E falei (para os fiéis): ‘Se não tem candidato, tenho Alexandre Izquierdo. Mas o voto é seu, vote em quem quiser.
iG: O sr. acha que ainda há preconceito contra a participação de evangélicos na política?
Silas Malafaia: Tem muito preconceito contra os evangélicos. Acham que evangélico é seminanalfabeto, primário, babaca, tapado, idiota. Nego esta por fora! Na minha igreja, tem desembargadores, devo ter pelo menos 14 caras com doutorado ou cursando doutorado. Claro que eu tenho gente pobre na igreja, porque é o estrato social! Eu lancei um desafio para a garotada: o primeiro que passar para Harvard (uma das melhores universidades do mundo) a igreja banca todo o curso. Para motivar!
Essa ideia de que evangélico é babaca, semianalfabeto, tapado, idiota, eu até fico rindo! É o estrato da sociedade. Mas a igreja tem classe média. Hoje em dia pensar: ‘Ah, é bobinho, é curral de pastor!’ Vai lá! Vai nessa! Não tenho nada contra, mas vou te dar um número: se o povo da Universal fosse curral deles, eles elegeriam oito vereadores. Curral é o escambau! Se a Universal fosse curral, seriam oito vereadores (no Rio), não três!
Acham que os evangélicos são um bando de bobos, otários. Nego está por fora! Depois do advento da internet não tem mais bobo. O segmento social que mais usa a internet e as redes sociais são os evangélicos.
iG: O sr. também já apoiou deputados federais eleitos.
Silas Malafaia: Botei a minha cara para três caboclos, que foram eleitos federais. Ajudei a eleger três deputados federais do Rio. O Neilson Mulim (candidato a prefeito no segundo turno em São Gonçalo), Filipe Pereira, filho do pastor Everaldo Pereira, que foi o mais forte, que mais botei a cara, e o outro de Duque de Caxias, da Igreja Metodista, que teve 28 mil votos (Áureo Lídio Ribeiro)... Esqueci o nome dele, sou ruim de nome! E o Filipe, com todo o respeito, se eu não boto a cara... Nenhum dos três é da minha igreja. São evangélicos, mas não são da minha igreja. Não precisa ser da minha igreja, não. Só meu irmão (Samuel Malafaia, deputado estadual no Rio, pelo PSD) é.
iG: De que maneira o sr. faz propaganda para eles?
Silas Malafaia: Tenho uma mala-direta de pessoas que compram comigo materiais, muito poderosa! É gente que compra materiais meus. E essa mala é muito, muito muito poderosa. Tenho 180 mil nomes no Estado, sendo 60 mil na capital. Tanto é que meu irmão – e nós botamos no programa de computador – teve votação em cidades onde não botou o pé, nem lá foi. Aí você olha na minha mala direta e tem gente lá. Teve 135 mil votos.
iG: Foi o terceiro mais votado, só atrás de Wagner Montes (528.628 votos, a maior votação do País) e do Marcelo Freixo (em 2010, o agora candidato derrotado à Prefeitura do Rio teve 177.253 votos para deputado estadual)?
Silas Malafaia: É, atrás de dois caras que... pelo amor de Deus! Um com a máquina da televisão (Montes) e outro com a imprensa dando corda para ele (Freixo). Aí não teve jeito! Não tem isso de ser mais votado. Eu quero, sim, que o cara que eu apoie para deputado não entre na rabeira, que entre. Se está entrando no meio ou na cabeça, quero que entre!
iG: E o que o senhor espera desses candidatos, uma vez eleitos?
Silas Malafaia: Espero que, primeiro, aprendam que estão lá não porque foram colocados para defender interesses dos evangélicos. Estão lá para cumprir um princípio do que acreditam da Bíblia, pela justiça social, para abençoar o necessitado. Não ser a favor de lei que prejudique os mais humildes, eles sabem disso, não são malucos! Segundo ponto é honrar o nome de quem lhes emprestou o nome, que sou eu. Eu digo para eles: ‘Amigão, não pisa (na bola) não, que se pisar, quem vai dar com o sarrafo, sou eu!’
iG: E se eles fizerem algo errado?
Silas Malafaia: Eles sabem que quem vai dar o primeiro sarrafo neles sou eu! Meu nome não está à venda, por ninguém, meu irmão inclusive, meu nome não está à venda para ninguém! A Bíblia já dizia que mais vale o bom nome do que muitas riquezas. Então se um cara desses fizer besteira, vou sacudir em cima dele.
iG: Já teve algum caso desse gênero?
Silas Malafaia: Graças ao bom Deus, não, espero que não tenha! Porque se tiver, meu filho, eu não vou ter pena, eles me conhecem e sabem que sou capaz de fazer mesmo. Eu vou queimar meu nome porque nego está fazendo besteira? Eu não! Eu largo o aço em cima deles! Mas não vou ter pena e estão avisados. Vou queimar (o político)! Largo o aço em cima!
iG: Como assim, larga o aço???
Silas Malafaia: É, eu meto o pau! Digo aí: ‘Não vota mais não!’ Vou botar para quebrar em cima! Iss aí não tem dúvida nenhuma, amigo! Não tem moleza!
iG: E que contrapartida o sr. pede a eles?
Silas Malafaia: Peço que representem o povo que deu o voto a eles, a honra e o nome. Amigo, nem na época que podia empregar parente... nunca pedi para nomear ninguém. E eu tenho uma família grande para caramba, irmão. Nunca pedi nada, não quero saber disso, negócio de nomear parente. Na verdade, na época da eleição, o prefeito ou governador, bajulam todo mundo para ganhar. Quando são eleitos, durante os quatro anos, essa aqui é que é a verdade, amigo: “Quem é esse cara aí? Elegeu quem?” Então, para eles te atenderem, você tem de mostrar que você tem força política! Senão é mais um no bolo! E aí, o que acontece?
Você elege cara com boa votação, quando vier coisa de molecagem contra os nossos princípios, a gente tem voz para pressionar. É esse que é o jogo. Isso é o que eu faço. Não tem conversa: “Vai fazer essa lei aí? Vai? Então vai ver se vai ter o meu apoio!” Você vê, tanta coisa foi freada aí, em âmbito federal e tudo, por medo de nossa comunidade. Porque sabem que vamos abrir a boca. Essa é que é a verdade, nua e crua.
iG: O sr. tem contato direto com prefeitos e governadores.
Silas Malafaia: Ah, tenho! O Eduardo (Paes) me ligou hoje cedinho. Eu estava me preparando para ir para São Paulo, o telefone tocou. Eu disse: ‘Vou ligar para esse cara terça ou quarta-feira. Muita gente liga para dar parab[ens, tal e coisa. Aí hoje ele se antecipou. Me ligou cedinho. Eu tinha ligado o telefone. ‘Oi, aqui é o Eduardo, quero agradecer seu apoio. Conte comigo!’ O Eduardo é simples. Espero que não seja mordido por mosca azul, não fique besta... É um cara muito legal. Eu gosto muito dele.
iG: E com o Serra, como foi a conversa?
Silas Malafaia: Eu acho que a chance está com ele. O Mensalão vai ter um peso para o PT, vai bater na porta deles. De algum jeito... A classe média não atura isso não. Não dá para dar Bolsa Família para todo mundo, não. Não dá para comprar todo mundo com comida, não.
iG: Como será seu apoio a ele?
Silas Malafaia: Disse para o Serra hoje. Falei: “Serra, todo mundo já sabe que eu te apoio. Não precisa fazer nada ostensivo. Não osto de nada ostensivo, para ser honesto. Sou mais um dentre tantos, seja católico, evangélico. Eu quero isso, não quero que ache que sou o máximo, sou mais um entre tantos.
iG: Vai gravar vídeo de apoio para ele na TV?
Silas Malafaia: Não, eu acho que não precisa, para te ser honesto. Eu disse ao Serra hoje (9): ‘Todo mundo já sabe que eu te apoio. Não precisa de nada ostensivo. Eu não gosto de nada ostensivo.' Sou mais um entre tantos, católicos, evangélicos. Eu quero isso! Não acho que sou o máximo, sou mais um entre tantos, não preciso de tanta firula, não. Acho que não precisa gravar (programa na TV), para ser honesto. (Nesta quinta-feira, 11, ele publicou vídeo contra o adversário de Serra, Fernando Haddad) Quando fica muito acintoso não é bom. Sabe: ‘Você é candidato de todos, sabe?’ Eu não acho que seja necessário gravar. O povo em São Paulo é muito maduro, esta percebendo todo esse jogo.
IG